Nas fazendas dos EUA, rebanhos de javalis avançam sobre milho, vegetais e trigo, enquanto cervos e coiotes ampliam danos. No Texas, 3,5 a 4 milhões de porcos geram perdas estimadas em US$ 2,7 bilhões, e estados autorizam caça durante 12 meses, sem limite, com abate por caçadores no país inteiro.
Nas fazendas dos EUA, a pressão sobre lavouras e rebanhos não se limita a seca ou inundação. Um relato de fazendeiros no Texas e na Califórnia em 2021 aponta javalis, cervos, coiotes e perus selvagens como fontes recorrentes de danos, com javalis associados a cerca de US$ 1,7 bilhão em custos e a produção de vegetais na Califórnia com cerca de US$ 650 milhões em perdas.
No sul do Texas, um rebanho de javalis foi observado em San Antonio, e o estado segue como o que concentra mais porcos do país, com cerca de 3,5 a 4 milhões de cabeças. O impacto descrito se soma a estimativas nacionais de perdas agrícolas de cerca de US$ 2,7 bilhões por ano, num cenário em que a resposta dominante é a caça anual sem limite.
Texas concentra a maior população de javalis

O Texas é descrito como o estado com o maior número de javalis dos Estados Unidos, com cerca de 3,5 a 4 milhões de cabeças, quase metade da população do país.
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A dinâmica de reprodução é um dos motores dessa escala: fêmeas começam a se reproduzir aos seis meses de idade e, a cada ano, uma fêmea costuma ter uma ninhada com cerca de 10 a 15 leitões.
Com alta capacidade de adaptação, os javalis mantêm números elevados mesmo com abates em larga escala.
O relato cita que, a cada ano, entre 2,5 e 3 milhões de javalis são mortos por caçadores, sem que isso reduza o tamanho da população de forma duradoura.
Rebanhos entram nas lavouras e permanecem por semanas

Mesmo vivendo escondidos em florestas, rebanhos de javalis não hesitam em avançar quando encontram alimento abundante.
Grandes campos de milho, vegetais ou trigo aparecem como destinos frequentes, com a possibilidade de os animais se esconderem e destruírem plantações por semanas antes de partir.
O efeito prático é descrito por um exemplo: um rebanho de cerca de 25 javalis pode visitar uma fazenda de milho e permanecer por uma semana, elevando a intensidade do dano em propriedades rurais e reforçando o caráter invasor atribuído ao javali nas fazendas dos EUA.
Caça anual sem limite vira resposta padrão
O javali é descrito como uma espécie invasora extremamente prejudicial à agricultura e tratado como “animal desprotegido”, o que abre caminho para medidas de controle amplas.
Em muitos estados, a orientação é capturar e caçar javalis sem limite para reduzir impactos nas fazendas dos EUA.
Após a captura, os javalis são mortos antes de serem levados para processamento ou venda a restaurantes.
O relato também aponta um comportamento recorrente no campo: alguns agricultores matam dezenas de javalis e não recolhem carcaças, citando a familiaridade com a carne de javali.
Coiotes se espalham e atingem a pecuária
Os coiotes são descritos como presentes em todos os estados dos Estados Unidos, exceto no Havaí, e como um dos animais mais adaptados a mudanças de condições.
Fêmeas normalmente engravidam ao atingir um ano de idade, com período de gestação de apenas dois meses, o que sustenta expansão populacional nas áreas rurais.
Na Califórnia, as estimativas citadas apontam cerca de 750.000 coiotes, com ressalva de que o número real pode variar devido à reprodução rápida.
Os coiotes passam grande parte do dia em florestas e, à noite, forrageiam, aproximando-se de fazendas de gado para se alimentar, em geral de pequenos roedores, carcaças e animais mortos.
USDA registra 117.000 mortes de gado por coiotes ao ano
Segundo estatísticas do USDA citadas no relato, cerca de 117.000 animais de gado são mortos por coiotes a cada ano nos Estados Unidos, atribuindo a eles a maior perda de vida selvagem para a pecuária.
A resposta descrita combina controle populacional e proteção do rebanho nas fazendas dos EUA.
Para limitar o impacto e evitar explosões populacionais, a maioria dos estados permite caça de coiotes durante 12 meses do ano.
O relato aponta que caçadores nos EUA matam cerca de 550.000 coiotes por ano, com muitos casos próximos às fazendas de gado.
Cervos ampliam danos e superam o javali em impacto
O cervo whitetail, descrito como veado de cauda branca, é apontado como um fator de perdas ainda maior do que o javali.
O relato estima cerca de 36,7 milhões de cervos vivendo nos Estados Unidos, com o veado de cauda branca representando 81% do total.
Estimativas do USDA em junho de 2022 associam o cervo de cauda branca a cerca de US$ 2,5 bilhões em custo para a agricultura, atribuindo à espécie 58% das perdas de colheitas e 33% das perdas de vegetais no país.
Além do campo, o relato associa o veado de cauda branca a centenas de acidentes de trânsito a cada ano.
Caça de cervos chega a 6,1 milhões por ano
O relato cita estimativas da Associação Nacional de Cervos indicando que cerca de 6,1 milhões de veados de cauda branca são mortos por caçadores a cada ano, tornando-o o animal mais caçado nos Estados Unidos.
No conjunto, javalis, cervos e coiotes formam um eixo recorrente de pressão sobre lavouras e rebanhos nas fazendas dos EUA.
Nova York mostra escala agrícola e pontos de vulnerabilidade
O relato descreve o estado de Nova York como o terceiro mais populoso dos EUA e contrasta a imagem urbana, com cerca de 8,5 milhões de pessoas na cidade, com uma indústria agrícola desenvolvida.
São citados cerca de 7,1 milhões de acres usados para agricultura e pecuária, com produtos como gado leiteiro, bezerros, milho e frutas.
Em 2021, o estado é descrito com cerca de 33.000 fazendas e 753 mercados de fazendeiros em operação, além de uma concentração de fazendas na área de Finger Lake, considerada centro agrícola.
No condado de Wyoming, no oeste do estado, uma fazenda de gado leiteiro é descrita com mais de 300 vacas leiteiras adultas, levadas ao pasto por cerca de três horas pela manhã.
Laticínios, patos e colheitas reforçam a dimensão do setor
O relato aponta cerca de 3.500 fazendas leiteiras em operação em Nova York e um rebanho de cerca de 626.000 vacas leiteiras.
Em outra fazenda, cerca de 800 vacas são ordenhadas em três horas e meia, com produção de seis a oito galões de leite por vaca ao dia, e transporte de milhões de libras de leite para uma fábrica a cerca de cinco quilômetros.
Com quase 4.000 fazendas de laticínios, Nova York é descrito com produção de cerca de 15,7 bilhões de libras de leite, como quarto maior produtor do país, e com a indústria associada a cerca de 27.000 lojas a cada ano.
Em Genese, uma fazenda de ovos de pato é descrita com mais de 400 patos, e o estado com cerca de 87 fazendas de patos e 1,3 milhão de patos.
Milho, maçãs e ervilhas completam o retrato de produção
No condado de Orange, a colheita de milho é descrita como voltada principalmente a grãos e silagem.
O relato também destaca as fazendas de maçã: Nova York é descrito como o segundo maior estado de cultivo nos Estados Unidos, atrás apenas de Washington, com cerca de 700 fazendas e colheita anual de cerca de 613.000 toneladas.
Para ervilhas, o relato menciona colheita de cerca de 17.000 acres por ano, com plantio ao ar livre no início e meados de abril, em campos de 20 a 100 acres.
Em novembro, máquinas de colheita de última geração são descritas com capacidade de cerca de 18.000 libras por hora, antes do envio para processamento em ervilhas congeladas.
Os dados reunidos apontam que javalis, cervos e coiotes geram perdas bilionárias e recorrentes nas fazendas dos EUA, com destaque para o Texas e para estimativas nacionais de US$ 2,7 bilhões ao ano.
Para acompanhar a evolução desse quadro, o passo mais prático é registrar com consistência os danos e os abates e comparar tendências ao longo do tempo.
Você acha que a caça anual sem limite reduz prejuízos nas fazendas dos EUA, ou o problema volta na próxima safra?


Manda essa reportagem pros **** do IBAMA. Aqui deve estar pior, pois lá eles caçam direto, aqui a frescura do órgão do governo pra matar um **** que nem de nossa fauna é. Bando de ****.