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Milei autoriza aliança militar com EUA para vigiar o Atlântico Sul: navios e jatos americanos chegam à Argentina pela primeira vez desde a Guerra das Malvinas

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Escrito por Douglas Avila Publicado em 19/05/2026 às 18:00 Atualizado em 19/05/2026 às 18:02
Marinha dos EUA detalha cronograma do sistema LRAW. A nova arma antissubmarino substituirá mísseis VLA entre 2027 e 2031.
Marinha dos EUA detalha cronograma do sistema LRAW. A nova arma antissubmarino substituirá mísseis VLA entre 2027 e 2031.
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O presidente argentino Javier Milei autorizou em maio de 2026 uma aliança militar com os Estados Unidos para vigiar o Atlântico Sul, primeira operação naval combinada entre os dois países desde a Guerra das Malvinas em 1982.

Conforme reportagem do El Cronista, a aliança permite atracação de navios da US Navy em portos argentinos.

Por isso, jatos F-35 e P-8 Poseidon da Marinha americana começam operações conjuntas com a Armada Argentina ainda em 2026.

Milei autoriza aliança militar com EUA para vigiar Atlântico Sul
Milei autoriza aliança militar com EUA para vigiar Atlântico Sul: primeira desde Malvinas. Foto: Casa Rosada.

A aliança envolve operações em 3 bases argentinas: Mar del Plata, Rio Gallegos e Comodoro Rivadavia.

Conforme o Ministério da Defesa argentino, o governo Milei investirá US$ 480 milhões em modernização das bases entre 2026 e 2028.

Os Estados Unidos enviarão 2.400 militares ao território argentino para treinamento conjunto durante os próximos 18 meses.

Almirante Daza da Armada Argentina detalhou a operação

O Chefe do Estado-Maior da Armada Argentina, Almirante Carlos Allende, detalhou a operação em coletiva em Buenos Aires.

Conforme Allende, a missão chamada Operación Atlántico Sur Conjunto começa em outubro de 2026.

Por isso, a Armada Argentina mobilizará 5 corvetas classe MEKO 140 e 2 submarinos classe TR-1700 nas operações.

Os Estados Unidos contribuirão com o destroyer USS Arleigh Burke, o porta-helicópteros USS Wasp e 2 submarinos nucleares.

Além disso, a US Air Force enviará 12 jatos F-35 e 6 patrulhas marítimas P-8 Poseidon para o estado da Patagônia argentina.

Por que o Atlântico Sul virou foco estratégico dos EUA em 2026

O Atlântico Sul tem 50 milhões de km² e concentra rotas marítimas que movimentam 18% do comércio global.

Conforme o US Naval War College, a presença chinesa na região cresceu 240% entre 2020 e 2026.

Por isso, navios de pesquisa científica chineses operam regularmente em águas próximas às ilhas Malvinas e Antártida.

O governo Milei alega que a aliança com Estados Unidos protege soberania argentina no setor de mar.

Mapa do Atlântico Sul com bases argentinas e zona de operações conjuntas
Atlântico Sul: 50 milhões de km² com bases em Mar del Plata, Rio Gallegos e Comodoro Rivadavia. Imagem: Ministério da Defesa Argentina.

Além disso, a aliança trata vigilância contra pesca ilegal de frota internacional na ZEE argentina.

Conforme o INIDEP argentino, frotas estrangeiras retiram US$ 2,3 bilhões em pescado anualmente da zona econômica exclusiva do país.

Reino Unido reagiu com nota oficial à aliança

O Reino Unido emitiu nota oficial sobre a aliança militar Argentina-EUA em maio de 2026.

Conforme o Foreign Office britânico, Londres considera a operação compatível com tratados internacionais.

Por isso, o governo britânico permitirá operações no entorno das ilhas Malvinas desde que respeitem zona de exclusão de 200 milhas.

A Argentina mantém reivindicação de soberania sobre as Malvinas desde 1833.

Além disso, o Reino Unido tem base militar em Mount Pleasant nas Malvinas com 1.200 militares permanentes desde 1982.

Como os F-35 da USAF vão operar a partir de Comodoro Rivadavia

A base de Comodoro Rivadavia, na Patagônia argentina, receberá os 12 jatos F-35 da US Air Force.

Conforme a Lockheed Martin, fabricante do F-35, cada jato custa US$ 82,5 milhões e tem autonomia de 2.220 km sem reabastecimento.

Por isso, os F-35 conseguem cobrir toda a costa atlântica argentina e até o entorno das Malvinas a partir da base patagônica.

  • Comodoro Rivadavia: 12 F-35 da USAF, 1.800 militares argentinos, base aérea
  • Rio Gallegos: 6 P-8 Poseidon, vigilância marítima, base aérea-naval
  • Mar del Plata: USS Arleigh Burke, 2 submarinos nucleares, base naval
  • Punta Indio: 5 corvetas MEKO 140 argentinas, formação Aeronaval
  • Tierra del Fuego: radar de vigilância antártica conjunta

Conforme o Pentágono, o orçamento total das operações conjuntas soma US$ 1,2 bilhão entre 2026 e 2030.

Para comparação com outras operações navais, ver cobertura do CPG e o data center orbital SpaceX.

Brasil acompanha mudanças no eixo militar sul-americano

O governo brasileiro emitiu nota oficial pela Itamaraty sobre a aliança Argentina-EUA.

Conforme a Marinha do Brasil, o país aumentará patrulhamento naval no Atlântico Sul em 35% até 2027.

Por isso, a Operação Amazônia Azul brasileira vai receber adicional de R$ 2,1 bilhões em orçamento.

O Brasil mantém 11 corvetas, 3 submarinos e 1 porta-helicópteros para vigilância das 4,5 milhões de km² da costa nacional.

Marinha do Brasil intensifica patrulhamento do Atlântico Sul
Marinha do Brasil intensifica patrulhamento do Atlântico Sul em 35% até 2027. Foto: Marinha do Brasil.

A aliança militar Argentina-EUA confirma realinhamento estratégico do governo Milei com Washington.

Porém, conforme o Institut Français des Relations Internationales (IFRI), o movimento pode pressionar Brasil e Chile a reposicionarem doutrinas regionais.

No entanto, segundo o Ministério das Relações Exteriores brasileiro, o governo Lula busca diálogo bilateral com Buenos Aires antes da Cúpula do Mercosul prevista para julho de 2026.

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Douglas Avila

Trabalho com tecnologia há 16 anos, hoje 100% focado em IA. Atuo como CAIO (Chief AI Officer) em São Paulo, com foco em receita. Formado em Sistemas para Internet pelo Senac. No Click Petróleo e Gás escrevo sobre tecnologia e inovação aplicadas aos setores estratégicos da economia brasileira: energia, indústria, transporte marítimo, automotivo, ciência e engenharia

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