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Mesmo sem uso de caças, Marinha do Brasil chama atenção ao treinar com porta-aviões dos EUA usando helicópteros e submarino

Escrito por Felipe Alves da Silva
Publicado em 24/04/2026 às 13:13
Atualizado em 24/04/2026 às 13:16
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Exercício internacional no Rio destaca nova estratégia naval e reforça cooperação entre Brasil e Estados Unidos em cenário global cada vez mais desafiador

A movimentação de um dos maiores símbolos do poder naval mundial no litoral brasileiro já desperta atenção e curiosidade. A informação foi divulgada pelo site “AEROIN”, conforme publicação assinada por Mateus Alves, trazendo detalhes sobre a chegada do porta-aviões USS Nimitz ao Brasil para uma operação que promete marcar um novo capítulo na cooperação militar entre países do hemisfério ocidental.

O porta-aviões nuclear USS Nimitz (CVN-68), considerado o mais antigo do mundo ainda em atividade, tem chegada prevista ao litoral brasileiro no dia 7 de maio. Essa movimentação faz parte da Operação Southern Seas 2026, conduzida pela 4ª Frota da Marinha dos Estados Unidos. Além disso, os exercícios navais ocorrerão no Rio de Janeiro entre os dias 11 e 14 de maio, reunindo forças de diferentes nações.

Nesse contexto, é importante destacar que a Operação Southern Seas, realizada desde 2007, chega agora à sua 11ª edição. Ao longo dos anos, o exercício se consolidou como uma das principais iniciativas de cooperação marítima no hemisfério ocidental. Dessa forma, o encontro reúne forças navais de cerca de dez países da América Latina, incluindo o Brasil, com o objetivo de fortalecer parcerias estratégicas, ampliar a interoperabilidade entre as Marinhas e aprimorar respostas coordenadas a ameaças no ambiente marítimo.

Participação brasileira aposta em helicópteros e submarino em vez de caças

Super Lynx da Marinha do Brasil em operação conjunta com o Submarino Humaitá durante exercícios navais estratégicos no mar | Foto: Marinha do Brasil

Diferentemente do que ocorreu em edições anteriores, o Brasil optou por uma abordagem distinta nesta operação. Mesmo sem o uso de caças, a Marinha do Brasil participará ativamente do treinamento com o emprego de meios navais e aeronavais estratégicos.

Entre os ativos confirmados, estão as Fragatas Independência (F-44) e Defensora (F-41), além do Submarino Tikuna (S-34), que desempenhará papel fundamental nas simulações de guerra naval. Além disso, dois helicópteros Westland AH-11B Super Lynx serão utilizados para ampliar a capacidade operacional durante os exercícios no mar.

Enquanto isso, vale lembrar que na última edição da Southern Seas houve participação de aeronaves de asa fixa brasileiras. Na ocasião, os caças A-4 Skyhawk operaram em conjunto com aeronaves avançadas da Marinha dos Estados Unidos, como os F/A-18E/F Super Hornet e os modernos F-35C Lightning II, embarcados no porta-aviões USS George Washington (CVN-73).

Portanto, a ausência de caças neste exercício não representa limitação, mas sim uma escolha estratégica voltada para outros tipos de operação, como guerra antissubmarino, vigilância marítima e integração entre diferentes plataformas.

Exercícios conjuntos fortalecem defesa e integração regional no mar

Durante a operação, estão previstos exercícios conjuntos no mar, conhecidos como PASSEX, além de intercâmbio técnico entre militares e visitas institucionais. Essas atividades, por sua vez, são fundamentais para elevar o nível de adestramento das forças envolvidas e ampliar a capacidade de atuação combinada.

Ao mesmo tempo, a passagem do USS Nimitz por outros países da América do Sul também reforça a dimensão internacional da operação. Durante escalas no Chile e no Equador, a ala embarcada do porta-aviões norte-americano operou em conjunto com aeronaves de combate locais, incluindo o Super Tucano e o F-16 Falcon.

Segundo a Marinha, todas as atividades são planejadas de forma conjunta entre os países participantes. Dessa maneira, a iniciativa fortalece não apenas a cooperação regional, mas também a capacidade de resposta diante de desafios comuns no ambiente marítimo, como segurança, defesa e monitoramento estratégico.

Por fim, a realização da Operação Southern Seas 2026 no Brasil evidencia o papel cada vez mais relevante do país no cenário naval internacional. Ainda que sem o uso de caças nesta edição, a atuação com helicópteros e submarino demonstra versatilidade e adaptação às demandas modernas da guerra no mar, consolidando a Marinha do Brasil como uma força preparada para atuar em diferentes frentes.

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Lucas
Lucas
02/05/2026 03:24

Porque cortaram a palavra do meu comentário? Só que todos sabem? E tem que ver euem
L A D R A O todos sabem quem é

Lucas
Lucas
02/05/2026 03:22

Se o **** não tivesse roubado por tantos anos nosso exército, marinha e aeronáutica estaria em coisa de outro mundo e hoje em dia treinam com coisas lentas aonde qualquer missel ou drone poderia pegar fácil de surpresa

Vander
Vander
30/04/2026 09:56

Vergonha. Mas, é menos vergonhoso que operar aquelas caças velhos A4 da marinha perto dos F35 e F18.

Fonte
Felipe Alves da Silva

Sou Felipe Alves, com experiência na produção de conteúdo sobre segurança nacional, geopolítica, tecnologia e temas estratégicos que impactam diretamente o cenário contemporâneo. Ao longo da minha trajetória, busco oferecer análises claras, confiáveis e atualizadas, voltadas a especialistas, entusiastas e profissionais da área de segurança e geopolítica. Meu compromisso é contribuir para uma compreensão acessível e qualificada dos desafios e transformações no campo estratégico global. Sugestões de pauta, dúvidas ou contato institucional: fa06279@gmail.com

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