A fabricante alemã de veículos Mercedes-Benz, fecha fábrica em Iracemápolis, em São Paulo e cita ‘situação econômica’ ruim do Brasil
A Mercedes-Benz, fabricante alemã de veículos, anunciou hoje pela manhã, o fechamento de sua fábrica em Iracemápolis, localizada no interior do Estado de São Paulo. A unidade era responsável pela produção do Classe C — que na versão EQ Boost foi o primeiro híbrido montado no Brasil — e do GLA. Após o fechamento, a empresa parou de produzir carros no Brasil.
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A decisão da montadora foi tomada com base em vários fatores, incluindo o atual estado do mercado brasileiro. Devido ao fechamento do local, aproximadamente 370 funcionários podem ser demitidos. A Mercedes-Benz afirmou no relatório que está em busca de alternativas, como planos de demissão voluntária e outras possibilidades, que estão em avaliação.
Além da fábrica recém-fechada, a Mercedes possui fábricas em São Bernardo do Campo (SP) e Juiz de Fora (MG), responsáveis pela produção de chassis de caminhões e ônibus no Brasil.
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Nem mesmo o fim da ‘montanha russa’ descrita pelo preço do petróleo tipo Brent (principal referência global) – que saltou de uma cotação de US$ 72 para US$ 120, até baixar ao patamar de US$ 76 o barril – devido ao acordo de paz recente firmado entre os EUA e o Irã, foi suficiente para aliviar a economia brasileira de pressões inflacionárias.
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Jörg Burzer, Membro do Board da Mercedes-Benz AG, Produção e Cadeia de Suprimentos, disse que “situação econômica no Brasil tem sido difícil por muitos anos e se agravou devido à pandemia da Covid-19, causando uma queda significativa nas vendas de automóveis premium. Ao longo do nosso processo de transformação, continuamos a reestruturar a nossa rede de produção global. Aumentar nossa eficiência, otimizando a nossa capacidade de utilização é um facilitador importante.”
“Por isso, decidimos encerrar a produção de automóveis premium no Brasil. Nosso primeiro objetivo agora é encontrar uma solução sustentável para os colaboradores dessa unidade, que contribuíram de forma decisiva para o sucesso da Mercedes-Benz no Brasil com seu comprometimento e expertise nos últimos anos”, conclui Jörg Burzer.
Para futuros clientes, a montadora importará modelos de outras fábricas de sua rede de produção global. Para os revendedores dessa marca, que são cerca de 50 no Brasil, nada vai mudar.

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