Menina catarinense chama atenção ao ingressar em sociedade internacional de alto QI após avaliação formal, com histórico de autoalfabetização, habilidades linguísticas precoces e adaptações pedagógicas na escola, caso que ganhou repercussão nacional e reacendeu o debate sobre altas habilidades na educação básica.
Elena Bernardes, moradora de Braço do Norte, no sul de Santa Catarina, foi aceita na Associação Mensa Brasil, braço nacional da Mensa International, sociedade que reúne pessoas com alto desempenho em testes padronizados de inteligência.
A filiação foi confirmada em setembro de 2022 por reportagem da TV Cultura, que informou que a menina, então com 11 anos, entrou na organização com base em um teste realizado quando tinha 7.
A mesma publicação registrou que a admissão ocorreu em julho daquele ano e que a Mensa Brasil considera elegíveis pessoas que ficam entre os melhores resultados desses testes.
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Na ocasião, o presidente da Associação Mensa Brasil confirmou a presença de Elena na entidade e informou que havia 175 integrantes menores de 18 anos na seção brasileira, dos quais nove eram catarinenses.
Identificação precoce e alerta da escola
O caso ganhou contornos de referência dentro do ambiente escolar por ter sido a própria escola a acionar o alerta inicial para a família e, depois, usar o resultado da avaliação como base para adaptações pedagógicas.
Segundo relato atribuído à mãe, professores avisaram que a aluna estava muito adiantada e sugeriram uma avaliação quando ela tinha cerca de 5 ou 6 anos.
Mais tarde, quando a estudante começou a perder o interesse pelas atividades comuns da série, a família buscou o diagnóstico.
Adaptações pedagógicas após o diagnóstico

De acordo com a apuração publicada pelo JDV, após o teste, o resultado foi levado à escola e passou a orientar ajustes no conteúdo e no formato de avaliação aplicado à estudante.
O mesmo texto relata que a instituição passou a propor provas com questões diferentes e conteúdos além do que havia sido trabalhado em sala.
A adaptação, ainda segundo os relatos publicados, incluiu mudanças de série.
A estudante teria avançado um ano e seguido para etapas adiante, decisão associada ao laudo e às conversas entre família e escola.
Autoalfabetização e habilidades linguísticas
Os indícios de desenvolvimento acima do esperado aparecem de forma recorrente nos relatos reunidos pela imprensa.
A TV Cultura informou que Elena aprendeu a ler e escrever sozinha antes de completar quatro anos, processo descrito pela mãe como autoalfabetização.
Ainda conforme o texto, a menina falava inglês fluentemente desde os nove anos.
Também foi relatado que ela havia aprendido, por conta própria, parte do alfabeto coreano.
Relatos da família e interesses pessoais
O JDV acrescentou detalhes sobre como a família descreveu esse avanço.
O portal atribui à mãe a afirmação de que, desde muito pequena, Elena demonstrava facilidade para aprender.
Também é mencionada uma memória considerada incomum, com lembrança de detalhes de situações vividas antes dos dois anos.
No mesmo material, o interesse pelo alfabeto coreano foi associado a um gosto por K-pop.
Avaliação neuropsicológica e processo até a Mensa
A trajetória até a Mensa, segundo os conteúdos publicados, não se resumiu a uma inscrição direta.
A TV Cultura relata que a escola chamou a atenção dos pais para o fato de a aluna estar adiantada.
O encaminhamento para avaliação ocorreu quando a criança passou a demonstrar desinteresse por tarefas que antes pareciam simples.
Já o JDV informa que a avaliação foi feita com um neuropsicólogo, em encontros semanais.
A criança realizou os testes sem a presença dos pais na sala.
A reportagem menciona que os exames ocorreram na região de Tubarão.
Critérios oficiais da Mensa Brasil
A Mensa Brasil descreve publicamente que, no país, a admissão é baseada em testes padronizados realizados com profissionais habilitados.
O critério relevante é o percentil, não a comparação direta de pontuações entre diferentes instrumentos.
A entidade informa que admite candidatos com desempenho acima de 98% da população em geral, regra alinhada ao padrão internacional da organização.
Programa Jovens Brilhantes
No caso de crianças e adolescentes, a própria Mensa Brasil mantém um programa voltado a menores de idade, chamado Jovens Brilhantes.
A página institucional afirma que a Mensa aceita membros a partir de 2 anos e meio, desde que apresentem uma avaliação válida.
Todo integrante menor de 18 anos é automaticamente inscrito nesse programa.
A proposta divulgada inclui encontros e atividades que buscam oferecer um ambiente intelectual estimulante.
Também há apoio aos responsáveis, com espaços de troca entre famílias.
Rotina escolar após a identificação
A forma como o caso de Elena se conectou ao cotidiano escolar também aparece nos relatos reunidos pelo JDV.
O portal atribui à própria estudante a percepção de que as tarefas eram “fáceis” e “monótonas” antes da avaliação.
Depois do diagnóstico, a escola passou a aplicar provas com desafios diferentes.
O texto registra ainda que o avanço de série foi discutido.
A socialização com amigos pesou nas decisões familiares sobre acelerar ou não o percurso acadêmico.
Repercussão e debate educacional

Ao se tornar pública, a história colocou Braço do Norte no mapa de um debate recorrente na educação brasileira.
O tema envolve como identificar e atender estudantes com altas habilidades sem reduzir o assunto apenas a desempenho numérico.
No material disponível, os fatos apresentados se concentram em três pontos verificáveis.
A filiação à Mensa Brasil.
A identificação de habilidades precoces descritas por família e escola.
As adaptações relatadas após o laudo.
Não há promessas sobre resultados futuros.
Limites das informações públicas
A repercussão do caso também mostra como o gatilho de curiosidade nasce de detalhes concretos.
Entre eles, a idade em que a criança leu sozinha, a fluência em outra língua e a existência de uma organização com critérios formais de entrada.
Ao mesmo tempo, a própria Mensa enfatiza que a entrada se dá por testes reconhecidos e pelo percentil.
A entidade ressalta que diferentes instrumentos não devem ser comparados apenas por pontuação absoluta.
Nota factual final: a reportagem da TV Cultura confirma a filiação, a idade e os principais marcos de desenvolvimento relatados pela mãe.
Não há detalhamento público sobre quais testes específicos foram aplicados nem sobre o resultado numérico do exame.
Esses pontos aparecem apenas de forma descritiva em republicações e relatos atribuídos à família.
Na sua avaliação, qual é o principal desafio das escolas brasileiras ao identificar e atender alunos com altas habilidades desde os primeiros anos escolares?

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