Megaprojeto liderado pela gestora Catuaí Asset leva a rede canadense Four Seasons de volta ao Brasil em 2029, com hotel no Leblon, investimento de R$ 600 milhões, 118 acomodações de frente para o mar e promessa de 180 empregos diretos, além de spa, piscina, bares e restaurantes
O Megaprojeto de R$ 600 milhões de Bill Gates no Leblon recoloca o Rio de Janeiro no mapa do turismo de internacional. A rede Four Seasons, controlada pelo cofundador da Microsoft desde 2021, confirmou a abertura de um hotel de alto padrão na zona sul carioca, com inauguração prevista para 2029, em um dos endereços mais valorizados da orla.
O empreendimento ocupará o terreno onde funcionou, por cerca de 35 anos, o tradicional Hotel Marina Palace, desativado em 2017. Agora, a área passa a ser o centro de um projeto capitaneado pela gestora Catuaí Asset, que traz de volta ao país a marca Four Seasons, que já operou em São Paulo até ser fechada em 2020, no início da pandemia de covid-19.
Leblon ganha novo hotel com todos os quartos voltados para o mar
O Megaprojeto no Leblon prevê um hotel Four Seasons com 118 acomodações, todas com vista direta para o mar.
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A proposta é criar um produto voltado ao público de alta renda global, combinando localização privilegiada, serviços de padrão internacional e experiências exclusivas.
Segundo a Catuaí Asset, o prédio passará por uma renovação completa de fachada e áreas internas, transformando o antigo Marina Palace em um novo ícone arquitetônico da orla carioca.
As áreas comuns incluirão piscina, spa, academia, bares, restaurantes e um rooftop com vista panorâmica, reforçando a vocação do empreendimento para eventos, lazer e turismo corporativo de alto padrão.
A expectativa é que, quando o hotel estiver em operação, sejam gerados 180 empregos diretos, consolidando o Megaprojeto de Bill Gates no Leblon como um dos movimentos mais relevantes do setor hoteleiro carioca nesta década.
Catuaí Asset compra Marina Palace e estrutura Megaprojeto de R$ 600 milhões
A chegada do Four Seasons ao Rio se dá por meio da Catuaí Asset, gestora de investimentos que comprou o antigo Hotel Marina Palace no Leblon.
A operação com a rede canadense, segundo o sócio-fundador Alfredo Khouri Jr., já havia sido previamente acordada com a antiga proprietária do imóvel, a BHG – Brazil Hospitality Group.
Para viabilizar o Megaprojeto de R$ 600 milhões, a gestora estruturou um fundo de investimento em participações (FIP) com duração de oito anos, que reúne capital próprio e recursos de investidores.
Desse total, R$ 400 milhões serão destinados às obras de modernização do hotel, em uma engenharia financeira que combina 55% de investimentos e 45% em dívida com bancos para financiar a revitalização completa do ativo.
Khouri Jr. explica que a decisão de investir foi tomada a partir de uma oportunidade de preço do imóvel, em um cenário em que a localização do Marina Palace, de frente para o mar no Leblon, se mantém entre as mais cobiçadas do país.
Mercado: baixa oferta no Rio e diária referência a partir de R$ 4,6 mil
O executivo afirma que o Megaprojeto do Four Seasons no Leblon nasce com margens sustentáveis mesmo praticando preços dentro da faixa atualmente cobrada no segmento na cidade. “Para ter um negócio rentável, não precisamos ser mais caros do que os nossos concorrentes”, destaca Khouri Jr.
Como referência, uma diária no Hotel Fasano, no Rio, parte de aproximadamente R$ 4,6 mil. Hoje, o Fasano é apontado pela Catuaí como um dos poucos concorrentes diretos no nicho de altíssimo padrão, em um mercado que o gestor considera de baixa oferta para o público de alta renda.
Enquanto o Fasano dispõe de 90 quartos, o novo Four Seasons no Leblon terá 118 unidades, reforçando a aposta na demanda reprimida por hospedagem à beira-mar.
Ao posicionar o Four Seasons nesse segmento, a gestora mira tanto o turista internacional de alto poder aquisitivo quanto o público corporativo e de eventos que busca experiências de hospitalidade em padrão global, mas com endereço-símbolo do Rio de Janeiro.
Prefeitura vê Megaprojeto como vitrine global para turismo e negócios
Em nota, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, afirmou que o hotel terá “uma das melhores vistas da cidade” e que o investimento reforça a vocação do município para turismo e negócios. Para a prefeitura, a instalação da marca Four Seasons no Leblon funciona como selo internacional de confiança no ambiente econômico carioca.
Paes destacou que a chegada da Four Seasons celebra a capacidade do Rio de atrair grandes investimentos globais e disse ser motivo de orgulho ver “a maior rede de hotéis do mundo escolher o Rio, mais especificamente o Leblon, como local de seu retorno ao país”.
Dentro dessa narrativa, o Megaprojeto de Bill Gates no Leblon passa a ser usado como vitrine para mostrar ao investidor estrangeiro um Rio mais estruturado para receber capital privado de longo prazo.
Bill Gates, Four Seasons e a estratégia global
O hotel de Bill Gates no Leblon é mais um capítulo da estratégia global do magnata no setor. Desde 2021, o cofundador da Microsoft passou a controlar a rede Four Seasons por meio de sua empresa de investimentos Cascade Investment, que comprou 23,8% das ações da rede por US$ 2,21 bilhões, elevando sua participação para 71,3%.
A operação avaliou a rede em US$ 10 bilhões, enquanto o restante do capital permanece nas mãos do príncipe saudita Alwaleed bin Talal.
Atualmente, a Four Seasons opera mais de 100 hotéis em cerca de 50 países, posicionando-se como uma das marcas mais reconhecidas do mundo em hospitalidade.
A volta ao Brasil, agora via Megaprojeto no Leblon, recoloca o país na rota da rede depois do encerramento da operação em São Paulo em 2020, ano marcado pelo início da pandemia de covid-19.
E você, acredita que esse Megaprojeto de Bill Gates no Leblon vai transformar o turismo de luxo no Rio de Janeiro ou apenas reforçar a exclusividade de uma pequena faixa da orla carioca?

Agora é descobrir de qual favela o hotel vai ficar ao lado… Zona Sul tá decaída faz tempo e não adianta nada ter vocação para turismo, se não tem um mínimo de segurança.
Pior portal de notícias, ou melhor dizendo.. de propagandas intrusivas q exite. Tomara fechem na mesma velocidade que as propagandas aparecem na cara da gente.
Mais turista pra ser roubado!