Projeto Sucuriú avança em Inocência, no Mato Grosso do Sul, com obra bilionária, pico previsto de 14 mil trabalhadores e futura capacidade de 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano
A megafábrica de celulose em construção em Inocência, deve mobilizar até 14 mil trabalhadores nos próximos meses, número maior que a população local, enquanto avança rumo ao início das operações entre 2027 e 2028.
Obra entra na fase mais pesada
O Projeto Sucuriú, conduzido pela multinacional chilena Arauco, chegou a uma das etapas mais exigentes de sua implantação.
A obra entra na fase de montagem industrial pesada, marcada pela instalação de equipamentos de grande porte e consolidação das estruturas industriais.
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O canteiro ocupa cerca de 3,5 mil hectares e concentra máquinas, peças metálicas e grande movimentação operacional.
Essa mudança de etapa exige precisão, logística complexa e um volume elevado de mão de obra especializada para manter o cronograma.
A expectativa é que, nos próximos meses, o empreendimento alcance o pico de aproximadamente 14 mil operários trabalhando ao mesmo tempo. O número supera a população total de Inocência, estimada em cerca de 8,4 mil habitantes.
Megafábrica de celulose muda rotina local
Antes mesmo de começar a produzir, a megafábrica de celulose provoca alterações visíveis no cotidiano da cidade.
Inocência, antes marcada por um ritmo mais tranquilo, acompanha uma movimentação ligada a um dos maiores empreendimentos industriais do país.
O avanço da obra aumenta a circulação de trabalhadores, máquinas e serviços no município. A transformação ocorre enquanto a cidade se adapta ao peso de um projeto que promete redefinir a economia regional nos próximos anos.
A fase atual também amplia a demanda por moradia, infraestrutura e serviços. Com a chegada de milhares de profissionais, o impacto vai além do canteiro e alcança atividades locais que passam a atender novas necessidades.

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Capacidade deve alcançar 3,5 milhões de toneladas
Quando entrar em funcionamento, a unidade terá capacidade para produzir cerca de 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano. A previsão coloca o projeto como a maior fábrica do mundo construída em linha única.
O cronograma mantém a expectativa de início das operações entre o fim de 2027 e 2028. Até lá, a implantação continuará concentrada em equipamentos, sistemas industriais e estrutras necessárias para sustentar a produção em grande escala.
O projeto também prevê autossuficiência energética, com geração superior a 400 megawatts. Esse ponto integra a estrutura planejada para a futura operação da unidade e reforça o porte industrial do empreendimento.
Empregos permanentes e infraestrutura
Além dos postos temporários durante a construção, a fábrica deve manter cerca de 6 mil empregos permanentes depois da conclusão. Essas vagas estarão distribuídas entre as áreas industrial, florestal e logística.
O investimento também movimenta novos negócios e pressiona melhorias logísticas. Acessos rodoviários e linhas de transmissão fazem parte do pacote ligado ao projeto, que avança em meio à expectativa de impacto duradouro na região.
Para Inocência, a chegada da megafábrica de celulose representa uma mudança de escala. O município passa a conviver com uma obra maior que sua própria população e com efeitos econômicos perceptíveis antes das opreações começarem.
Com informações de Portal 6.


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