A compra da casa histórica abandonada mostra como um imóvel antigo barato pode esconder mofo, animais no telhado, encanamento comprometido, danos por água e uma reforma muito maior antes de virar moradia segura
Depois de três anos morando em van, Becky e Drew Bidlen compraram uma casa histórica abandonada em Indianápolis e encontraram um cenário bem mais difícil do que uma reforma comum. O imóvel exigia limpeza pesada, remoção de mofo, troca de encanamento e cuidados com danos deixados por guaxinins.
A informação foi publicada em 22 de junho de 2024 por Business Insider, veículo jornalístico digital dos Estados Unidos. O casal havia vivido em um furgão adaptado entre 2020 e 2023 e comprou a casa após o nascimento da filha.
O caso chama atenção porque mostra um ponto simples e importante para qualquer comprador de imóvel antigo: uma casa grande e barata pode esconder problemas de estrutura, umidade, animais e reparos caros antes de receber móveis e moradores.
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Casa anunciada por US$ 139 mil recebeu oferta de US$ 150 mil por causa do tamanho e do potencial
A casa apareceu anunciada por US$ 139 mil no fim de 2023. Mesmo sem procurar um imóvel tão grande ou tão trabalhoso, Drew visitou a propriedade com um amigo que tinha experiência em reforma de casas e viu possibilidade de recuperação.
A oferta final foi de US$ 150 mil, feita para mostrar interesse real na compra. O valor parecia atrativo pelo tamanho da construção e pela localização em Indianápolis, perto de parte da família de Becky.

O imóvel tinha cerca de 325 m². A casa principal reunia quatro quartos, três banheiros, biblioteca, sala de sol, garagem, porão e sótão.
Também havia uma casa de hóspedes no quintal, mas em estado ruim. Na prática, a compra envolvia não apenas uma moradia, mas um conjunto de espaços antigos que precisavam ser avaliados, limpos e recuperados antes do uso.
Antigo morador acumulava objetos e a limpeza virou a primeira grande etapa da reforma
Antes de qualquer obra, o casal precisou enfrentar o acúmulo de objetos deixados no imóvel. Havia sujeira, comida antiga, móveis, livros, aparelhos, caixas e itens domésticos espalhados pelos cômodos.
Esse tipo de situação impede a avaliação correta da casa. Enquanto os ambientes estão tomados por objetos, fica difícil enxergar o estado real do piso, das paredes, do teto e das áreas atingidas por água.
Uma empresa cobraria cerca de US$ 10 mil para separar e retirar tudo. Becky e Drew decidiram fazer essa etapa com ajuda de familiares e amigos, o que transformou a limpeza em um processo de várias semanas.

A parte mais importante desse trabalho não era apenas deixar a casa vazia. Era descobrir o que estava escondido por baixo da sujeira e entender quais problemas exigiam reparo antes da mudança.
Mofo apareceu após danos por água e atrasou a entrada da família na casa
Depois da retirada dos objetos sem uso, surgiu o problema que mais preocupava: mofo no primeiro e no segundo andar. O mofo apareceu porque a casa não havia sido preparada corretamente para o inverno e sofreu danos por água.
Para o leitor leigo, isso significa que a água entrou ou ficou acumulada em partes da construção. Quando a umidade permanece por muito tempo, ela pode favorecer o aparecimento de fungos e comprometer o ar dentro do imóvel.
A remoção do mofo virou uma etapa demorada. Becky e Drew fizeram boa parte do trabalho por conta própria depois de consultar um profissional. A qualidade do ar era o principal motivo para adiar a mudança.

Na publicação de 22 de junho de 2024, a família ainda aguardava a casa ficar pronta e segura para entrar. A previsão citada era mudança em julho, depois do avanço da limpeza e da recuperação das áreas afetadas.
Guaxinins ocuparam o sótão e deixaram sujeira, buracos no piso e danos no teto
O problema não ficou restrito ao mofo. Business Insider, veículo jornalístico digital dos Estados Unidos, também detalhou a presença de guaxinins no sótão da casa. Os animais deixaram grande quantidade de sujeira e abriram buracos no imóvel.
Guaxinins são animais comuns em algumas regiões dos Estados Unidos. Quando entram em sótãos, podem danificar madeira, forro, piso e pontos de acesso usados para entrar e sair.
No caso da casa de Indianápolis, os buracos atingiram pisos e tetos. Isso aumentou o trabalho porque não bastava limpar a sujeira dos animais. Era preciso fechar entradas, reparar danos e tornar a estrutura mais segura.
Esse é um alerta importante em imóveis abandonados. Quando uma casa fica vazia por dois anos, animais podem ocupar áreas altas, telhados e sótãos, criando problemas que só aparecem durante uma vistoria mais cuidadosa.
Encanamento foi substituído e a reforma passou a envolver partes importantes da estrutura
A reforma também chegou ao encanamento. O casal substituiu todo o sistema hidráulico da casa, que é a parte responsável por levar água limpa e retirar água usada de banheiros, cozinha e lavanderia.
Além disso, houve ajuste em uma parede e em vigas entre a cozinha e a sala de sol. Vigas são peças que ajudam a sustentar partes da construção, por isso qualquer alteração nesse ponto precisa de cuidado.
O casal também trabalhou na recuperação dos pisos de madeira, alguns danificados por água. Esse tipo de reparo exige atenção porque a umidade pode deformar a madeira, manchar a superfície e afetar o encaixe das peças.
A experiência anterior na reforma do furgão ajudou em tarefas como elétrica, encanamento, madeira, piso e isolamento. Ainda assim, uma casa antiga é uma obra muito maior, com mais riscos, mais cômodos e mais decisões que afetam segurança.
Compra de imóvel antigo barato exige atenção ao que não aparece nas primeiras fotos
A história da casa mostra que o preço de compra não revela sozinho o tamanho do desafio. O imóvel de US$ 150 mil tinha espaço, história e potencial, mas também exigia limpeza extrema, reparos no encanamento, remoção de mofo e correção de danos no sótão.

Para quem olha uma casa antiga como oportunidade, o cuidado precisa vir antes do encanto. Mofo, infiltração, animais, piso comprometido e acúmulo de objetos podem transformar uma compra barata em uma obra longa.
O ponto principal é simples: antes de morar, a casa precisava voltar a ser segura. Isso envolvia ar limpo, estrutura protegida, encanamento funcional e ambientes livres da sujeira acumulada durante o abandono.
A compra feita por Becky e Drew Bidlen mostra que reformar uma casa histórica pode preservar um imóvel antigo, mas também exige paciência, dinheiro, mão de obra e atenção aos problemas escondidos.
A casa abandonada de Indianápolis não era apenas uma mudança de endereço depois de três anos morando em van. Era uma obra completa, com mofo, guaxinins, danos por água, encanamento danificado e limpeza pesada antes da primeira noite no imóvel.
O caso deixa uma pergunta prática para qualquer comprador: quando uma casa antiga parece barata demais, o desconto compensa se a reforma revelar problemas que colocam saúde e segurança em jogo? Comente sua opinião e compartilhe com quem gosta de histórias reais de reforma e construção.
