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Mariana Bueno, menina de 10 anos de Limeira, usou ciência para investigar moedas falsas do Brasil Colônia, criou um método de análise com orientação de um físico da Unicamp e publicou o resultado na revista Ciência Hoje das Crianças

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 25/06/2026 às 13:54 Atualizado em 25/06/2026 às 14:14
Mariana Bueno investigou moedas do Brasil Colônia aos 10 anos e publicou pesquisa com orientação de físico da Unicamp.
Mariana Bueno investigou moedas do Brasil Colônia aos 10 anos e publicou pesquisa com orientação de físico da Unicamp.
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Pesquisa orientada no interior de São Paulo levou uma estudante de 10 anos a publicar na Ciência Hoje das Crianças, ao transformar moedas do Brasil Colônia em ponto de partida para falar de autenticidade, história, numismática e investigação científica dentro da escola.

Aos 10 anos, Mariana Bueno de Paula Tamani participou de um trabalho sobre a veracidade de moedas da época do Brasil Colônia, com orientação do físico Yuri Alexandre Meyer, no Colégio Jandyra, em Limeira, no interior de São Paulo.

Publicado na revista Ciência Hoje das Crianças, o estudo recebeu o título “Uma conversa além do cofrinho” e aproximou uma curiosidade comum de conceitos ligados à física, à história e à análise de materiais.

Pesquisa com moedas antigas ganhou forma na escola

De acordo com a Faculdade de Tecnologia da Unicamp, Yuri Alexandre Meyer orientou Mariana em uma investigação voltada à autenticidade de moedas coloniais, desenvolvida no Colégio Jandyra, onde ele atua como professor e trabalha com atividades de divulgação científica.

Dentro desse ambiente escolar, o interesse por moedas antigas deixou de ser apenas uma curiosidade isolada e passou a seguir um percurso organizado, com observação, comparação e comunicação em linguagem acessível ao público infantil.

O ponto de partida da pesquisa foi um objeto familiar, mas historicamente carregado de informações: a moeda, que pode guardar pistas sobre origem, circulação, composição e contexto de uso em diferentes períodos da história brasileira.

Ao tratar a peça como fonte de investigação, o trabalho deslocou o olhar para além da aparência externa, mostrando que uma moeda antiga pode exigir critérios de análise mais cuidadosos para indicar se é verdadeira ou falsa.

Numismática aproximou história e ciência

Na apresentação do artigo, a Ciência Hoje das Crianças introduz o tema pela numismática, área dedicada ao estudo de moedas, cédulas e medalhas, com atenção a elementos materiais, históricos e culturais presentes nesses objetos.

Mariana Bueno investigou moedas do Brasil Colônia aos 10 anos e publicou pesquisa com orientação de físico da Unicamp.
Mariana Bueno investigou moedas do Brasil Colônia aos 10 anos e publicou pesquisa com orientação de físico da Unicamp.

Essa escolha ajudou a transformar uma pergunta simples em uma experiência científica compreensível para crianças, já que a dúvida sobre a autenticidade de uma moeda antiga permite unir observação concreta e contexto histórico.

Em vez de partir de conceitos abstratos, a investigação apresentou uma questão direta: como diferenciar uma peça verdadeira de uma imitação quando detalhes visuais podem não ser suficientes para resolver o problema.

A resposta, nesse caso, dependia de método, e não apenas de impressão visual, porque uma falsificação pode reproduzir aspectos externos de uma moeda sem corresponder ao material ou às características esperadas da peça original.

Orientação deu estrutura à curiosidade

A orientação de Yuri Alexandre Meyer foi decisiva para transformar a curiosidade de Mariana em um trabalho com formato de divulgação científica, sem perder a conexão com a linguagem de estudantes e leitores mais jovens.

Formado no Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Tecnologia da Unicamp, Meyer aparece na divulgação da instituição como responsável por conduzir a estudante no processo que resultou na publicação nacional.

Sob esse acompanhamento, a pesquisa ganhou uma organização capaz de preservar a participação infantil e, ao mesmo tempo, apresentar informações com clareza, sequência lógica e compromisso com a investigação proposta.

A presença de Mariana no artigo chama atenção pela idade, mas o aspecto central do caso está na forma como a escola serviu de espaço para construir perguntas e transformar interesse em conhecimento compartilhado.

Ciência Hoje das Crianças ampliou o alcance do estudo

Voltada ao público infantil, a Ciência Hoje das Crianças deu ao trabalho um formato compatível com leitores em formação, reunindo autores ligados à Unicamp, ao Colégio Jandyra e a instituições dedicadas à numismática.

Ao chegar a uma revista de divulgação científica, a pesquisa deixou o ambiente restrito da sala de aula e passou a alcançar outras crianças, professores e leitores interessados em ciência apresentada de maneira acessível.

Mariana Bueno investigou moedas do Brasil Colônia aos 10 anos e publicou pesquisa com orientação de físico da Unicamp.
Mariana Bueno investigou moedas do Brasil Colônia aos 10 anos e publicou pesquisa com orientação de físico da Unicamp.

Esse caminho reforça uma ideia importante para a educação científica: crianças podem participar da produção e da comunicação do conhecimento quando recebem orientação adequada, acesso a boas perguntas e espaço para desenvolver observações.

No caso de Mariana, o tema escolhido favoreceu essa aproximação, porque moedas antigas despertam curiosidade visual e também carregam relações com economia, história, território e preservação de objetos do passado.

Moedas do Brasil Colônia viraram objeto de investigação

Peças associadas ao Brasil Colônia acrescentam uma camada histórica à pesquisa, pois remetem a períodos de circulação econômica, formas de fabricação e registros materiais que ajudam a compreender aspectos da formação do país.

Quando observadas em um estudo sobre autenticidade, essas moedas deixam de ser apenas itens de coleção e passam a funcionar como documentos materiais, capazes de conectar passado, técnica e investigação científica.

Nesse percurso, a física contribui para pensar características do material, enquanto a história ajuda a situar a moeda em determinado contexto, e a numismática organiza o estudo especializado das peças analisadas.

A força da proposta está justamente nessa combinação de áreas, porque um mesmo objeto permite discutir composição, origem, preservação e circulação sem afastar o leitor infantil da pergunta inicial que motivou a pesquisa.

Divulgação científica destacou participação de Mariana

A Faculdade de Tecnologia da Unicamp afirmou que, com o trabalho, Mariana se tornou a menina mais jovem a publicar artigo em uma revista científica nacional, informação atribuída pela instituição ao caso divulgado em abril de 2023.

Essa classificação aparece no contexto da publicação institucional e deve ser compreendida a partir dos critérios apresentados pela própria universidade, já que recordes desse tipo podem depender de bases públicas nem sempre consolidadas.

Ainda assim, o dado reforça a raridade da participação de uma estudante de 10 anos em uma publicação nacional, especialmente ao lado de pesquisadores e representantes de entidades ligadas à numismática.

Mais do que destacar apenas a idade da aluna, a história mostra como um projeto escolar pode ganhar relevância quando une orientação docente, tema concreto e linguagem capaz de aproximar ciência do cotidiano.

Curiosidade infantil encontrou método científico

A trajetória de Mariana Bueno de Paula Tamani mostra que a ciência pode começar com uma pergunta simples, desde que essa pergunta seja investigada com método, acompanhamento e compromisso com a comunicação do conhecimento.

No lugar de apresentar a pesquisa como algo distante dos estudantes, o caso parte de uma moeda antiga e demonstra como objetos comuns podem abrir caminho para observações, comparações e descobertas dentro da escola.

Ao relacionar moedas do Brasil Colônia, autenticidade, numismática e divulgação científica, o trabalho criou uma ponte entre sala de aula e publicação nacional, sem romper com a linguagem acessível ao público infantil.

A relevância do caso está nessa passagem entre curiosidade, orientação e comunicação pública, mostrando que uma investigação científica também pode nascer de um objeto guardado, observado com atenção e transformado em pergunta.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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