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Maquiagem mais antiga da história? Delineador egípcio usado há 2.700 anos tem sua fórmula inédita revelada

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 17/06/2025 às 21:11 Atualizado em 17/06/2025 às 21:13
Egito antigo, Maquiagem, Delineador
Delineador preto usado no Egito Antigo e no Oriente Médio foi encontrado no Irã e continha ingrediente nunca antes visto em fórmulas de maquiagens do tipo — Foto: Silvia Amicone/CC BY 4.0
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Delineador de 2.700 anos é achado em tumba no Irã com fórmula inédita feita de grafite, sem gordura ou óleo vegetal

Um achado arqueológico no Irã chamou a atenção da comunidade científica. No sítio de Kani Koter, pesquisadores descobriram um recipiente de cerâmica com um delineador preto usado há 2.700 anos.

O produto encontrado é conhecido como “kohl”, uma maquiagem comum no Egito Antigo e no Oriente Médio. Mas esse exemplar revelou algo inédito: uma fórmula com grafite natural, algo nunca antes identificado em receitas antigas do tipo.

O estudo foi publicado na revista Archaeometry. Segundo os autores, o recipiente continha um pó preto formado por manganês e grafite. A combinação dos ingredientes triturados formava um pó fino, que provavelmente era usado ao redor dos olhos.

O grafite tem propriedades que refletem a luz, o que produzia um brilho metálico preto quando aplicado. Além disso, ele adere com facilidade à pele, o que tornava a maquiagem eficaz. Diferente de outros cosméticos da época, não foram encontrados traços de gordura animal ou óleo vegetal no conteúdo analisado.

O delineador estava dentro de uma tumba, ao lado de outros itens pessoais, armas e ferramentas ligadas ao uso de cosméticos. Foram localizados dois aplicadores e dois recipientes, sendo que um deles ainda continha pó suficiente para estudo detalhado.

Com base no conjunto dos objetos, os arqueólogos acreditam que o túmulo pertencia a alguém de alto status. Possivelmente, tratava-se de um guerreiro importante na época. O achado reforça o valor simbólico e funcional da maquiagem em civilizações antigas.

Com informações de Revista Galileu.

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Romário Pereira de Carvalho

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