O Sindicato dos Petroleiros do Ceará, afirmou que a Petrobras insiste em manter os embarques, e que as medidas tomadas pela estatal são ineficazes
42 dos 45 petroleiros do campo de petróleo de Xaréu, no litoral de Ceará foram diagnosticados com coronavírus. Os petroleiros estão isolados em um hotel em Fortaleza. Petrobras: 45 mil trabalhadores correm risco de perder o emprego
Leia também
- Mineradora Vale vai investir 5 bilhões de dólares por ano em 2020 e 2021
- Coronavírus: BR Distribuidora faz doação de combustível para Cruz Vermelha
- Novo FPSO da Petrobras terá casco e módulos feitos na China e a integração ficará a cargo da Keppel.
As informações são da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e do Sindicato dos petroleiros do Ceará (Sindipetro-CE).
-
ANP paralisa reforma do GLP, e Sindigás vê cautela técnica como ponto decisivo para segurança, investimentos e futuro do botijão no Brasil
-
Mancha de petróleo no Caribe acende alerta ambiental e amplia tensão entre Venezuela e Trinidad e Tobago
-
Mais de 40 plataformas da Petrobras entram na fila do descomissionamento e abrem no Brasil uma indústria bilionária de guindastes, navios especiais, corte submarino e reciclagem offshore
-
ANP marca leilões de petróleo em outubro e reforça previsibilidade regulatória para concessão, partilha e investimentos no setor de óleo e gás
O campo de Xaréu foi posto à venda pela Petrobras e se localiza a cerca de 50 km da costa de Paracuru, Região Metropolitana de Fortaleza.
Confira a seguir a nota emitida pelo Sindicato dos Petroleiros do Ceará
No dia 02 de maio, houve a primeira queixa de febre e dores por parte de três trabalhadores em uma plataforma denominada PXA1.
Três dias depois, desembarcaram cinco trabalhadores apresentando sintomas da covid-19; os que permaneceram embarcados e tiveram contato direto com esses cinco mantiveram-se isolados internamente. Porém, sem resultados sanitários efetivos.
Uma plataforma interligada à PXA1, dentro do mesmo campo de petróleo (Xaréu), denominada PXA2, também foi atingida pelos efeitos da pandemia e hoje, além da própria PXA1, encontra-se desabitada.
Além disso, um dos sintomáticos chegou a adentrar em uma terceira plataforma, denominada PAT3, que atualmente encontra-se normalmente habitada.
No domingo (10/05), mais um petroleiro apresentou sintomas do coronavírus, ele estava em outro campo de produção, o de CURIMÃ.
O Sindicato dos Petroleiros do Ceará, afirmou que a Petrobras insiste em manter os embarques, e que as medidas tomadas pela estatal são ineficazes, uma vez que um novo foco pode se estabelecer e repetir a situação.
“A gestão tem negligenciado os cuidados com a força de trabalho. As primeiras máscaras eram de apenas de uma camada de TNT, sem elástico, para ser montada pelo usuário e em quantidade insuficiente”, relatou um dos trabalhadores.
O Ministério Público do Trabalho foi notificado, informou Sindipetro-CE

Seja o primeiro a reagir!