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Mais de 32 mil casos em 2026: surto de doença causada por vírus atinge 98% dos municípios em grande estado brasileiro, assusta moradores no verão e representa maior risco para crianças e idosos

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Escrito por Ana Alice Publicado em 04/02/2026 às 22:44 Atualizado em 04/02/2026 às 22:46
Assista o vídeoSurto de DDA atinge 98% das cidades de SC em 2026, com 32,2 mil casos. Dados do Ministério da Saúde: transmissão, grupos de risco e prevenção. (Imagem: Ideogram)
Surto de DDA atinge 98% das cidades de SC em 2026, com 32,2 mil casos. Dados do Ministério da Saúde: transmissão, grupos de risco e prevenção. (Imagem: Ideogram)
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Santa Catarina registrou notificações de doenças diarreicas agudas em quase todas as cidades em 2026, segundo dados citados por reportagem. O levantamento aponta volume de casos no estado, recorte nacional e orientações de infectologista sobre transmissão e prevenção.

Santa Catarina registrou casos de Doenças Diarreicas Agudas (DDA) em 290 dos 295 municípios ao longo de 2026, segundo levantamento divulgado pelo portal Correio do Estado com base em dados do Ministério da Saúde.

O cenário reforça a atenção das redes de saúde para quadros de diarreia aguda, que tendem a aparecer com mais frequência em períodos de calor e maior circulação de pessoas.

Até o fim de janeiro, Santa Catarina somava 32.270 notificações de DDA.

No recorte nacional, o Ministério da Saúde já contabilizava mais de 375 mil casos em 2026, e a região Sul concentrava 17,4% desse total, ainda de acordo com as informações reunidas pelo Correio do Estado.

Embora o título destaque “doença causada por vírus”, as DDA podem ser provocadas por diferentes agentes infecciosos.

A identificação do causador depende de avaliação clínica e, quando necessária, de investigação laboratorial.

Notificações de DDA em Santa Catarina: municípios sem registro e baixa incidência

A distribuição das notificações indica que a diarreia aguda foi registrada em quase todo o território catarinense no início de 2026.

Apenas cinco municípios não haviam informado ocorrências até o fechamento do levantamento: Bom Jesus, Cordilheira Alta, Marema, São Bernardino e Urubici.

Em outras cidades, o registro foi pontual.

Chapadão do Lajeado e Tigrinhos, por exemplo, contabilizaram um caso cada, conforme os dados citados na reportagem.

Os números refletem o que foi notificado ao sistema de vigilância.

Em geral, especialistas em saúde pública ressaltam que a subnotificação pode ocorrer quando parte dos pacientes não procura atendimento, sobretudo em quadros leves.

Verão e áreas turísticas: fatores associados ao aumento de diarreia aguda

A infectologista Priscila Gabriella Carraro Merlos, citada pelo Correio do Estado, explicou que as DDA são causadas por agentes infecciosos, como vírus, bactérias e parasitas.

Segundo ela, a transmissão ocorre principalmente pela via fecal-oral, por meio da ingestão de água ou alimentos contaminados, do contato com superfícies infectadas e da interação com pessoas doentes.

Conforme a médica, o aumento de casos é mais comum no verão, especialmente em destinos turísticos.

Praia de Santa Catarina (Imagem: Reprodução)
Praia de Santa Catarina (Imagem: Reprodução)

Nesse período, a conservação de alimentos e a qualidade da água podem ser afetadas por maior demanda e por condições ambientais, o que eleva a chance de contaminação.

Além disso, a alta temperatura pode acelerar a deterioração de alimentos quando há falhas no armazenamento e no resfriamento.

Situações desse tipo, segundo especialistas, ampliam a probabilidade de surtos associados à alimentação.

Grupos de risco e desidratação: crianças e idosos entre os mais afetados

Entre os grupos mais afetados, a infectologista apontou crianças menores de cinco anos e idosos acima de 60.

De acordo com ela, nesses públicos há maior risco de desidratação grave, principalmente quando a reposição de líquidos não ocorre de forma adequada.

No caso das crianças, a médica afirmou que a perda de água tende a ser proporcionalmente maior e que pode haver dificuldade em manter a hidratação.

Já em idosos, profissionais de saúde costumam observar que condições clínicas associadas e menor tolerância à perda de líquidos podem agravar o quadro.

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Ainda segundo a especialista, a maioria das diarreias agudas é autolimitada.

Mesmo assim, ela destacou que o manejo deve priorizar reidratação e ajustes na dieta, conforme a evolução dos sintomas.

Prevenção de doenças diarreicas: higiene, água tratada e segurança alimentar

A prevenção das DDA, conforme explicou a infectologista, envolve práticas de higiene e segurança alimentar.

Lavar as mãos corretamente, consumir água tratada e redobrar o cuidado com a manipulação de alimentos são medidas citadas como centrais para reduzir a transmissão.

A médica também recomendou atenção ao preparo e ao armazenamento.

Manter alimentos bem cozidos e guardados de forma adequada reduz o risco de contaminação, especialmente durante períodos de calor e maior circulação de pessoas.

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Ana Alice

Redatora e analista de conteúdo. Escreve para o site Click Petróleo e Gás (CPG) desde 2024 e é especialista em criar textos sobre temas diversos como economia, empregos e forças armadas.

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