Santa Catarina registrou notificações de doenças diarreicas agudas em quase todas as cidades em 2026, segundo dados citados por reportagem. O levantamento aponta volume de casos no estado, recorte nacional e orientações de infectologista sobre transmissão e prevenção.
Santa Catarina registrou casos de Doenças Diarreicas Agudas (DDA) em 290 dos 295 municípios ao longo de 2026, segundo levantamento divulgado pelo portal Correio do Estado com base em dados do Ministério da Saúde.
O cenário reforça a atenção das redes de saúde para quadros de diarreia aguda, que tendem a aparecer com mais frequência em períodos de calor e maior circulação de pessoas.
Até o fim de janeiro, Santa Catarina somava 32.270 notificações de DDA.
-
Fábrica da Nestlé em Araras, inaugurada em 1921, entra em nova fase com R$ 1 bilhão, inteligência artificial, automação industrial e aumento previsto na produção de café solúvel até 2028
-
A próxima vídeo locadora será o call center: inteligência artificial acelera mudança silenciosa no atendimento
-
Mineração em Jacobina e refino no Recôncavo Baiano viram motores de transformação e colocam o interior da Bahia no centro de uma nova onda de empregos e qualificação
-
Proibida pelos Estados Unidos de comprar as máquinas de litografia EUV que fazem chip moderno, a Huawei revelou a Lei Tau e promete um Kirin 53% mais denso já neste outono usando uma técnica que dispensa de vez a tecnologia que a China não pode importar
No recorte nacional, o Ministério da Saúde já contabilizava mais de 375 mil casos em 2026, e a região Sul concentrava 17,4% desse total, ainda de acordo com as informações reunidas pelo Correio do Estado.
Embora o título destaque “doença causada por vírus”, as DDA podem ser provocadas por diferentes agentes infecciosos.
A identificação do causador depende de avaliação clínica e, quando necessária, de investigação laboratorial.
Notificações de DDA em Santa Catarina: municípios sem registro e baixa incidência
A distribuição das notificações indica que a diarreia aguda foi registrada em quase todo o território catarinense no início de 2026.
Apenas cinco municípios não haviam informado ocorrências até o fechamento do levantamento: Bom Jesus, Cordilheira Alta, Marema, São Bernardino e Urubici.
Em outras cidades, o registro foi pontual.
Chapadão do Lajeado e Tigrinhos, por exemplo, contabilizaram um caso cada, conforme os dados citados na reportagem.
Os números refletem o que foi notificado ao sistema de vigilância.
Em geral, especialistas em saúde pública ressaltam que a subnotificação pode ocorrer quando parte dos pacientes não procura atendimento, sobretudo em quadros leves.
Verão e áreas turísticas: fatores associados ao aumento de diarreia aguda
A infectologista Priscila Gabriella Carraro Merlos, citada pelo Correio do Estado, explicou que as DDA são causadas por agentes infecciosos, como vírus, bactérias e parasitas.
Segundo ela, a transmissão ocorre principalmente pela via fecal-oral, por meio da ingestão de água ou alimentos contaminados, do contato com superfícies infectadas e da interação com pessoas doentes.
Conforme a médica, o aumento de casos é mais comum no verão, especialmente em destinos turísticos.

Nesse período, a conservação de alimentos e a qualidade da água podem ser afetadas por maior demanda e por condições ambientais, o que eleva a chance de contaminação.
Além disso, a alta temperatura pode acelerar a deterioração de alimentos quando há falhas no armazenamento e no resfriamento.
Situações desse tipo, segundo especialistas, ampliam a probabilidade de surtos associados à alimentação.
Grupos de risco e desidratação: crianças e idosos entre os mais afetados
Entre os grupos mais afetados, a infectologista apontou crianças menores de cinco anos e idosos acima de 60.
De acordo com ela, nesses públicos há maior risco de desidratação grave, principalmente quando a reposição de líquidos não ocorre de forma adequada.
No caso das crianças, a médica afirmou que a perda de água tende a ser proporcionalmente maior e que pode haver dificuldade em manter a hidratação.
Já em idosos, profissionais de saúde costumam observar que condições clínicas associadas e menor tolerância à perda de líquidos podem agravar o quadro.
Ainda segundo a especialista, a maioria das diarreias agudas é autolimitada.
Mesmo assim, ela destacou que o manejo deve priorizar reidratação e ajustes na dieta, conforme a evolução dos sintomas.
Prevenção de doenças diarreicas: higiene, água tratada e segurança alimentar
A prevenção das DDA, conforme explicou a infectologista, envolve práticas de higiene e segurança alimentar.
Lavar as mãos corretamente, consumir água tratada e redobrar o cuidado com a manipulação de alimentos são medidas citadas como centrais para reduzir a transmissão.
A médica também recomendou atenção ao preparo e ao armazenamento.
Manter alimentos bem cozidos e guardados de forma adequada reduz o risco de contaminação, especialmente durante períodos de calor e maior circulação de pessoas.

