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Americano deixa carreira em tecnologia, aprende a pilotar poucos dias antes de partir e percorre 16.430 km em scooter que chega a apenas 48 km/h para quebrar recorde mundial

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Escrito por Roberta Souza Publicado em 30/08/2026 às 13:24 Atualizado em 30/08/2026 às 13:25
Jonathan Roberts deixou uma carreira em tecnologia da saúde, comprou uma Honda Ruckus poucos dias antes da partida e passou mais de dois meses enfrentando tempestades, fronteiras, pneus furados, falhas mecânicas e jornadas de até 12 horas sobre uma scooter.
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Jonathan Roberts deixou uma carreira em tecnologia da saúde, comprou uma Honda Ruckus poucos dias antes da partida e passou mais de dois meses enfrentando tempestades, fronteiras, pneus furados, falhas mecânicas e jornadas de até 12 horas sobre uma scooter.

O americano Jonathan Roberts praticamente nunca havia pilotado uma motocicleta quando decidiu tentar a maior viagem de ciclomotor do mundo na categoria masculina. Depois de deixar uma carreira bem-sucedida em tecnologia da saúde, ele comprou uma Honda Ruckus de 50 cc, aprendeu o básico em poucos testes e percorreu 10.209 milhas, equivalentes a 16.430 km, atravessando oito países até estabelecer um recorde reconhecido oficialmente, conforme relato publicado pelo Guinness World Records em 28 de agosto de 2026.

A aventura, porém, não aconteceu agora.

Roberts iniciou a viagem em 23 de setembro de 2021 e superou oficialmente o recorde anterior em 27 de novembro daquele ano. O Guinness voltou à história quase cinco anos depois para detalhar como um empreendedor praticamente sem experiência sobre duas rodas atravessou parte da América do Norte e Central em uma pequena scooter.

A velocidade também ajuda a dimensionar o desafio.

A Ruckus de 50 cc alcançava aproximadamente 30 mph, ou 48 km/h. Portanto, o recorde não dependia de velocidade, mas de continuar avançando durante 8, 10 e, em alguns dias, mais de 12 horas.

Jonathan Roberts deixou emprego em tecnologia e encontrou uma janela para tentar algo improvável

Antes da viagem, Roberts trabalhava no setor de tecnologia da saúde.

Em 2021, deixou uma carreira que descreveu como bem-sucedida e percebeu que tinha uma rara janela de liberdade.

Ele queria aproveitar aquele intervalo para realizar algo memorável.

Ao pesquisar possíveis aventuras, encontrou o recorde do Guinness para a maior viagem de ciclomotor na categoria masculina.

A ideia rapidamente virou objetivo.

Entretanto, havia um detalhe considerável: Roberts praticamente não sabia pilotar.

Fora uma experiência curta durante férias na Tailândia, ele nunca havia conduzido regularmente uma motocicleta.

Ainda assim, decidiu seguir adiante.

Trajetórias que começam com uma mudança profissional brusca aparecem em contextos muito diferentes. Um empreendedor de 44 anos, por exemplo, deixou mais de 20 anos de carreira em tecnologia antes de testar hambúrgueres para 500 pessoas e posteriormente abrir oito unidades em três estados.

No caso de Roberts, porém, a ruptura não terminou em uma nova empresa.

Terminou sobre duas rodas.

Ele comprou uma Honda Ruckus de 50 cc poucos dias antes da partida

Roberts escolheu uma Honda Ruckus de 50 cc.

Comprou a scooter em Seattle, no estado de Washington, apenas alguns dias antes da data prevista para começar a viagem.

Depois, precisava descobrir como levar a própria bagagem.

A solução inicial esteve longe de uma preparação sofisticada.

Roberts prendeu os objetos na parte traseira usando fita adesiva e cordas elásticas.

Então realizou algumas voltas de teste.

Esses pequenos trajetos lhe deram familiaridade básica com o veículo, mas estavam muito longe das condições que enfrentaria posteriormente.

Também não havia um planejamento extremamente detalhado da rota.

Segundo seu relato ao Guinness, o plano inicial era essencialmente seguir em direção ao sul.

Em 23 de setembro de 2021, começou a viagem.

Maior viagem de ciclomotor do mundo começou em Seattle e atravessou 8 países

Roberts saiu do noroeste dos Estados Unidos e seguiu pela costa.

Depois, avançou para Baja California e atravessou o oeste do México.

A jornada continuou pela América Central.

Ao todo, o Guinness informa que a aventura passou por oito países.

O objetivo original era avançar ainda mais para o sul.

Porém, quando Roberts chegou a Yavizá, no Panamá, encontrou uma barreira geográfica e logística conhecida internacionalmente.

A estrada simplesmente terminou diante da floresta do Darién Gap.

Restrições relacionadas ao período da Covid impediram que ele levasse a scooter através da região para continuar rumo à Colômbia e ao Equador.

Depois de chegar a um posto militar, precisou tomar uma decisão.

Em vez de abandonar a tentativa, virou a scooter e começou todo o caminho de volta para o norte.

Scooter de 50 cc limitava velocidade a aproximadamente 48 km/h

A Honda Ruckus utilizada por Roberts não foi projetada para cruzar continentes em alta velocidade.

Segundo ele, a pequena scooter atingia aproximadamente 30 mph, equivalentes a cerca de 48 km/h.

Consequentemente, cobrir milhares de quilômetros exigia muitas horas sobre o veículo.

Houve dias em que Roberts pilotou durante oito ou dez horas.

Em algumas ocasiões, passou de 12 horas.

Então dormia, acordava e repetia o processo.

Esse ritmo ajuda a explicar por que a viagem ultrapassou dois meses.

Também mostra a diferença entre o feito e viagens realizadas com motocicletas maiores, capazes de manter velocidades rodoviárias muito superiores.

No caso da Ruckus, avançar dependia principalmente de tempo e persistência.

Ele começou sem saber consertar a scooter e aprendeu durante os 16.430 km

A falta de experiência não aparecia apenas na pilotagem.

Imagem ilustrativa.
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Roberts também começou a aventura sem conhecimento profundo de mecânica.

Os milhares de quilômetros mudaram isso.

Ao longo do caminho, aprendeu a trocar óleo e vela de ignição, solucionar problemas no carburador e lidar com pneus furados.

Além disso, precisou enfrentar escapamento quebrado, problemas na bateria e descanso lateral danificado.

No início, ele não sabia resolver várias dessas situações.

No final dos 16.430 km, conhecia a pequena Honda muito melhor.

O processo transformou a viagem em uma sequência constante de problemas práticos.

Em vez de pensar nos milhares de quilômetros que ainda faltavam, Roberts passou a se concentrar na próxima dificuldade que precisava resolver.

Essa capacidade de aprender durante a execução também aparece em outras trajetórias recentes. Um recém-formado, por exemplo, colocou mais de 1.100 testes em um aplicativo gratuito para substituir um sistema de planilhas usado havia dez anos e facilitar a configuração de controles para pessoas com quadriplegia.

Roberts aprendeu de outra maneira: parado no acostamento, tentando fazer uma scooter voltar a funcionar.

Montanhas, tempestades e fronteiras substituíram a dificuldade de aprender a pilotar

Depois das primeiras semanas, controlar a Ruckus deixou de ser a maior preocupação.

Outros problemas ocuparam esse lugar.

A lista relatada por Roberts inclui estradas montanhosas, tempestades, animais, defeitos mecânicos, postos militares, fronteiras e barreiras linguísticas.

Também havia momentos em regiões remotas.

Nesses locais, qualquer falha poderia deixá-lo muito distante de assistência.

Além disso, as regras de trânsito mudavam conforme a fronteira.

Roberts precisava lidar com motoristas mais rápidos enquanto conduzia um veículo limitado a aproximadamente 48 km/h.

Cada país acrescentava outro processo de entrada e saída.

Mesmo assim, a viagem continuou.

Uma cobra gigante quase virou obstáculo no meio da estrada na Nicarágua

Entre os episódios relatados pelo Guinness, um aconteceu em uma estrada remota da Nicarágua.

Roberts encontrou um SUV parado com o pisca-alerta ligado.

Inicialmente, tentou contornar o veículo.

Porém, o motorista do SUV mudou a posição do carro para bloquear sua passagem.

A atitude assustou Roberts.

Quando finalmente chegou perto, descobriu a razão.

Havia uma cobra enorme atravessada sobre quase toda uma faixa da estrada.

Segundo Roberts, provavelmente era a maior cobra que já havia encontrado na natureza.

Ele acredita que atingir o animal poderia derrubá-lo da scooter.

O episódio também revelou outra característica que marcou os milhares de quilômetros: a ajuda de desconhecidos.

Mecânicos, motociclistas e famílias ajudaram um desconhecido a continuar

Roberts afirma que algumas de suas principais lembranças não envolvem os lugares famosos pelos quais passou, elas envolvem pessoas.

Motociclistas faziam sinais de cumprimento enquanto o ultrapassavam.

Na Nicarágua, adolescentes de uma oficina à beira da estrada passaram horas trabalhando na scooter e cobraram pouco pelo serviço.

Em outro momento, dois homens no Texas dirigiram cerca de 30 minutos para localizar uma peça de reposição.

Depois, consertaram a Ruckus gratuitamente no acostamento.

Assim, a viagem que começou como uma tentativa individual de recorde passou a depender também de pequenas intervenções de pessoas que Roberts nunca havia conhecido.

Enquanto isso, o hodômetro continuava acumulando quilômetros.

Recorde anterior era de 15.925,41 km

Para entrar no Guinness, Roberts precisava superar uma marca que já ultrapassava 15 mil quilômetros.

O recorde anterior pertencia a Michael Reid, dos Estados Unidos, e Yonatan Belik, de Israel.

Os dois haviam estabelecido em 2019 a marca de 9.895,59 milhas, equivalentes a 15.925,41 km.

Portanto, Roberts precisava percorrer mais do que essa distância dentro das condições exigidas para a tentativa.

A diferença final não foi enorme.

Sua marca chegou a 10.209 milhas, ou 16.430 km.

Isso representa aproximadamente 505 km a mais que a distância do recorde anterior, cálculo feito a partir dos números publicados pelo Guinness.

Porém, alcançar essa diferença exigiu atravessar países, retornar do Panamá e continuar avançando pelos Estados Unidos.

Às 15h54 de 27 de novembro de 2021, o recorde finalmente caiu

O momento decisivo aconteceu em 27 de novembro de 2021.

Às 15h54, Roberts percorreu o trecho que oficialmente levou sua distância além do recorde anterior.

Naquele instante, ele havia superado as 9.895,59 milhas registradas em 2019.

Porém, a viagem ainda não havia terminado.

Faltavam aproximadamente 400 milhas, ou 643 km, até Miami.

Roberts já havia organizado a retirada da scooter na cidade da Flórida.

Consequentemente, superar o recorde não significava parar.

Ele ainda precisava continuar pilotando.

A reação descrita posteriormente foi simples: havia conseguido, mas ainda restava estrada.

Maior viagem de ciclomotor do mundo terminou após 10.209 milhas

Quando finalmente chegou a Miami, Roberts havia percorrido 10.209 milhas — 16.430 km.

Mais de dois meses haviam se passado desde a partida de Seattle.

Durante esse período, sua rotina ficou reduzida a algumas tarefas básicas: acordar, prender a bagagem na scooter, verificar o mapa, encontrar combustível, comer, procurar onde dormir e resolver o que quebrasse.

Então tudo acabou.

Voltar à vida cotidiana pareceu estranho depois de semanas em que cada manhã começava com a necessidade de seguir para o norte ou para o sul.

O recorde havia sido conquistado.

Porém, segundo Roberts, parte dele começou a sentir falta daquela rotina quase imediatamente.

Um projeto começou com fita adesiva, cordas elásticas e poucas voltas de teste

O contraste entre o começo e o final ajuda a explicar por que a história voltou a ser destacada pelo Guinness em 2026.

Roberts não começou como piloto profissional.

Também não era mecânico, atleta de elite ou aventureiro profissional.

Poucos dias antes da partida, estava comprando uma scooter de 50 cc em Seattle.

A bagagem foi presa com fita adesiva e cordas elásticas.

Depois de algumas voltas de teste, começou a avançar para o sul.

Três semanas depois de chegar a Seattle, segundo contou ao Guinness, já havia comprado a scooter, aprendido a pilotá-la e mantê-la funcionando, atravessado a fronteira com o México e percorrido milhares de quilômetros.

É uma transformação que dependeu mais de continuidade do que de velocidade.

Enquanto alguns projetos impressionam pela escala tecnológica — como os dois FPSOs de 225 mil barris por dia cada que a Petrobras prepara para levar de Singapura a Búzios — a escala desta história aparece justamente no contraste entre uma máquina pequena e uma distância continental.

Viagem aconteceu em 2021, mas Guinness recuperou a história em agosto de 2026

Existe uma diferença temporal importante nesta pauta.

A reportagem do Guinness foi publicada em 28 de agosto de 2026.

A viagem, entretanto, ocorreu em 2021.

Roberts partiu em 23 de setembro daquele ano e superou o recorde anterior em 27 de novembro.

Portanto, o acontecimento não é um novo recorde realizado em agosto de 2026.

O conteúdo recente é a reportagem publicada pelo Guinness recuperando e detalhando a trajetória do recordista.

Essa distinção também impede transformar uma repercussão atual em acontecimento recente.

De iniciante sobre duas rodas a recordista após 16.430 km

No início, Jonathan Roberts tinha uma Honda Ruckus recém-comprada, algumas voltas de experiência e uma direção aproximada: sul.

Depois vieram oito países, fronteiras, tempestades, estradas montanhosas, problemas mecânicos, animais e o fim da estrada no Darién Gap.

A impossibilidade de avançar para a América do Sul obrigou Roberts a retornar.

Mesmo assim, ele continuou.

Em 27 de novembro de 2021, ultrapassou a marca anterior de 15.925,41 km.

Quando a aventura terminou, o hodômetro da tentativa registrava 10.209 milhas, equivalentes a 16.430 km.

Tudo isso em uma scooter de 50 cc, limitada a aproximadamente 48 km/h, que Roberts mal sabia conduzir quando decidiu começar.

Cinco anos depois, o Guinness voltou à história para mostrar que o número final explica apenas parte do recorde.

Os 16.430 km medem a distância.

O restante está nas dezenas de vezes em que alguma coisa quebrou, uma fronteira complicou o caminho ou a estrada apresentou outro problema — e Roberts decidiu continuar.

Você encararia uma viagem de mais de 16 mil quilômetros em uma scooter de apenas 50 cc que mal chega a 48 km/h?

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Roberta Souza

Autora no portal Click Petróleo e Gás desde 2019, responsável pela publicação de mais de 8.000 matérias que somam milhões de acessos, unindo técnica, clareza e engajamento para informar e conectar leitores. Engenheira de Petróleo e pós-graduada em Comissionamento de Unidades Industriais, também trago experiência prática e vivência no setor do agronegócio, o que amplia minha visão e versatilidade na produção de conteúdo especializado. Desenvolvo pautas, divulgo oportunidades de emprego e crio materiais publicitários direcionados para o público do setor. Para sugestões de pauta, divulgação de vagas ou propostas de publicidade, entre em contato pelo e-mail: santizatagpc@gmail.com. Não recebemos currículos

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