P-80 e P-82 estão entre os maiores FPSOs já construídos e seguirão para o pré-sal da Bacia de Santos; cada unidade também poderá processar 12 milhões de m³ de gás por dia e armazenar cerca de 2,5 milhões de barris de petróleo.
Dois novos gigantes da Petrobras estão prestes a deixar Singapura com poucas semanas de diferença para reforçar a produção no pré-sal brasileiro. Os FPSOs P-80 e P-82 têm capacidade projetada de 225 mil barris de petróleo por dia cada e, juntos, poderão acrescentar 450 mil barris diários à capacidade instalada do campo de Búzios quando iniciarem a operação. Conforme publicou a Offshore Energy, a viagem ao Brasil representa mais uma etapa da expansão do principal campo produtor da Petrobras.
Além disso, a escala dos dois projetos vai muito além da produção de petróleo. Cada plataforma poderá processar 12 milhões de metros cúbicos de gás por dia, injetar aproximadamente 250 mil barris de água diariamente e armazenar cerca de 2,5 milhões de barris de petróleo.
-
Robô usa impressão 3D de concreto dentro de líquido, produz uma ponte de 4,2 metros com cinco partes e capaz de suportar mais de vinte vezes o próprio peso
-
Em Belo Horizonte, Casa no Pomar do Cafezal tem 66,56 metros quadrados, usa tijolo de 8 furos deitado, forma paredes mais espessas e vence 1.600 projetos ao valorizar a arquitetura da favela
-
Com 665 metros quadrados, um centro comunitário conseguiu transformar o canteiro em escola, ergueu paredes de tijolos trançadas e abriu espaço de trabalho e venda para mulheres artesãs
-
Petrobras sobe mais de 3%, ajuda Ibovespa a recuperar os 175 mil pontos na 7ª alta seguida, enquanto desemprego cai a 5,3%, dólar fecha a R$ 5,16 e Justiça suspende imposto de 12% sobre exportação de petróleo
Porém, esses números representam capacidades de projeto, e não produção já realizada. A Petrobras prevê o início das operações em 2027. Portanto, até lá, os dois FPSOs ainda precisarão concluir a viagem ao Brasil, passar pelo comissionamento offshore e integrar os sistemas de produção de Búzios.
P-80 e P-82 deixam Singapura com poucas semanas de diferença
A Seatrium prepara uma operação incomum no Tuas Boulevard Yard, em Singapura. A companhia coordena a saída praticamente consecutiva dos FPSOs P-80 e P-82, ambos destinados ao campo de Búzios.
Antes da viagem, a empresa realizou cerimônias de batismo para as duas unidades. Em seguida, as equipes avançaram com os preparativos finais para a jornada até o litoral brasileiro.

Além disso, a entrega reforça uma parceria industrial que já ultrapassa três décadas. O P-80 e o P-82 representam, respectivamente, o 47º e o 48º projetos desenvolvidos pela Seatrium para a Petrobras.
A companhia também ampliou essa relação com a chamada P-Series. O P-80 e o P-82 são o segundo e o terceiro FPSOs que a Seatrium entrega nesse modelo, depois do P-78.
Enquanto isso, a Petrobras mantém forte presença também no mercado financeiro. Recentemente, a companhia ajudou o Ibovespa a recuperar os 175 mil pontos após suas ações avançarem mais de 3%.
FPSOs P-80 e P-82 da Petrobras poderão produzir 225 mil barris por dia cada
A dimensão do projeto aparece com mais clareza quando se observa a capacidade individual das duas unidades.
Cada FPSO poderá produzir até 225 mil barris de petróleo por dia. Assim, quando ambos iniciarem a operação, a capacidade combinada chegará a 450 mil barris diários.
Ao mesmo tempo, cada unidade poderá processar 12 milhões de metros cúbicos de gás por dia. Por isso, a Offshore Energy destaca P-80 e P-82 entre os FPSOs de maior capacidade do mundo.
Além disso, a Seatrium estima que a entrada dos dois gigantes poderá elevar em aproximadamente 10% a produção nacional de petróleo do Brasil. Ainda assim, esse percentual representa uma projeção associada ao desempenho futuro das plataformas.
Portanto, a comparação exige cuidado. Os 450 mil barris por dia representam capacidade instalada adicional, e não um volume que as duas unidades já entregam ao mercado.
Dupla pode ampliar capacidade instalada de Búzios em cerca de 34%
O campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, receberá os dois novos FPSOs.
Quando as unidades iniciarem a produção, o P-80 será o nono FPSO de Búzios, enquanto o P-82 ocupará a décima posição.
Além disso, a dupla adicionará capacidade de 450 mil barris por dia ao sistema de produção do campo. Segundo os dados apresentados pela fonte, esse incremento equivale a aproximadamente 34% da capacidade instalada de Búzios.
O número chama ainda mais atenção porque o campo já ultrapassou 1,2 milhão de barris de petróleo por dia, conforme declarou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.
Assim, a Petrobras não está adicionando duas plataformas gigantes a uma operação de pequena escala. Pelo contrário, a estatal amplia justamente o campo que concentra suas maiores reservas e sua maior produção.
Consequentemente, qualquer expansão relevante em Búzios também influencia o peso do pré-sal na produção brasileira.
Cada plataforma poderá armazenar cerca de 2,5 milhões de barris
A produção representa apenas uma das funções de um FPSO. Essas unidades também processam fluidos, armazenam petróleo e transferem a produção para embarcações responsáveis pelo transporte.
Nesse aspecto, P-80 e P-82 também operam em grande escala.
Cada plataforma poderá armazenar aproximadamente 2,5 milhões de barris de petróleo. Dessa forma, as duas unidades somam uma capacidade nominal de aproximadamente 5 milhões de barris.
Esse total resulta de um cálculo simples a partir das capacidades individuais informadas para cada FPSO.
Além disso, cada unidade poderá injetar aproximadamente 250 mil barris de água por dia. Esse processo ajuda a manter a pressão dos reservatórios e integra a estratégia de produção em campos offshore de alta complexidade.
Ao mesmo tempo, projetos dessa dimensão dependem de grandes sistemas de engenharia, automação e controle. Essa busca por tecnologia aplicada a operações de grande escala também aparece em diferentes setores industriais.
Novas plataformas terão captura e reinjeção de carbono
A Petrobras também incorporou novas tecnologias ao projeto das duas plataformas.
P-80 e P-82 fazem parte de uma geração de unidades de alta capacidade que busca combinar produção elevada com maior eficiência operacional.
Entre as soluções previstas aparecem sistemas de captura e reinjeção de carbono e tecnologias de recuperação de energia.
Com isso, a Petrobras pretende reduzir a intensidade de emissões das operações e aumentar a eficiência dos sistemas offshore.
No entanto, ainda não existem resultados operacionais dessas tecnologias em Búzios para P-80 e P-82. As plataformas ainda não começaram a produzir no campo.
Portanto, nesta etapa, o correto é tratar esses recursos como soluções incorporadas ao projeto, e não como reduções de emissões já comprovadas em operação.
Depois do comissionamento, a Petrobras poderá avaliar o desempenho real dos sistemas em ambiente offshore.
Petrobras e Seatrium acumulam 48 projetos em mais de 30 anos
A construção dos dois FPSOs também revela a dimensão da relação entre a Petrobras e a indústria naval de Singapura.
A Seatrium já desenvolveu 48 projetos para a estatal brasileira ao longo de mais de 30 anos de parceria.
Agora, a empresa pretende aplicar as experiências obtidas com P-80 e P-82 aos três FPSOs restantes da P-Series que ainda permanecem em suas instalações.
Segundo o CEO da Seatrium, Chris Ong, a companhia administra simultaneamente seis grandes projetos de longo prazo. Por isso, a execução exige integração entre engenharia, construção, planejamento e logística.
Além disso, a empresa pretende repetir nos novos projetos o desempenho alcançado pelo P-78, que chegou à etapa de primeiro óleo e gás em prazo considerado recorde pela companhia.
Nesse cenário, automação, engenharia e novos sistemas digitais ganham cada vez mais importância. Essa tendência também aparece em outras soluções tecnológicas desenvolvidas para aumentar precisão e eficiência.
P-80 e P-82 devem começar a produzir em 2027
Apesar dos números expressivos, P-80 e P-82 ainda não produzem petróleo em Búzios.
Primeiro, as duas unidades precisam completar a viagem entre Singapura e o Brasil. Depois, as equipes iniciarão as etapas de integração, instalação e comissionamento offshore.
Somente então começará a produção.
A Petrobras prevê o início das operações em 2027. Quando isso ocorrer, os dois FPSOs poderão acrescentar juntos 450 mil barris por dia à capacidade instalada de Búzios.
Assim, o projeto reúne três movimentos de grande escala: Singapura conclui dois dos maiores FPSOs destinados à Petrobras, as embarcações atravessam o oceano rumo ao pré-sal e Búzios prepara uma nova expansão de sua capacidade produtiva.
Além disso, o campo já produz mais de 1,2 milhão de barris por dia. Portanto, a chegada do P-80 e do P-82 poderá ampliar ainda mais sua importância na estratégia de produção da Petrobras.
Se o cronograma avançar como previsto, Búzios passará a operar com dez FPSOs, enquanto P-80 e P-82 adicionarão uma capacidade combinada de 450 mil barris de petróleo por dia.
Você acredita que a chegada de dois FPSOs com capacidade combinada de 450 mil barris por dia tornará Búzios ainda mais decisivo para o crescimento da produção brasileira de petróleo?

