Governo homologa resultado e entrega à iniciativa privada a Rota da Celulose em Mato Grosso do Sul. Consórcio Caminhos da Celulose investirá R$ 6,9 bilhões em 870 km de rodovias.
O consórcio Caminhos da Celulose ganhou a disputa, na última sexta-feira (26), da concessão da maior malha rodoviária já leiloada em Mato Grosso do Sul.
O contrato, com duração de 30 anos, prevê investimentos bilionários em modernização, duplicação e manutenção de trechos estratégicos para o escoamento da produção do estado.
A cerimônia de assinatura aconteceu em Campo Grande, com a presença de autoridades federais, estaduais e representantes do setor produtivo.
-
Por que o operador de guindaste só pode obedecer ao sinaleiro certo na obra: entre dezenas de trabalhadores, uma mão erguida pela pessoa errada pode confundir a manobra e transformar uma carga de toneladas em risco imediato
-
O que muda com as novas regras do transporte público que pode reduzir a pressão sobre a passagem e abrir caminho para a tarifa zero no Brasil
-
Argentina confirma gigante belga para comandar hidrovia estratégica do Rio Paraná e promete reduzir custos logísticos em uma das rotas mais importantes da América do Sul
-
MBRF surpreende o setor de logística ao mostrar como a Inteligência Artificial pode influenciar diretamente as entregas em todo Brasil ao reorganizar trajetos de distribuição em segundos, otimizar o uso das frotas, reduzir custos logísticos e acelerar a chegada de produtos mesmo diante de imprevistos nas estradas
Por que esse investimento é histórica para Mato Grosso do Sul?
A malha rodoviária concedida ao consórcio, que são 870 quilômetros, conectando regiões fundamentais para o agronegócio, incluindo áreas de intensa atividade florestal voltadas para a celulose.

A expectativa é de que as melhorias tragam mais segurança, fluidez no transporte de cargas e redução nos custos logísticos, beneficiando diretamente produtores, empresas e a população local.
Como o consórcio foi escolhido?
O processo não foi simples. Inicialmente, o Consórcio K&G, formado pela K-Infra Concessões e Galápagos Participações, havia vencido o leilão em maio, oferecendo desconto maior nas tarifas (9%) e aporte de R$ 217,3 milhões.
Porém, foi desclassificado por problemas técnicos: apresentou como experiência a concessão da BR-393, que perdeu validade após ter o contrato encerrado pela União.
Com a exclusão do K&G, o segundo colocado, Caminhos da Celulose, assumiu a dianteira.
O grupo havia proposto 8% de desconto no pedágio e um investimento inicial de R$ 195,6 milhões, além de comprovar experiência em concessões como a BR-116 no trecho entre São Paulo e Curitiba.
Quem faz parte do Caminhos da Celulose?
O consórcio reúne um conjunto diversificado de empresas. Além da liderança da XP Infra V Fundos de Investimentos e Participações, participam companhias como CDL Construtora, Laços Detetores Eletrônica, Conter Construções e Comércio S/A, Construtora Caiapó Ltda, Ética Construtora Ltda, Distribuidora Brasileira de Asfalto Ltda e Conster Construções e Terraplanagem Ltda.
A união de expertises foi determinante para comprovar a capacidade técnica, fiscal e financeira exigida no processo.
Estradas que fazem parte da concessão do investimento
A concessão abrange rodovias fundamentais para o escoamento agrícola e industrial de Mato Grosso do Sul.
Entre elas estão a MS-040, MS-338, MS-395, BR-262 e BR-267. Estão previstas obras de grande impacto: 146 quilômetros de duplicações, 457 quilômetros de acostamentos, 245 quilômetros de terceiras faixas, 12 quilômetros de marginais e 38 quilômetros de contornos urbanos.
Praças de pedágio também serão instaladas em pontos estratégicos, como Três Lagoas, Campo Grande, Água Clara e Bataguassu.
Essas medidas visam garantir fluxo mais seguro e ágil para cargas e passageiros na chamada Rota da Celulose.
Obrigações antes da assinatura
Apesar da homologação, o consórcio ainda precisa cumprir uma série de etapas para assumir oficialmente a malha rodoviária.
O prazo é de 60 dias e inclui a criação de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) com capital mínimo de R$ 119,2 milhões, depósito de 50% do valor ofertado, apresentação de garantias de R$ 150 milhões, além de abrir conta bancária exclusiva para a concessão.
Também será necessário pagar R$ 7,8 milhões referentes aos estudos técnicos, além de R$ 571,9 mil em taxas da B3 e contratar os seguros obrigatórios.
A expectativa do governo estadual é formalizar o contrato até dezembro, marcando o início efetivo da concessão.
Fonte: Portal Celulose

Seja o primeiro a reagir!