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“Luz vermelha” na Defesa do Brasil; país não tem capacidade militar para se proteger e ex-chefe da FAB alerta para deterioração das Forças Armadas, cobra reforma no comando militar e diz que país precisará de R$ 800 bilhões até 2040.

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 17/03/2026 às 23:06
Ex-chefe da FAB alerta para deterioração das Forças Armadas e diz que Brasil precisará investir R$ 800 bilhões até 2040 para recuperar capacidade militar.
Ex-chefe da FAB alerta para deterioração das Forças Armadas e diz que Brasil precisará investir R$ 800 bilhões até 2040 para recuperar capacidade militar.
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Alerta militar acende debate sobre fragilidade da defesa brasileira, pressão por reforma no comando das Forças Armadas e necessidade de investimentos bilionários até 2040, enquanto mudanças no cenário geopolítico global elevam preocupação com capacidade de dissuasão e planejamento estratégico do país.

O ex-comandante da Aeronáutica Carlos de Almeida Baptista Júnior afirmou que o Brasil entrou em uma zona de alerta na área de defesa, com perda gradual de capacidade de dissuasão e estrutura militar abaixo do necessário para proteger o território nacional.

Em entrevista ao Estadão, ele disse que o problema já não pode ser tratado apenas como restrição orçamentária e cobrou uma reorganização do sistema de comando das Forças Armadas.

Alerta sobre a capacidade de defesa do Brasil

Na avaliação do brigadeiro, o país convive há décadas com uma redução contínua de meios e planejamento, o que enfraqueceu sua capacidade de responder a crises e de impor custo a uma eventual agressão externa.

Ao resumir esse quadro, ele afirmou que a estrutura militar brasileira se tornou incompatível com o patrimônio estratégico que deveria resguardar, referência que inclui território, fronteiras, espaço aéreo, litoral e ativos de interesse nacional.

Esse diagnóstico veio acompanhado de um número que passou a orientar o debate no setor.

Segundo Baptista Júnior, as Forças Armadas apresentaram ao governo uma estimativa de cerca de R$ 800 bilhões em investimentos até 2040, valor que, em sua leitura, seria necessário para recompor capacidades e sustentar projetos considerados essenciais.

Ainda assim, ele sustentou que injetar recursos sem rever a arquitetura de comando não resolveria o núcleo do problema.

Proposta de reforma no comando das Forças Armadas

O principal ponto defendido pelo ex-chefe da FAB é a concentração das decisões operacionais em uma estrutura conjunta mais forte, com precedência sobre os comandos individuais de Marinha, Exército e Aeronáutica.

Carlos de Almeida Baptista Junior, ex-comandante da Aeronáutica  • SO Nery/Força Aerea Brasileira/Divulgação
Carlos de Almeida Baptista Junior, ex-comandante da Aeronáutica  • SO Nery/Força Aerea Brasileira/Divulgação

Ele citou como referência a reforma adotada pelos Estados Unidos em 1986 e afirmou que o desenho institucional brasileiro ainda preserva traços herdados do período anterior à criação do Ministério da Defesa, em 1999.

Hoje, o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas existe como órgão permanente de assessoramento do ministro da Defesa.

A crítica de Baptista Júnior não é à existência formal desse arranjo, mas ao peso político e operacional que ele de fato exerce.

Em sua leitura, a estrutura atual ainda deixa excessiva autonomia às Forças singulares, o que limita a coordenação central do setor.

Por isso, o brigadeiro defende que Marinha, Exército e Aeronáutica passem a se subordinar de modo mais claro a um Estado-Maior Conjunto permanente, com prioridade hierárquica e responsabilidade direta pelo emprego militar em caso de crise.

Ele também propõe uma divisão mais objetiva de funções entre as três Forças e a criação de comandos operacionais conjuntos, voltados menos à lógica corporativa e mais à integração de capacidades.

Mudanças no cenário geopolítico e percepção de ameaça

Outro ponto central da entrevista foi a avaliação de que o Brasil perdeu, ao longo dos anos, a percepção de ameaça.

Baptista Júnior afirmou que essa ausência não está apenas na sociedade, mas também na classe política e no próprio governo.

Segundo ele, a relativa estabilidade regional ajudou a empurrar a defesa para um plano secundário dentro das prioridades nacionais.

Esse ambiente, porém, passou por alterações significativas diante de crises internacionais recentes.

O ex-comandante citou a guerra na Ucrânia, os conflitos no Oriente Médio e a política externa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como sinais de uma reorganização geopolítica que recoloca segurança e cadeias estratégicas no centro das decisões de Estado.

Limites para uso das Forças Armadas contra o crime organizado

Mesmo ao tratar do avanço do crime organizado e do narcotráfico, Baptista Júnior advertiu para o risco de desvio de missão.

Ele afirmou que as Forças Armadas não devem ser empurradas para funções típicas de polícia, porque isso tende a dispersar recursos, alterar prioridades e abrir espaço para problemas como corrupção e perda de foco operacional.

A posição dele é de que o combate ao narcotráfico exige atenção estratégica.

Ainda assim, essa atuação não deveria descaracterizar a função constitucional das tropas.

Depoimento sobre a crise institucional após as eleições de 2022

Ao comentar a crise institucional que se seguiu às eleições de 2022, o ex-comandante da FAB disse que manteve o Alto Comando da Aeronáutica informado sobre as conversas daquele período.

Ele afirmou que também definiu com clareza seus limites em defesa da legalidade.

Em determinado momento, declarou: “Eu tinha muito bem estabelecido qual era o meu limite como cidadão, como legalista”.

Na entrevista, ele afirmou que o aspecto mais grave daquele episódio foi a tentativa de romper a unidade de pensamento das três Forças.

Posição política e cenário eleitoral de 2026

Baptista Júnior também se posicionou sobre a sucessão presidencial. Ele disse que pretende votar em um nome de direita em 2026.

Ainda assim, rejeitou apoiar tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto o senador Flávio Bolsonaro.

Ao defender uma alternativa fora da polarização política atual, afirmou: “Precisamos sair desses dois populismos. O Brasil tem outros nomes capazes de liderar o país”.

Entre os nomes citados por ele como possíveis opções nesse campo aparecem os governadores Ronaldo Caiado, Ratinho Júnior, Eduardo Leite e Romeu Zema.

A entrevista recoloca no centro da discussão uma combinação de temas que raramente avançam de forma integrada no país.

Orçamento militar, estrutura de comando, prioridade política e definição de missão voltam a aparecer como elementos centrais no debate sobre a capacidade de defesa brasileira.

Mais do que um apelo por verbas, a fala do ex-comandante da FAB expõe a avaliação de que a defesa brasileira perdeu densidade institucional justamente em um momento de maior instabilidade geopolítica global.

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Wesley zampieri
Wesley zampieri
20/03/2026 02:09

Kkk agora que vão pensar nisso, por isso que o Brasil não é de primeiro mundo. Espera o cerco fechar pra pensar no óbvio. Até 2040 acho que já vai ter dado ruim

David Bacadini
David Bacadini
19/03/2026 10:42

Olha poderíamos já sim abaixar alguns dos super salários que há dentro da instituição né tipo generais , brigadeiros e etc… E tem que retirar aqueles que não amam de.fatocseu país pois quem amam seu país e seu povo luta e torce pelo mesmo e não bate continência pra bandeira dos EUA não esses tem que sair e temos que colocar pessoas dignas e honestas principalmente pra cuidar do dinheiro que será pra comprar de armamentos pq muito dinheiro faz com quem algumas pessoas pulem pro lado escuro da forca então tem que escolher direito e mesmo assim tem que ser envestigado frequentemente pq dinheiro corromper e não podemos achar que nada pode acontecer que sim pode
E gente temos que ter nossas forças armadas 100% do lado do estadista de seu país se o mesmo estiver do lado do povo e da soberania do país
Lembrem o Bolsonaro foi um militar e o que o mesmo fez mesmo tendo alguns generais em seu governo nada pela forças armadas e nem pelos policiais militares só foi conversa fiada e mais nada o Lula já sempre investiu comprou novos equipamentos como o gripen , tanques , drones , navios agora vai focar em baterias anti aérea , entendem do lado de quem o presidente tem que estar que e do povo e de quem dá seu sangue pra nós proteger que e o exército e a polícia mas vcs também precisam aprender a enxergar que está de fato do nosso lado que ao meu ver até hoje além do Maluf , Covas , somente o Lula

Renato
Renato
Em resposta a  David Bacadini
23/03/2026 00:21

David, pare de falar **** e vai estudar…
Primeiro aprende a escrever, porque seu texto não tem uma vírgula, falta até ar pra ler tanta ****. Falar que o Lula investiu nas forças armadas? Olha quanto tempo o PT está no poder e você vem falar que a culpa é da época do Bolsonaro, bem na crise do COVID? Sou ex cabo do Exército e a crise nas forças armadas, começou muito antes e se agravou na época do FHC. Lula comprou tanques, drones, baterias anti-aérea..kkkk, acredita em cada ****. A compra dos caças gripen foi em 2014 e o Lula nem era o presidente.

Bruno Serafini
Bruno Serafini
19/03/2026 04:01

Dr Enéas Carneiro sugeriu criarmos nossa reserva de bombas atômicas, lá nos anos 80, para proteger nossos recursos e foi tratado como um louco.

Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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