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Lula barra privatização dos Correios, admite gestão equivocada, encara rombo de 10 bilhões em 2025 e corre para socorrer estatal com empréstimo de 12 bilhões, cortes, demissões e pressão do Tesouro para segurar a conta

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 19/12/2025 às 11:09
Lula rejeita a privatização dos Correios, enfrenta rombo bilionário na estatal, negocia empréstimo com bancos e Tesouro para salvar os Correios e ajustar a gestão
Lula rejeita a privatização dos Correios, enfrenta rombo bilionário na estatal, negocia empréstimo com bancos e Tesouro para salvar os Correios e ajustar a gestão
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Lula trava privatização dos Correios, enfrenta rombo de 10 bilhões em 2025 e busca empréstimo de 12 bilhões com cortes, demissões e pressão do Tesouro sobre estatal endividada em crise

Em 18 de dezembro de 2025, após prejuízos crescentes em 2023 e 2024, Lula descartou a privatização dos Correios, atribuiu a crise a gestão equivocada e avalia socorro com empréstimo bilionário, demissões, venda de imóveis e limite de juros imposto pelo Tesouro, para evitar colapso dos serviços postais no país.

Desde 2023, a estatal acumula resultados negativos sucessivos, com prejuízo de R$ 633 milhões naquele ano, salto para R$ 2,6 bilhões em 2024 e déficit de R$ 6 bilhões entre janeiro e setembro de 2025, cenário que pode fechar o ano com rombo de R$ 10 bilhões. Nesse contexto, o governo Lula tenta equilibrar a recusa à privatização dos Correios com a necessidade urgente de caixa para pagar funcionários, fornecedores e reestruturar a operação.

Lula trava a privatização dos Correios e fala em gestão equivocada

Lula rejeita a privatização dos Correios, enfrenta rombo bilionário na estatal, negocia empréstimo com bancos e Tesouro para salvar os Correios e ajustar a gestão

Durante café da manhã com jornalistas em Brasília, em 18 de dezembro de 2025, Lula foi categórico ao rejeitar a privatização dos Correios.

O presidente afirmou que, enquanto estiver no cargo, não haverá venda da estatal, embora admita parcerias com empresas privadas e modelos de economia mista para tentar melhorar a gestão e ampliar investimentos.

Segundo ele, as dificuldades atuais decorrem de “gestão equivocada” nos últimos anos, o que teria contribuído para deteriorar as finanças e reduzir a capacidade de investimento da empresa.

Lula destacou que já trocou o comando dos Correios, chamou a ministra da Gestão, Esther Dweck, e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, para redesenhar a administração e prometeu mudanças em cargos estratégicos para colocar pessoas com “expertise e responsabilidade”.

Ao mesmo tempo, deixou claro que não aceita uma estatal operando em prejuízo crônico.

“Uma empresa pública não pode ser a rainha do prejuízo”, afirmou, ao defender que a solução passe por ajuste interno, revisão da estrutura e recuperação da capacidade de prestação de serviço, sem recorrer à privatização dos Correios como saída automática.

Rombo acumulado cresce de 2023 a 2025 e pressiona o governo

Os números ajudam a explicar a urgência.

Em 2023, os Correios fecharam o ano com prejuízo de R$ 633 milhões. Em 2024, o resultado negativo subiu para R$ 2,6 bilhões.

Já em 2025, o balanço parcial de janeiro a setembro apontou déficit de R$ 6 bilhões e projeções internas indicam que o rombo pode chegar a R$ 10 bilhões ao fim do ano.

Esse quadro pressiona diretamente o Tesouro Nacional, que precisa decidir quanto e como apoiar a estatal sem desrespeitar as regras fiscais.

Quanto maior o buraco financeiro, mais difícil fica sustentar o discurso de rejeição à privatização dos Correios e, ao mesmo tempo, justificar novos aportes ou garantias em um ambiente de contas públicas apertadas.

Documentos internos já alertavam, dois anos atrás, para o risco de falta de caixa caso mudanças estruturais não fossem implementadas.

As previsões se confirmaram, e a crise atual abriu um debate dentro do governo sobre o tamanho ideal da empresa, o papel do serviço postal em um mercado cada vez mais digital e o limite do apoio estatal.

Empréstimo bilionário, PDV e venda de imóveis entram no plano de socorro

Diante do rombo, os Correios apresentaram em novembro de 2025 um plano de reestruturação considerado “mais robusto” pela área econômica.

Entre as medidas propostas estão um programa de demissão voluntária para cerca de 15 mil funcionários, venda de imóveis e contratação de empréstimo originalmente estimado em R$ 20 bilhões.

Nas semanas seguintes, as negociações foram ajustadas.

A proposta em análise pela equipe econômica passou a ser um empréstimo menor, em torno de R$ 12 bilhões, articulado com um pool de bancos interessados em financiar a estatal.

O objetivo imediato é garantir recursos para pagamento de salários, fornecedores e compromissos operacionais urgentes, sem interromper serviços essenciais.

Para o governo, esse pacote de socorro é uma tentativa de ganhar tempo.

Ao combinar empréstimo bilionário, cortes de pessoal e venda de ativos, o Palácio do Planalto tenta mostrar que a recusa à privatização dos Correios vem acompanhada de medidas concretas de ajuste, e não apenas de discurso político.

Tesouro impõe teto de juros e endurece condições para o resgate

Em 16 de dezembro de 2025, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que o plano de empréstimo dos Correios já havia sido formalmente encaminhado e que a equipe econômica estava concluindo a análise técnica, com previsão de fechamento até sexta-feira, 19 de dezembro.

Ele afirmou que a negociação envolve um grupo de bancos dispostos a financiar a operação dentro de parâmetros definidos pelo Tesouro Nacional.

O Tesouro avisou que não dará garantia a contratos com juros acima de 120% do CDI, impondo um teto para o custo do financiamento. Isso significa que, se os bancos insistirem em taxas superiores a esse patamar, o governo não colocará o peso do Tesouro como seguro em caso de calote dos Correios.

Na prática, o recado é que o resgate não será um cheque em branco e dependerá de condições consideradas sustentáveis para as contas públicas.

Haddad não detalhou quais taxas estão na mesa, mas reforçou que os parâmetros da Fazenda já estão definidos.

O desenho final do empréstimo precisa encaixar tanto a urgência de caixa da estatal quanto o compromisso do governo com o arcabouço fiscal, em um momento em que qualquer aumento de risco sobre a dívida pública é monitorado de perto pelo mercado.

Gestão, empregos e serviço postal no centro da disputa

Enquanto o desenho financeiro é discutido em Brasília, os impactos concretos recaem sobre os trabalhadores e usuários da estatal.

O plano de demissão voluntária para 15 mil funcionários reacende o debate sobre enxugamento da estrutura.

A combinação de cortes de pessoal, venda de imóveis e foco em eficiência levanta dúvidas sobre a capacidade dos Correios de manter a capilaridade em pequenas cidades e regiões remotas.

Ao mesmo tempo, Lula insiste em proteger a empresa da venda total ao setor privado, repetindo que a privatização dos Correios não ocorrerá em seu governo.

A mensagem é tentar conciliar o ajuste interno com a preservação do caráter público do serviço, preservando carteiros e agências em áreas onde a iniciativa privada dificilmente teria interesse em operar sem subsídio.

No curto prazo, o sucesso ou fracasso do socorro bilionário pode definir se os Correios conseguirão retomar uma trajetória de equilíbrio ou se o debate sobre privatização dos Correios voltará com força, empurrado por novos prejuízos e pela pressão do Tesouro.

A estatal está no centro de uma disputa que mistura política, finanças públicas, emprego e acesso a serviços básicos de entrega em todo o país.

Diante desse cenário de rombo de 10 bilhões, empréstimo de 12 bilhões e cortes profundos, você acha que rejeitar a privatização dos Correios é uma proteção necessária ao serviço público ou apenas adia uma reforma inevitável na empresa?

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Magno
Magno
20/12/2025 19:41

Isso que dá colocar pessoas incompetentes para gerir uma empresa do tamanho e da importância dos correios.

Ronaldo Marques
Ronaldo Marques
Em resposta a  Magno
21/12/2025 19:44

Pessoas incompetentes e ingerência política!

Sergio Ricardo Coelho Madureira
Sergio Ricardo Coelho Madureira
20/12/2025 08:06

Privatizar os Correios é tirar o serviço postal de onde não há interesse, por falta de lucratividade. Tudo passa por uma administração consciente e eficiente dos recursos que estão a mão e o investimento do governo federal, já que os Correios são o braço logístico do governo. Os Correios não receberam nenhuma remuneração pela logística da ajuda ao Rio Grande do Sul. Todo ônus ficou para a empresa.

Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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