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De fazendas a cervejarias globais: estes são os 10 maiores bilionários brasileiros do agronegócio presentes na lista da Forbes 2025

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Escrito por Andriely Medeiros de Araújo Publicado em 02/09/2025 às 12:20
O agronegócio brasileiro tem 39 representantes na lista de bilionários da Forbes 2025, com fortunas que juntas chegam a R$ 382,8 bilhões. Conheça quem são os nomes mais ricos e o impacto do setor na economia.
O agronegócio brasileiro tem 39 representantes na lista de bilionários da Forbes 2025, com fortunas que juntas chegam a R$ 382,8 bilhões. Conheça quem são os nomes mais ricos e o impacto do setor na economia.
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O agronegócio brasileiro tem 39 representantes na lista de bilionários da Forbes 2025, com fortunas que juntas chegam a R$ 382,8 bilhões. Conheça quem são os nomes mais ricos e o impacto do setor na economia.

O agronegócio não é apenas um setor produtivo. Ele se consolidou como motor da economia brasileira, com participação direta no crescimento do PIB e no saldo positivo das exportações.

De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agro responde por quase 25% do PIB e é responsável por mais de 40% das vendas externas do país.

Esse desempenho se reflete na geração de empregos, que alcança milhões de brasileiros em atividades que vão do campo à indústria, passando pela logística e pela distribuição.

Por isso, não surpreende que muitos dos bilionários brasileiros tenham origem nesse setor estratégico.

O peso do agro entre os mais ricos

A Lista Forbes Bilionários 2025 mostra que 39 nomes do agronegócio figuram entre os mais ricos do país. Juntos, eles acumulam um patrimônio de R$ 382,8 bilhões.

Somente os dez primeiros da lista concentram R$ 249,6 bilhões, número que comprova a relevância do setor como formador de grandes fortunas.

Esse resultado também evidencia que o agronegócio vai além da simples produção de alimentos.

Ele abrange toda a cadeia, desde a fabricação de fertilizantes até o processamento de carnes e bebidas, passando ainda pela agroenergia e pelo setor de papel e celulose.

Diversidade de áreas representadas

Entre os bilionários brasileiros ligados ao agro, há representantes de várias cadeias produtivas. No segmento de proteína animal, os destaques são Joesley e Wesley Batista, da JBS; Marcos Molina, da Marfrig; e Fernando Queiroz, da Minerva.

Já no setor de alimentos e bebidas, famílias como Dias Branco, Vontobel e Logemann aparecem na lista. A produção agrícola também tem espaço, com Lucia Borges Maggi e os herdeiros do Grupo Amaggi.

Outras fortunas se consolidaram em áreas como agroenergia, fertilizantes, madeira e papel e celulose.

Esse leque variado mostra que o agronegócio brasileiro não depende de uma única atividade, mas se sustenta em uma rede integrada e diversificada.

O levantamento da Forbes também aponta a origem geográfica desses bilionários brasileiros do agronegócio.

O estado de São Paulo lidera com 20 nomes, seguido por Rio Grande do Sul (6) e Rio de Janeiro (5).

Goiás e Ceará aparecem com três representantes cada, enquanto Santa Catarina e Paraná têm dois. Minas Gerais surge com um nome na lista, e outros 17 preferiram não declarar a naturalidade.

Os dez maiores bilionários brasileiros do agronegócio em 2025

Entre os 39 nomes listados pela Forbes, dez se destacam pelo tamanho de suas fortunas.

  • Jorge Paulo Lemann – R$ 88 bilhões: Acionista da AB Inbev e sócio da 3G Capital, é o mais rico do agronegócio e o terceiro do Brasil. Além das cervejarias, ampliou sua presença em investimentos internacionais, incluindo a compra da Skechers.
  • Carlos Alberto da Veiga Sicupira – R$ 39,1 bilhões: Sócio de Lemann, também ligado à 3G Capital. Apesar da crise da Americanas, mantém posição de destaque entre os maiores patrimônios do setor.
  • Joesley e Wesley Batista – R$ 25 bilhões cada: Controladores da JBS, maior empresa de proteína animal do mundo. As ações da companhia cresceram 40% em 12 meses.
  • Ricardo Faria – R$ 19,6 bilhões: Criador da Granja Faria, maior produtora de ovos comerciais e férteis do Brasil. Expandiu suas operações para os EUA e a Espanha.
  • Alceu Elias Feldmann – R$ 18,5 bilhões: Dono da Fertipar, responsável por cerca de 15% do mercado de fertilizantes no país.
  • Marcel Herrmann Telles – R$ 12,5 bilhões: Parceiro histórico de Lemann e Sicupira, viu seu patrimônio cair 79,5% e já iniciou transferências para os herdeiros.
  • Rubens Ometto Silveira Mello – R$ 7,6 bilhões: Nome central da Cosan, também controla a Raízen, maior produtora de etanol do mundo, e a Rumo, maior ferrovia brasileira.
  • Marcos Molina dos Santos – R$ 7,2 bilhões: Dono da Marfrig, que está em processo de fusão com a BRF para formar a MBRF, gigante global de proteínas.
  • David Feffer – R$ 7,1 bilhões: Líder do Grupo Suzano, que atua no papel e celulose, setor estratégico do agronegócio brasileiro.

O impacto econômico e social do agro

A presença de 39 bilionários brasileiros do agronegócio mostra que o setor não se resume à exportação de commodities.

Ele é, na verdade, uma cadeia robusta que envolve pesquisa, tecnologia, logística e inovação.

O levantamento da Forbes ressalta que os patrimônios foram calculados com base em informações públicas auditadas, como cotações de ações. Isso significa que, em alguns casos, a riqueza pode estar até subestimada.

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Andriely Medeiros de Araújo

Ensino superior em andamento. Escreve sobre Petróleo, Gás, Energia e temas relacionados para o CPG — Click Petróleo e Gás.

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