Após décadas de glórias e crises, a tradicional marca britânica Norton Motorcycles tenta renascer com apoio da gigante indiana TVS, mirando novos modelos acessíveis e o enorme mercado da Ásia
Por mais de 100 anos, a Norton Motorcycles foi um símbolo do motociclismo britânico. Fundada em 1898, a marca teve momentos de glória nas pistas, como no Isle of Man TT, e também enfrentou crises sérias. Escândalos, dívidas e má gestão quase acabaram com a empresa. Mas agora, a Norton tenta um novo começo. E esse recomeço está vindo do outro lado do mundo.
Uma nova fase com apoio indiano
A virada começou em 2020. No auge da crise da empresa, a TVS Motor Company, uma das maiores fabricantes de motos da Índia, comprou a Norton por 16 milhões de libras.
A marca britânica estava no fundo do poço, com problemas fiscais e denúncias sobre o uso de fundos de pensão. Mas a TVS viu potencial na tradição e decidiu investir em um projeto de longo prazo.
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Desde então, o trabalho tem sido silencioso. A empresa reestruturou a Norton, montou uma nova sede em Solihull, na Inglaterra, e reformulou processos internos.
Também buscou recuperar a imagem da marca, abalada por anos de má administração. Agora, em 2025, essa reconstrução começa a tomar forma de maneira prática.
Planos ambiciosos até 2027
A Norton vai desembarcar na Índia até o fim do ano. E não será uma simples chegada. A previsão é lançar até seis novos modelos até 2027. Parte dessas motos será criada especialmente para o público indiano.
Hoje, a linha da Norton é formada por modelos como a Commando 961, a V4SV e a V4CR. São motos de estilo clássico ou esportivo, com preços altos e foco no Reino Unido.
Aposta em motos de menor cilindrada
Mas a Índia exige outra abordagem. O país tem o maior mercado de motocicletas do mundo, e o público busca modelos mais acessíveis. Por isso, a nova aposta da Norton são motos entre 350 e 450 cilindradas.
Elas serão fabricadas localmente, com preço competitivo e design inspirado no estilo britânico. A produção será voltada ao gosto do consumidor asiático. Há rumores de que os primeiros protótipos devem aparecer ainda em setembro deste ano.
Estilo britânico com produção local
A estratégia lembra a da Royal Enfield, que também renasceu com investimento indiano. Além disso, o novo acordo de livre comércio entre Índia e Reino Unido pode ajudar bastante. Com menos impostos, será mais fácil trocar peças, tecnologias e vender as motos em outros mercados.
Se der certo, a nova fase da Norton não ficará restrita à Índia. As motos podem voltar a circular com força na Europa e até nos Estados Unidos.
Com informações de Xataka.

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