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Criado para se grudar em navios como uma lampreia, o novo drone submarino dos EUA dorme no fundo do mar, lança torpedos e recarrega sozinho com a correnteza

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Escrito por Douglas Avila Publicado em 16/04/2026 às 17:15 Atualizado em 16/04/2026 às 17:17
Drone submarino Lamprey MMAUV acoplado no casco de navio de guerra
O Lamprey da Lockheed Martin se fixa em navios como uma lampreia e opera de forma totalmente autônoma
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Lockheed Martin apresenta veículo subaquático autônomo que se fixa no casco de navios aliados, recarrega baterias com a correnteza e executa ataques sem intervenção humana — tudo com um compartimento de 24 pés cúbicos

A Lockheed Martin apresentou em 9 de fevereiro de 2026, em Palm Beach, Flórida, um drone submarino que muda as regras da guerra naval. O Lamprey MMAUV se gruda no casco de navios e submarinos aliados como uma lampreia.

Diferente de qualquer veículo subaquático já criado, ele não precisa de modificações no navio hospedeiro. Simplesmente se acopla e viaja junto.

Quando chega ao teatro de operações, se solta e mergulha. Pode repousar no fundo do oceano por tempo indeterminado, aguardando ordens.

Seu nome vem da lampreia, o peixe parasita que se fixa em hospedeiros maiores para se alimentar e se deslocar.

“O campo de batalha moderno exige plataformas que se escondam, se adaptem e dominem”, disse Paul Lemmo, vice-presidente da Lockheed Martin.

Drone submarino Lamprey MMAUV acoplado no casco de um navio de guerra
O Lamprey se fixa no casco de navios aliados sem necessidade de modificações — Imagem ilustrativa

Como um drone parasita opera no fundo do oceano

O Lamprey viaja acoplado ao casco do navio hospedeiro. Durante o trânsito, recarrega suas baterias com hidrogeradores integrados.

Ao chegar ao destino, ele está com 100% de carga. Não precisa de base próxima nem de suporte logístico adicional.

Possui quatro propulsores para manobras autônomas. Move-se silenciosamente sob a água sem deixar rastro.

Pode repousar no leito marinho coletando dados de inteligência. Funciona como uma sentinela submarina invisível.

Quando recebe a ordem, pode atacar. Ou simplesmente continuar observando, transmitindo informações para o comando.

Quem acompanha inovações militares sabe que a China já testa máquinas que cortam cabos submarinos a 3.500 metros. A corrida pelo domínio subaquático se acelera.

Torpedos, drones aéreos e guerra eletrônica em 24 pés cúbicos

O compartimento de carga do Lamprey tem 24 pés cúbicos — aproximadamente 0,68 metro cúbico. É modular e configurável.

Dentro dele cabem torpedos antissubmarino leves. É a primeira arma submarina autônoma com essa capacidade.

Também pode carregar até três lançadores retráteis de drones aéreos. Sim — um drone submarino que lança drones voadores.

  • Torpedos antissubmarino leves para engajamento direto
  • Até 3 lançadores de drones aéreos de tubo duplo
  • Iscas acústicas para confundir sensores inimigos
  • Sistemas de guerra eletrônica
  • Sensores deployáveis para vigilância contínua
  • Arquitetura aberta para futuras customizações

A arquitetura aberta permite que novas armas e sensores sejam integrados conforme a missão exigir.

Compartimento modular do drone Lamprey MMAUV com torpedos e lançadores
O módulo de 24 pés cúbicos aceita torpedos, drones aéreos e sistemas de guerra eletrônica — Imagem ilustrativa

Por que isso muda a guerra naval

A estratégia da Marinha dos EUA para guerra naval distribuída prioriza sistemas autônomos de baixo custo.

Em vez de concentrar poder em poucos navios caros, a ideia é espalhar capacidade por dezenas de plataformas menores.

O Lamprey encarna essa filosofia. Grupos inteiros podem ser lançados e permanecer adormecidos no fundo do mar.

Quando necessário, acordam simultaneamente. Podem atacar, confundir ou simplesmente monitorar o inimigo.

O custo operacional é significativamente menor que o de submarinos tripulados. A Lockheed não divulgou valores exatos.

O cenário do Indo-Pacífico é apontado como o principal teatro para esse tipo de arma. A tensão com a China impulsiona o desenvolvimento.

O Brasil, que recentemente testou a Fragata Tamandaré com canhão de 76 mm, observa de perto essas inovações navais.

Drone submarino Lamprey no fundo do oceano em modo de vigilância
O Lamprey pode repousar no leito marinho coletando dados até receber ordem de ataque — Imagem ilustrativa

Inovador, mas ainda em fase de demonstração

Apesar do avanço, o Lamprey foi financiado internamente pela Lockheed Martin. Não há contrato formal com a Marinha dos EUA.

Testes no mar comprovaram manobras autônomas e vigilância. Mas detalhes de profundidade e autonomia não foram divulgados.

A fixação no casco é inovadora. Porém, se detectada, pode comprometer o sigilo do navio hospedeiro.

Não há comparações públicas com sistemas equivalentes chineses ou russos. A corrida submarina é sigilosa por natureza.

As informações foram compiladas a partir de comunicados da Lockheed Martin e reportagens do New Atlas. O sistema está em fase de demonstração e pode sofrer alterações antes da produção em série.

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Douglas Avila

Trabalho com tecnologia há 16 anos, hoje 100% focado em IA. Atuo como CAIO (Chief AI Officer) em São Paulo, com foco em receita. Formado em Sistemas para Internet pelo Senac. No Click Petróleo e Gás escrevo sobre tecnologia e inovação aplicadas aos setores estratégicos da economia brasileira: energia, indústria, transporte marítimo, automotivo, ciência e engenharia

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