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Jovem vende gás e adubo para pagar faculdade, percorre longo trajeto diário para não perder aulas e leva botijão de gás à formatura em Engenharia Civil para simbolizar sua conquista

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 21/01/2026 às 11:08
Jovem, Gás, Botijão, Faculdade, Formatura
Imagem: Reprodução
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Hélio Neto, 23, morador de Brasileira, percorreu diariamente o trajeto até Piripiri, conciliando vendas de gás, estudo e trabalho para pagar mensalidades e concluir Engenharia Civil no Norte do Piauí

Hélio Neto, de 23 anos, chamou atenção nas redes sociais ao levar um botijão de gás à formatura em Engenharia Civil, no Norte do Piauí, simbolizando o trabalho que financiou a faculdade e marcou sua trajetória acadêmica.

Botijão simboliza esforço diário para custear a graduação

Hélio Neto é morador da cidade de Brasileira e viajava diariamente para Piripiri, onde frequentava aulas presenciais durante toda a semana, conciliando deslocamento, estudo e trabalho.

Para pagar a mensalidade, ele vendia botijões de gás de cozinha e adubo para plantas, além de outros itens, garantindo recursos para manter o curso ativo.

Segundo relato ao g1, o negócio foi iniciado no começo da graduação, com atendimento a clientes e entregas feitas de segunda a sexta-feira.

Ele acordava cedo para trabalhar com apoio de um tio, cobrindo metade da mensalidade e também despesas relacionadas ao transporte diário.

Rotina intensa entre trabalho, estudo e deslocamentos

A jornada incluía viagens diárias de ônibus até Piripiri, retorno a pé após as aulas e longas horas de trabalhando o sob sol intenso.

Mesmo cansado, Hélio afirmou que manteve o compromisso de não faltar às aulas, acreditando que o aprendizado compensaria o esforço diário.

Nos fins de semana, ele viajava para outras cidades em busca de reciclagem e ferro velho, ampliando as fontes de renda.

O gás de cozinha foi descrito como a principal base financeira, permitindo a criação de outras pequenas atividades comerciais.

Planos futuros do jovem após a conclusão do curso

Apesar das dificuldades, Hélio transformou o cansaço em motivação para seguir adiante e concluir a graduação em Engenharia Civil.

Ele relatou que nem sempre conseguia absorver o conteúdo das aulas após o trabalho, mas persistiu até alcançar o objetivo.

Com o diploma, pretende manter o negócio de venda de gás e investir na compra de um carro para facilitar o transporte.

A presença do botijão na formatura funcionou como lembrança pública do percurso, reunindo esforço pessoal, trabalho constante e permanência nos estudos.

Com informações de G1.

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Romário Pereira de Carvalho

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