Hélio Neto, 23, morador de Brasileira, percorreu diariamente o trajeto até Piripiri, conciliando vendas de gás, estudo e trabalho para pagar mensalidades e concluir Engenharia Civil no Norte do Piauí
Hélio Neto, de 23 anos, chamou atenção nas redes sociais ao levar um botijão de gás à formatura em Engenharia Civil, no Norte do Piauí, simbolizando o trabalho que financiou a faculdade e marcou sua trajetória acadêmica.
Botijão simboliza esforço diário para custear a graduação
Hélio Neto é morador da cidade de Brasileira e viajava diariamente para Piripiri, onde frequentava aulas presenciais durante toda a semana, conciliando deslocamento, estudo e trabalho.
Para pagar a mensalidade, ele vendia botijões de gás de cozinha e adubo para plantas, além de outros itens, garantindo recursos para manter o curso ativo.
-
Após perder parte da visão por falta de estrada, homem faz fortuna, volta à aldeia natal e investe quase tudo em obra de 59 km que encerrou 1.300 anos de isolamento e abriu caminho para turismo, empregos e renda
-
Cansada de ver famílias sem água, São Paulo investe milhões em reservatórios gigantes com capacidade para 20 milhões de litros e põe fim a décadas de escassez: ‘tomávamos banho só à noite, quando tinha água, mas agora acabou a agonia’, comemora morador.
-
Mansão dos ex-donos da Ipiranga com 2.400 m², 8 dormitórios, 5 suítes, campo de futebol, quadra de tênis e vista para o Corcovado é colocada à venda por impressionantes R$ 130 milhões no Rio de Janeiro.
-
Como é feita uma fundação de ponte embaixo d’água sem que a estrutura afunde? Técnica usada para sustentar milhares de toneladas atravessa camadas ocultas sob rios e mares e enfrenta um risco invisível que preocupa engenheiros
Segundo relato ao g1, o negócio foi iniciado no começo da graduação, com atendimento a clientes e entregas feitas de segunda a sexta-feira.
Ele acordava cedo para trabalhar com apoio de um tio, cobrindo metade da mensalidade e também despesas relacionadas ao transporte diário.
Rotina intensa entre trabalho, estudo e deslocamentos
A jornada incluía viagens diárias de ônibus até Piripiri, retorno a pé após as aulas e longas horas de trabalhando o sob sol intenso.
Mesmo cansado, Hélio afirmou que manteve o compromisso de não faltar às aulas, acreditando que o aprendizado compensaria o esforço diário.
Nos fins de semana, ele viajava para outras cidades em busca de reciclagem e ferro velho, ampliando as fontes de renda.
O gás de cozinha foi descrito como a principal base financeira, permitindo a criação de outras pequenas atividades comerciais.
Planos futuros do jovem após a conclusão do curso
Apesar das dificuldades, Hélio transformou o cansaço em motivação para seguir adiante e concluir a graduação em Engenharia Civil.
Ele relatou que nem sempre conseguia absorver o conteúdo das aulas após o trabalho, mas persistiu até alcançar o objetivo.
Com o diploma, pretende manter o negócio de venda de gás e investir na compra de um carro para facilitar o transporte.
A presença do botijão na formatura funcionou como lembrança pública do percurso, reunindo esforço pessoal, trabalho constante e permanência nos estudos.
Com informações de G1.
