A poluição plástica é um dos maiores desafios ambientais do planeta, especialmente para os oceanos. Em busca de soluções sustentáveis, cientistas japoneses desenvolveram um plástico reciclável que se dissolve completamente na água do mar sem gerar microplásticos, reduzindo os danos à vida marinha.
Pesquisadores japoneses criaram um plástico inovador que se dissolve completamente na água do mar sem gerar microplásticos. Esse avanço pode revolucionar a indústria e reduzir a poluição marinha.
O plástico é um dos maiores poluentes dos oceanos. Pequenos fragmentos, chamados microplásticos, são ingeridos por animais marinhos e podem chegar até os seres humanos.
Para combater esse problema, cientistas do RIKEN Center for Emergent Matter Science (CEMS), liderados por Takuzo Aida, desenvolveram um material biodegradável e reciclável.
-
Artesão vietnamita constrói do zero um barco em forma de disco voador, instala propulsão a jato, painéis solares e portas automáticas, leva a estrutura futurista para a água e prova que sua “nave” artesanal flutua e navega em teste que transforma fantasia em realidade flutuante
-
EUA olham para montanhas de lixo nuclear acumulado e estudam transformar combustível usado em nova fonte de energia, em plano que pode reduzir resíduos, reaproveitar urânio e abastecer sistemas militares de longa duração
-
Helicóptero da Polícia Federal despeja 12 mil kg de sementes no Brasil em operação aérea de reflorestamento que transforma sacos de sementes em chuva verde e mira plantar 100 milhões de árvores até 2030, começando por áreas no Paraná
-
No deserto de Xinjiang, China ergue fábrica química gigante sobre 390 bilhões de toneladas de carvão, coloca 300 caminhões sem motorista para trabalhar sem parar e usa braços robóticos que trocam baterias em 6 minutos para reduzir dependência do petróleo
Como funciona?
Esse novo plástico é feito de polímeros supramoleculares, um tipo de material cujas moléculas são mantidas unidas por interações reversíveis. Ele é composto por dois monômeros iônicos:
- Hexametafosfato de sódio, um aditivo alimentar comum.
- Monômeros à base de guanidínio, que garantem flexibilidade e resistência.
A grande vantagem é que ambos os compostos podem ser degradados por bactérias marinhas. Assim, o plástico desaparece completamente ao entrar em contato com a água do oceano.
O papel da dessalinização na produção
Durante a fabricação do plástico, os monômeros geram duas camadas:
- Uma camada espessa, que compõe a estrutura do plástico.
- Uma camada aquosa, onde os íons de sal estão presentes.
A remoção dessa camada aquosa pelo processo de dessalinização resulta em um material resistente e durável. Sem essa etapa, o plástico ficaria quebradiço e pouco útil.
Propriedades do novo material
Esse plástico se destaca por diversas características:
- Dissolve-se no mar em poucas horas, sem gerar microplásticos.
- Não é tóxico nem inflamável, tornando-o seguro para o meio ambiente.
- Pode ser moldado a altas temperaturas, permitindo diferentes usos.
- Compatível com impressão 3D, expandindo sua aplicação para várias indústrias.
- Resistente e adaptável, podendo ser fabricado em diferentes formatos e texturas.
Biodegradabilidade no solo
Além de se dissolver no oceano, esse plástico também se decompõe rapidamente no solo. Em apenas 10 dias, ele desaparece completamente, liberando nutrientes como fósforo e nitrogênio, que podem ser aproveitados na agricultura. Diferente de outros plásticos biodegradáveis, ele não deixa resíduos ou fragmentos poluentes.
Se produzido em larga escala, esse plástico pode ajudar a reduzir a poluição marinha e terrestre. Sua utilização pode abranger embalagens, utensílios descartáveis e ferramentas médicas.
O desenvolvimento desse material representa um passo importante para a criação de uma economia circular, na qual os produtos podem ser reciclados ou degradados sem causar impactos negativos ao meio ambiente. Essa solução inovadora pode transformar a indústria do plástico e tornar o planeta mais sustentável.
Estudo disponível na revista Science.

Seja o primeiro a reagir!