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Pesquisadores brasileiros desenvolvem aparelho portátil que rastreia câncer de mama com micro-ondas, sem dor nem radiação, custa cerca de R$ 1 mil e pode substituir mamógrafo de até US$ 240 mil

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 30/06/2026 às 00:30 Atualizado em 30/06/2026 às 00:32
Poli-USP e IFSP criam um exame de câncer de mama barato: micro-ondas no lugar da radiação, ~R$ 1 mil e eficaz em mamas densas, onde a mamografia falha.
Poli-USP e IFSP criam um exame de câncer de mama barato: micro-ondas no lugar da radiação, ~R$ 1 mil e eficaz em mamas densas, onde a mamografia falha.
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Na Poli-USP, em parceria com o IFSP, pesquisadores criaram um exame de câncer de mama barato: um aparelho portátil que usa micro-ondas no lugar da radiação, sem dor, custa cerca de R$ 1 mil e funciona até em mamas densas, onde a mamografia costuma falhar.

A mamografia salva vidas, mas é cara, desconfortável e nem sempre está perto de quem precisa. Pesquisadores brasileiros criaram uma alternativa que pode mudar esse cenário: um aparelho portátil que rastreia o câncer de mama usando micro-ondas, sem dor e sem radiação. Desenvolvido na Poli-USP em parceria com o IFSP, o dispositivo é um exame de câncer de mama barato, que custa cerca de R$ 1 mil. Para efeito de comparação, um mamógrafo tradicional pode custar de US$ 65 mil a US$ 240 mil, ou seja, o novo aparelho sai por uma fração ínfima do preço.

A invenção foi noticiada pelo Só Notícia Boa. Em vez da radiação da mamografia, o aparelho usa micro-ondas, ondas parecidas com as do celular e do bluetooth, sem risco para a saúde mesmo em exames frequentes. Não é ficção científica: é tecnologia nacional, criada na universidade, que pode levar o rastreamento para muito mais gente.

Micro-ondas no lugar da radiação

Poli-USP e IFSP criam um exame de câncer de mama barato: micro-ondas no lugar da radiação, ~R$ 1 mil e eficaz em mamas densas, onde a mamografia falha.
O coração da invenção é a troca da radiação por micro-ondas.

O aparelho funciona como um radar: emite um sinal de micro-ondas que atravessa a pele e volta, carregando informações sobre os diferentes tecidos da mama.

Como cada tecido reage de um jeito, o sistema consegue identificar regiões suspeitas, que podem indicar um tumor, sem usar a radiação da mamografia. As ondas são do mesmo tipo das emitidas por celulares, micro-ondas de cozinha e bluetooth, consideradas seguras.

Por isso, o exame pode ser repetido sem medo. É rastreamento sem o peso da radiação.

R$ 1 mil contra um mamógrafo de até US$ 240 mil

O número que mais choca é o do preço. Enquanto um mamógrafo tradicional custa de US$ 65 mil a US$ 240 mil, o novo aparelho deve sair por cerca de R$ 1 mil.

O protótipo, inclusive, custou só cerca de US$ 175 para ser fabricado, uma fração mínima do valor de uma máquina convencional. Essa diferença gigantesca é o que faz dele um exame de câncer de mama barato de verdade.

Equipamento caro fica restrito a grandes hospitais; equipamento barato pode chegar a todo canto. É justamente nesse ponto que o invento promete fazer diferença.

Um aparelho que parece um sutiã e é portátil

O formato do aparelho foi pensado para o conforto. O modelo lembra um sutiã, que se molda às mamas e capta os sinais sem precisar comprimir, ao contrário da mamografia, que aperta e dói.

Além disso, o equipamento é portátil e pode ser levado para qualquer lugar, inclusive regiões sem hospitais ou centros de diagnóstico. Isso muda o alcance do exame.

Em vez de a mulher ter que viajar até uma máquina cara, a máquina barata pode ir até ela. Comodidade e mobilidade num só aparelho, o tipo de detalhe que decide se um exame chega ou não a quem precisa.

Eficaz até em mamas densas

Há uma vantagem técnica que pode ser decisiva. O aparelho é especialmente promissor para mulheres com mamas densas, aquelas com mais tecido firme, comum em mulheres mais jovens.

Nas mamas densas, a mamografia tradicional costuma ter dificuldade e dar resultados inconclusivos, deixando tumores passarem despercebidos. Como o método de micro-ondas lê o tecido de outra forma, ele consegue enxergar onde a mamografia se perde.

O aparelho detecta tumores a partir de cerca de 1 centímetro, a até 3 centímetros de profundidade. Cobrir o ponto cego das mamas densas é um ganho real para o diagnóstico precoce.

Quem está por trás: Poli-USP e IFSP

Por trás da inovação há ciência de universidade pública. O projeto é liderado pelo professor Bruno Sanches, da Escola Politécnica da USP, a Poli-USP, em parceria com o Instituto Federal de São Paulo, o IFSP.

O sistema grava os sinais de micro-ondas num microchip, e um algoritmo transforma esses dados num mapa de diagnóstico que aponta as regiões suspeitas. É engenharia de ponta colocada a serviço da saúde da mulher.

A pesquisa, feita na Poli-USP, mostra como invento acadêmico pode virar solução prática. Não é palpite, é projeto científico com pedido de patente em andamento.

Por que isso democratiza o exame

O maior impacto do aparelho está no acesso. Hoje, muita mulher fica sem rastrear o câncer de mama porque não tem um mamógrafo por perto ou porque o exame é caro.

Um exame de câncer de mama barato e portátil pode levar o rastreamento a cidades pequenas, áreas remotas e populações que ficavam de fora. Quanto mais cedo um tumor é detectado, maiores as chances de cura, então democratizar o exame salva vidas.

Tirar o diagnóstico do circuito caro e centralizado é um avanço de saúde pública. É tecnologia barata atacando uma desigualdade real.

O que o invento mostra

A maior lição é o poder da ciência brasileira voltada para o povo. O time da Poli-USP e do IFSP mostrou que dá para criar um exame de câncer de mama barato, sem dor e sem radiação, com micro-ondas.

Vale, claro, manter o pé no chão. O aparelho ainda está em fase de protótipo e, por enquanto, é pensado para complementar a mamografia, não para substituí-la totalmente, e precisa de mais testes e da aprovação para chegar ao mercado.

Ainda assim, ver um equipamento de cerca de R$ 1 mil enxergar tumores até em mamas densas, onde a mamografia falha, é o tipo de avanço que pode transformar o rastreamento do câncer de mama. Da bancada da universidade ao posto de saúde, o invento une engenharia, acesso e cuidado, e prova que solução barata, quando bem pensada, pode chegar onde a cara nunca chegou.

E você, sabia que dá para rastrear câncer de mama com micro-ondas, sem dor nem radiação? Conta pra gente nos comentários o que acha dessa inovação da ciência brasileira.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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