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País entra na mira da carne brasileira: paga mais, valoriza qualidade e pode equilibrar perdas nas exportações para os Estados Unidos

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 05/11/2025 às 22:41 Atualizado em 05/11/2025 às 23:09
Japão, Carne Brasileira
Imagem: Ilustração artística feita por IA
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Com preço médio de US$ 7 mil por tonelada, o Japão desponta como destino promissor para a carne bovina brasileira, impulsionando exportações, valorizando o boi gordo e reforçando a confiança internacional no produto nacional

O Japão é hoje um dos destinos mais desejados pelos exportadores de carne bovina. Isso porque o país asiático paga uma das maiores médias do mundo: cerca de US$ 7 mil por tonelada, enquanto o valor médio pago à carne brasileira fica em torno de US$ 5,5 mil. A diferença torna o mercado japonês especialmente atraente para frigoríficos e produtores do Brasil.

Segundo Felipe Fabbri, coordenador de inteligência de mercado da Scot Consultoria, a possível abertura desse mercado representaria uma grande oportunidade para a pecuária nacional.

É um país que remunera melhor a indústria frigorífica e toda a cadeia produtiva”, avalia o analista.

Vantagem brasileira frente aos concorrentes

Hoje, o Japão importa principalmente carne bovina dos Estados Unidos e da Austrália. No entanto, o alto custo da arroba nesses países tem reduzido a competitividade. Enquanto a arroba americana está próxima de US$ 100, a australiana gira entre US$ 65 e US$ 70.

Essa diferença encarece o produto final para os japoneses, especialmente nas compras dos Estados Unidos. Portanto, o Brasil surge como alternativa mais acessível e com potencial para ocupar parte desse espaço.

Além disso, a qualidade da carne brasileira tem sido reconhecida em diversos mercados, o que fortalece a confiança internacional no produto.

Com preços mais baixos e boa reputação, o país reúne as condições ideais para avançar nas negociações com o Japão.

Potencial e limitações do Japão

Apesar das perspectivas positivas, Fabbri ressalta que o Japão não deve se tornar uma “nova China” em termos de volume de importação.

Ainda assim, a entrada japonesa pode equilibrar a balança comercial, especialmente após a redução nas compras americanas em razão das tarifas impostas durante o governo Donald Trump.

O analista acredita que, se o acordo for concretizado até o fim de 2025, o Japão pode ajudar a compensar a menor presença dos Estados Unidos nas exportações brasileiras no fim de 2025 ou início de 2026.

Para este ano, a expectativa é de que os japoneses importem cerca de 730 mil toneladas de carne bovina, praticamente o mesmo volume registrado no ano anterior.

Essa demanda, segundo Fabbri, tende a manter os preços do boi gordo mais firmes e a limitar a oferta no mercado interno.

Auditoria e confiança sanitária

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que o Brasil deve conquistar o mercado japonês até o fim de 2025.

Ele destacou que autoridades japonesas devem realizar uma auditoria em frigoríficos brasileiros ainda em novembro, o que indica que os protocolos sanitários estão próximos da conclusão.

O Japão é conhecido por ser um dos mercados mais rigorosos em exigências sanitárias. No entanto, o Brasil já atende ao principal requisito: o status de zona livre de febre aftosa sem vacinação, conquistado em maio deste ano. Essa condição acelerou o avanço das negociações entre os dois países.

Reconhecimento e novas oportunidades

Para Fabbri, a entrada do Japão como comprador pode ter efeitos duradouros. “Em volume, o Japão não deve se tornar um grande comprador imediatamente, mas sua entrada agrega valor e reforça a imagem de qualidade da carne brasileira no mercado internacional”, afirma.

Além de fortalecer a reputação global do Brasil, a abertura japonesa pode impulsionar novas parcerias comerciais, consolidando o país como um dos principais exportadores mundiais de carne bovina.

Com informações de Canal Rural.

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Lilian
Lilian
06/11/2025 10:05

Eu só quero saber porque a carne é tão vendida lá fora, e é tão cara aqui.
Não é justo! Deveríamos pagar no mínimo a metade do preço. Os grandes exportadores deveriam, antes de vender pra fora, abastecer o mercado brasileiro com preços mais baixos.

Romário Pereira de Carvalho

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