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Japão abre os cofres, reúne gigantes como SoftBank e Sony e prepara quase US$ 6 bilhões para criar sua própria inteligência artificial e colocar 10 milhões de robôs em fábricas, hospitais, restaurantes e outros setores até 2040

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Escrito por Viviane Alves Publicado em 01/07/2026 às 14:40 Atualizado em 01/07/2026 às 14:42
Dois robôs humanoides com telas no peito em um ambiente tecnológico moderno, representando o plano do Japão para expandir a inteligência artificial e a robótica até 2040.
Robôs humanoides em espaço tecnológico ilustram a meta do Japão de desenvolver uma IA própria e colocar 10 milhões de máquinas em 18 setores até 2040.
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Estratégia japonesa prevê um modelo soberano de inteligência artificial, investimentos bilionários e milhões de robôs atuando em 18 áreas nas próximas décadas.

O Japão apresentou um plano tecnológico de grande alcance para fortalecer sua posição no setor de inteligência artificial.

A estratégia prevê o desenvolvimento de um modelo soberano de IA e a implantação de aproximadamente 10 milhões de robôs até 2040.

Essas máquinas deverão trabalhar em 18 áreas, incluindo fábricas, restaurantes, produção de alimentos, medicina, finanças e logística.

O governo japonês anunciou a iniciativa em 30 de junho de 2026, conforme informações divulgadas pela imprensa do país.

Investimento de quase US$ 6 bilhões impulsiona o projeto

O governo poderá investir quase US$ 6 bilhões, valor próximo de R$ 30 bilhões, durante o desenvolvimento da nova tecnologia.

A liberação dos recursos deverá ocorrer ao longo de cinco anos e dependerá dos resultados alcançados em cada etapa.

A Noetra ficará responsável pela criação do modelo japonês de inteligência artificial.

O consórcio reúne grandes empresas nacionais, incluindo SoftBank e Sony.

O jornal econômico Nikkei informou que o grupo poderá alcançar até 44 companhias investidoras.

Os participantes deverão representar setores como:

  • Indústria automotiva;
  • Eletrônicos;
  • Serviços financeiros;
  • Produção industrial;
  • Transporte e logística.

Modelo próprio pode reduzir dependência dos Estados Unidos e da China

A criação de uma inteligência artificial nacional pretende diminuir a dependência japonesa de tecnologias estrangeiras.

Sistemas desenvolvidos nos Estados Unidos e na China atualmente dominam parte significativa do mercado mundial.

O controle de um modelo próprio permitirá que o Japão adapte a tecnologia às necessidades de suas empresas e serviços.

A iniciativa também poderá ampliar a competitividade das companhias japonesas no cenário internacional.

Vários países buscam soluções semelhantes para evitar uma concentração excessiva da inteligência artificial em poucas potências.

IA física levará sistemas inteligentes para ambientes reais

A Noetra concentrará seus trabalhos principalmente na chamada inteligência artificial física.

Essa tecnologia permite que sistemas inteligentes reconheçam ambientes, tomem decisões e executem tarefas no mundo real.

As aplicações previstas incluem carros autônomos, robôs industriais e mordomos androides.

Equipamentos inteligentes também poderão atuar em restaurantes, hospitais e instalações de produção alimentícia.

O desempenho da IA física em situações reais ainda apresenta limitações.

A aplicação em larga escala dependerá do avanço dos sistemas e da capacidade dos robôs de enfrentar ambientes variados.

Japão pretende colocar 10 milhões de robôs em 18 áreas

O ministro da Indústria, Ryosei Akazawa, confirmou a meta de aproximadamente 10 milhões de robôs até 2040.

A inclusão de restaurantes, produção de alimentos e medicina ampliará o uso da tecnologia para um total de 18 setores.

A adoção dos equipamentos deverá crescer gradualmente durante os próximos anos.

O número anunciado representa uma meta governamental, e não uma quantidade de robôs já garantida.

Os resultados técnicos, o volume de investimentos e o desempenho das máquinas determinarão o avanço do plano.

Envelhecimento da população aumenta necessidade de automação

A estratégia também procura responder aos desafios demográficos enfrentados pelo Japão.

A população japonesa está envelhecendo e diminuindo, enquanto diversos setores encontram dificuldades para contratar trabalhadores.

Os robôs equipados com inteligência artificial poderão assumir parte das atividades afetadas pela escassez de mão de obra.

A automação deverá alcançar linhas industriais, unidades médicas, restaurantes e operações logísticas.

O Japão pretende combinar robótica, investimento público e inteligência artificial para enfrentar as mudanças previstas até 2040.

Você acredita que milhões de robôs conseguirão reduzir a falta de trabalhadores no Japão ou a tecnologia ainda enfrentará grandes obstáculos? Deixe sua opinião!

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Viviane Alves

Redatora com foco na produção de conteúdos estratégicos voltados para macro e microeconomia, geopolítica, mercado energético, setor automotivo e comércio global.

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