Estrutura de madeira enterrada no fundo do mar foi localizada durante trabalho em encanamento e teve origem confirmada por radiocarbono, enquanto pesquisadores ainda investigam tipo, tamanho e finalidade da embarcação
Um naufrágio em Dubrovnik com mais de 200 anos foi encontrado durante uma obra em um oleoduto sob o antigo porto da cidade, na Croácia. A estrutura de madeira estava enterrada no fundo do mar, perto da superfície, e a datação por radiocarbono confirmou origem no final do século XVIII.
Obra de rotina revela navio de madeira em Dubrovnik
A descoberta ocorreu durante trabalhos de construção subaquática próximos ao porto da Cidade Velha de Dubrovnik, cidade costeira da Croácia banhada pelo mar Adriático.
O responsável pelo achado foi Ivan Bukelić, que trabalhava em um encanamento de água quando encontrou restos de madeira sob o leito marinho. A estrutura estava enterrada em sedimentos a cerca de um metro de profundidade.
-
Portugal testa um grafeno tão discreto que pode fazer um caça F-16 parecer apenas um pássaro no radar e agora quer transformar o material em tinta para drones e aeronaves militares
-
Cientistas descobrem por que o ouro não perde o brilho tão fácil
-
Japão abre os cofres, reúne gigantes como SoftBank e Sony e prepara quase US$ 6 bilhões para criar sua própria inteligência artificial e colocar 10 milhões de robôs em fábricas, hospitais, restaurantes e outros setores até 2040
-
Startup nigeriana transforma baterias de notebooks descartados, telas de televisores quebrados e lixo eletrônico em lanternas solares que levam energia limpa a regiões sem eletricidade
À Associated Press, Bukelić afirmou que agora pode dizer que descobriu um barco na Cidade Velha de Dubrovnik. O material encontrado não era apenas um fragmento isolado, mas parte de uma estrutura maior.

Datação do navio de madeira confirma origem no fim do século XVIII
A arqueóloga marinha Irena Radić Rossi informou à Associated Press que a análise por radiocarbono confirmou a data do naufrágio: final do século XVIII.
Apesar da confirmação da idade, ainda não se sabe que tipo de embarcação foi encontrada. O tamanho, a finalidade e outras características do navio continuam em investigação.
Segundo Radić Rossi, ainda não é possível falar sobre o tipo da embarcação ou suas dimensões. Por enquanto, a principal certeza científica é a datação obtida pela análise.

Estrutura do navio segue protegida enquanto pesquisadores planejam escavação
O sítio arqueológico está sob proteção do Ministério da Cultura da Croácia. A prioridade agora é manter a estrutura estável até que uma escavação mais detalhada possa ser planejada.
Como grande parte da embarcação ainda permanece enterrada, os pesquisadores trabalham para evitar danos aos restos de madeira preservados sob os sedimentos.
A descoberta chama atenção porque ocorreu em uma área ligada diretamente à antiga vida marítima de Dubrovnik, cidade que teve papel importante no comércio mediterrâneo a partir do século XIII.

Cidade tem histórico ligado ao mar e ao patrimônio cultural
Dubrovnik já é conhecida por suas muralhas medievais, pelo centro histórico tombado pela UNESCO e por sua longa relação com a navegação.
A cidade foi afetada pelo terremoto de 1667, que devastou parte de sua estrutura urbana. Mesmo assim, muitos edifícios sobreviveram ou foram reconstruídos.
Décadas depois, Dubrovnik também passou por restaurações após os danos sofridos durante a Guerra da Independência da Croácia, nos anos 1990.
Mais recentemente, a cidade ganhou projeção mundial ao servir como uma das locações de Game of Thrones, representando Porto Real.
Achados subaquáticos seguem revelando vestígios históricos
O caso de Dubrovnik se soma a outras descobertas arqueológicas subaquáticas citadas no material. Na França, um levantamento por sonar detectou um naufrágio do século XVI na costa de Ramatuelle.
Esse naufrágio foi localizado a cerca de 2,4 quilômetros da costa e a aproximadamente 2.500 metros de profundidade, sendo apontado como o mais profundo já encontrado em águas francesas.
Na Colômbia, o galeão espanhol San José, descoberto em 2015, também segue em destaque. Relatos sobre o local indicam possível presença de tesouro avaliado em até US$ 17 bilhões.
Esta matéria foi elaborada com base em informações da Associated Press e da Popular Mechanics, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.
