Banco substituirá a exigência de oito dias mensais por três dias presenciais semanais, enquanto superintendentes terão uma nova jornada já em 2027
Funcionários enquadrados no modelo semipresencial deverão comparecer aos escritórios três dias por semana a partir do primeiro trimestre de 2028.
A política atual exige a presença dos trabalhadores durante oito dias por mês.
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Alvo de intensa controvérsia, desde sua ampla divulgação, a eliminação da escala 6 x 1 – sob o argumento inconsistente de que ela implicaria ‘ganhos de produtividade’ e até ‘de renda’ à classe trabalhadora – não resiste ao mais elementar princípio econômico. Isso porque, sem ganhos de produtividade efetivos, haverá custo extra a ser suportado pelas empresas, ‘regiamente’ repassado ao consumidor final, sempre ele.
A alteração também alcançará os superintendentes da instituição. Esses profissionais passarão a trabalhar presencialmente quatro dias por semana em janeiro de 2027.
Diretores do Itaú já seguem a jornada de quatro dias presenciais semanais.
Mudança terá um período prolongado de adaptação
O Itaú afirmou que estabeleceu um período de transição para facilitar a reorganização das rotinas pessoais e familiares.
A implementação gradual, segundo a instituição, permitirá que equipes e funcionários se preparem sem mudanças repentinas.
O banco explicou que os formatos de trabalho são atualizados conforme o contexto e as necessidades existentes em cada período.
A instituição adotou modelos com maior flexibilidade durante os últimos oito anos.
Os primeiros quatro anos tiveram uma dinâmica mais flexível. Os quatro anos seguintes foram organizados com a exigência de oito dias presenciais por mês.
O modelo previsto para 2028, conforme o Itaú, ainda preservará o equilíbrio característico do trabalho híbrido.
Sindicato critica falta de negociação prévia
O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região declarou ter recebido o anúncio com surpresa.
A entidade afirmou que a mudança foi definida sem uma negociação prévia com os representantes dos funcionários.
O sindicato solicitou uma reunião com o banco para discutir as novas regras e seus impactos sobre os trabalhadores.
A capacidade física dos escritórios também será acompanhada pelos representantes da categoria.
Relatos recebidos pela entidade indicam uma possível insuficiência de espaços para acomodar adequadamente todos os profissionais.
Retorno presencial avança no setor financeiro
A decisão do Itaú acompanha um movimento de ampliação do trabalho presencial em outras instituições financeiras.
O Nubank anunciou, em novembro de 2025, a exigência de pelo menos dois dias semanais nos escritórios.
A regra do Nubank começará a valer durante o segundo semestre de 2026.
O Bradesco também encerrou o modelo de trabalho remoto para quase 900 funcionários em janeiro de 2026.
O movimento mostra que grandes bancos e instituições financeiras passaram a revisar políticas ampliadas durante os anos anteriores.
Itaú demitiu trabalhadores remotos em 2025
O Itaú demitiu cerca de mil funcionários que atuavam em modelos híbridos ou totalmente remotos durante 2025.
A instituição informou, naquela ocasião, que as demissões ocorreram após uma revisão de condutas relacionadas ao trabalho remoto.
O processo também analisou o registro da jornada profissional.
Empresas justificam o aumento da presença nos escritórios com preocupações ligadas à produtividade, à gestão e à integração das equipes.
Trabalhadores, entretanto, relatam maiores gastos, desgaste causado pelos deslocamentos e preferência por modelos profissionais mais flexíveis.
Escritórios receberão investimentos e modernização
O Itaú declarou que a nova política será acompanhada por um plano de investimentos nos polos de trabalho.
A modernização dos ambientes e a ampliação da capacidade física estão entre as medidas planejadas pela instituição.
Os investimentos deverão preparar os escritórios para receber um fluxo maior de trabalhadores presenciais.
O banco afirma que os espaços serão ajustados para acolher as equipes de maneira confortável.
O que realmente muda na rotina dos funcionários?
A principal mudança substituirá os oito dias presenciais mensais por três dias de trabalho no escritório por semana em 2028.
Superintendentes terão a jornada ampliada anteriormente, com quatro dias presenciais semanais a partir de janeiro de 2027.
O Itaú defende que o prazo permitirá uma adaptação gradual. O sindicato, porém, pretende discutir a decisão e fiscalizar as condições oferecidas.
A nova regra conseguirá equilibrar produtividade e flexibilidade ou aumentará os custos e o desgaste dos funcionários? Deixe sua opinião!
