Itajaí acumula déficit de 15,8 mil moradias, tem 52 mil famílias com renda para imóveis de classe média e vê o Portovelas atingir 70% das vendas em seis meses
Itajaí chega a 2026 com um desafio expressivo: a cidade acumulou déficit habitacional de aproximadamente 15,8 mil moradias entre 2015 e 2025, ao mesmo tempo em que mantém forte valorização imobiliária e demanda crescente por imóveis voltados à classe média. O diagnóstico é da Brain Inteligência Estratégica e aponta um mercado com compradores em potencial, mas que enfrentou baixa oferta recente de produtos compatíveis com esse perfil.
O levantamento mostra que mais de 51% das famílias do município têm renda adequada para a compra de imóveis de médio padrão.
Esse percentual representa cerca de 52 mil domicílios com potencial de consumo, um volume que ajuda a explicar a retomada de projetos voltados a esse público em uma das cidades mais valorizadas do país.
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Itajaí é a segunda maior economia de Santa Catarina
Itajaí é hoje a segunda maior economia de Santa Catarina e aparece entre os cinco metros quadrados mais valorizados do Brasil pelo índice FipeZap.
Mesmo com esse cenário, a cidade passou os últimos anos com oferta limitada de lançamentos voltados à classe média, justamente em um momento de avanço populacional e aumento da necessidade por moradia.
A projeção da Brain indica que Itajaí vai precisar de mais 13,4 mil novos imóveis até 2031 apenas para acompanhar o crescimento da população.
O dado reforça a pressão sobre o mercado local e evidencia um espaço relevante para empreendimentos com preço, metragem e estrutura alinhados ao poder de compra de famílias que buscam sair do aluguel, trocar de imóvel ou investir em uma unidade própria.
Classe média concentra forte potencial de compra
Para Fábio Inthurn, CEO da Lotisa Empreendimentos, o estudo mostra que a cidade não sofria com falta de demanda, mas com ausência de produto adequado.
Ele afirma que uma parcela importante da população ficou anos sem acesso a lançamentos compatíveis com sua renda e seu momento de vida.
Foi nesse contexto que a Lotisa lançou o Portovelas, apontado como o maior residencial de médio padrão da região, que chegou a 70% das unidades vendidas em apenas seis meses.
O empreendimento reúne 780 apartamentos, com plantas entre 34 m² e 66 m², e unidades atualmente disponíveis a partir de R$ 501 mil.
A velocidade de vendas é vista pela incorporadora como reflexo de uma demanda reprimida. Para Inthurn, a combinação entre localização, metragem eficiente, estrutura de lazer e condições de pagamento compatíveis com a renda da classe média acelerou a resposta do mercado.

Portovelas atinge 70% das vendas em seis meses
Além do volume de unidades, o Portovelas também se destaca pela estrutura interna. O projeto terá mais de 8.500 m² de área de lazer, considerada a maior da região.
O espaço inclui piscina, academia, quadras, coworking e áreas de convivência, elementos que ampliam o apelo do empreendimento para famílias e compradores que buscam mais serviços dentro do próprio condomínio.
Outro ponto do projeto é a fachada ativa, com salas comerciais no térreo. A proposta amplia a oferta de serviços no entorno e aproxima moradia, comércio e conveniência em uma mesma área, seguindo uma tendência cada vez mais presente em empreendimentos urbanos de médio padrão.
Lotisa mira novos projetos para o mesmo público
Com base nos dados de demanda identificados pela pesquisa, a Lotisa também estuda lançar nos próximos meses outro empreendimento com perfil semelhante, voltado ao mesmo público consumidor.
A iniciativa reforça a movimentação do mercado imobiliário diante do déficit habitacional de Itajaí em direção a produtos que atendam a classe média, em uma cidade onde a valorização do metro quadrado convive com déficit habitacional e necessidade de expansão da oferta.

A Lotisa Empreendimentos atua há duas décadas no litoral norte catarinense e se consolidou como uma das principais incorporadoras de Itajaí e da Praia Brava.
Sob a liderança de seu fundador, Fábio Inthurn, a empresa já entregou mais de 25 empreendimentos e 1.600 imóveis.
Atualmente, mantém cerca de 1.700 unidades em construção e prepara uma entrada estratégica em Balneário Camboriú, ampliando sua presença em um dos mercados imobiliários mais disputados de Santa Catarina.

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