Após visitarem 52 países e superarem tempestades nos três oceanos, Celso Neto e Lucas Faraco retornam ao litoral paulista, transformados por uma jornada épica de sete anos ao redor do globo
Este foi um dos casos que mais chamaram atenção em 2025. Os irmãos Celso Pereira Neto e Lucas Faraco completaram sua jornada ao redor do planeta, concluindo a desafio na manhã de um sábado.
A chegada triunfal ocorreu em Ubatuba, no Litoral Norte paulista, após os navegadores brasileiros percorrerem três oceanos durante a expedição.
O veleiro Katoosh atracou no Saco da Ribeira precisamente às 10h30, encerrando um ciclo de 2.630 dias de navegação.
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Celso Pereira Neto, de 32 anos, e seu irmão Lucas Faraco, de 29 anos, visitaram 52 países diferentes.
O retorno ao lar em Ubatuba após a volta ao mundo em um veleiro
Os velejadores foram recebidos por amigos, familiares e diversos fãs que acompanharam a trajetória da dupla pelas redes sociais.
Neto afirmou que o carinho recebido foi surpreendente e declarou que o Brasil é o melhor lugar do mundo.
O sentimento de estar em casa é ótimo após rodar o mundo inteiro, destacou o irmão mais velho ao g1.
Lucas Faraco ressaltou que viajar é transformador e que o homem que retorna hoje não é o mesmo de outrora.

Trajetória pelos oceanos e continentes
A aventura iniciou em 5 de março de 2018, seguindo pela costa brasileira através do vasto oceano Atlântico Sul.
Posteriormente, o veleiro navegou pelo Caribe, Ilhas Virgens Britânicas, Colômbia e também cruzou o importante Canal do Panamá.
Eles alcançaram a Polinésia Francesa no oceano Pacífico Sul, local onde os irmãos passaram a maior parte do tempo.
A rota incluiu passagens por Fiji, Nova Zelândia e Indonésia antes de enfrentarem o desafiador oceano Índico na viagem.
Perigos enfrentados em alto mar
O oceano Índico foi considerado perigoso pelos irmãos devido às condições climáticas e à força das ondas encontradas.
A África foi o último continente visitado pelos velejadores antes do retorno definitivo para a América do Sul.
Um momento crítico ocorreu em 2019, quando o veleiro ficou à deriva por dias no mar da Polinésia Francesa.
O incidente aconteceu após a embarcação se chocar com uma baleia, resultando na quebra do leme do barco.

Sobrevivência em meio à tempestade
Os irmãos enfrentaram 86 horas assustadoras sob ventos de 100 quilômetros por hora e chuvas intensas no Pacífico Sul.
Apesar do susto, Lucas Faraco afirmou que a Polinésia Francesa segue sendo o seu lugar favorito em todo o mundo.
A beleza do local é considerada surreal e a estadia foi prolongada por três anos devido à pandemia global.
Nesse período, os turistas foram proibidos de entrar, permitindo que os irmãos conhecessem as ilhas de forma privativa.
Origem do sonho na infância
A ligação com o mar começou cedo, pois Celso e Lucas foram criados pelos pais em uma embarcação.
A família, originária de Ribeirão Preto, trocou a vida convencional para morar em um barco em Ubatuba antigamente.
Apenas quando Celso completou seis anos, a família decidiu morar em terra firme para que os filhos pudessem estudar.
Mesmo formados na faculdade, o desejo de navegar falou mais alto e motivou o projeto da volta ao mundo.
Preparação do veleiro Katoosh
O nome da embarcação, Katoosh, foi escolhido em homenagem ao cachorro de estimação que pertencia à família dos velejadores.
Para financiar o projeto, eles venderam passeios no Litoral Norte de São Paulo e realizaram uma reforma no barco.
O objetivo era preparar a estrutura para os rigores de uma missão tão extensa quanto uma volta ao mundo.
Celso explicou ao g1 que o veleiro serviu como casa e meio de locomoção durante todos esses anos.
Planejamento e adaptações na rota
A estimativa inicial era concluir o trajeto em três anos, mas a pandemia alterou significativamente o cronograma original.
O tempo em terra representou 90% da viagem, enquanto apenas 10% do período foi gasto navegando entre os destinos.
Em certas ocasiões, eles deixaram o barco atracado e utilizaram voos baratos para visitar países vizinhos por terra.
O engajamento nas redes sociais, com 1 milhão de seguidores no Instagram, garantiu patrocínios essenciais para a jornada.

Sustento e visibilidade digital
Graças ao sucesso no Youtube e Instagram, não foi necessário que os irmãos trabalhassem nos países que visitaram.
O financiamento através de patrocínios permitiu que eles focassem exclusivamente na experiência cultural e na navegação do veleiro.
A experiência foi enriquecida pelo contato direto com diversos povos e culturas ao longo de sete anos de estrada.
A visibilidade digital transformou o sonho pessoal em um evento acompanhado por milhares de pessoas ao redor do globo.
Próximos passos e novos projetos
Lucas Faraco revelou que os irmãos não pretendem se fixar em Ubatuba e já planejam novas aventuras futuras.
O foco agora será a criação de conteúdo, aproveitando as portas abertas pela repercussão da viagem recém-concluída.
Existe uma nova missão secreta que promete ser ainda mais chocante do que a própria volta ao mundo.
Os detalhes desse novo projeto devem ser revelados ao público em aproximadamente dois meses, segundo informou Lucas.
Detalhes complementares da expedição em alto mar
Os irmãos saíram de Ubatuba em março de 2018 e percorreram a costa brasileira pelo oceano Atlântico Sul inicialmente.
O planejamento previa trabalho local, mas os seguidores nas redes sociais mudaram a dinâmica financeira da aventura dos jofens.
O retorno aconteceu no mesmo ponto de partida, o Saco da Ribeira, consolidando o sucesso da navegação internacional.
A missão terminou com a sensação de dever cumprido e a promessa de novos desafios chocantes em breve.
Essa viagem de 2.630 dias marcou a vida dos brasileiros que agora buscam inspirar outros com suas histórias.
O conteúdo compartilhado no Youtube soma mais de 500 mil inscritos que aguardam os próximos relatos da dupla.
Por fim, os velejadores descansam brevemente antes de iniciarem a próxima etapa de suas vidas nômades pelo planeta.
Com informações de G1.

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