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IPVA pode mudar no Brasil: PEC aprovada na CCJ limita imposto a 1% do valor do veículo

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 08/07/2026 às 17:39 Atualizado em 08/07/2026 às 17:41
Entenda como a PEC 03/26 pode mudar o IPVA, limitando sua cobrança a 1% do valor do veículo em todo o Brasil
Entenda como a PEC 03/26 pode mudar o IPVA, limitando sua cobrança a 1% do valor do veículo em todo o Brasil
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A PEC 03/26, apresentada por Kim Kataguiri e aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, propõe limitar o IPVA a 1% do valor do veículo e mudar a base de cálculo do imposto. Hoje, as alíquotas variam de 1% a 4%, conforme o estado, e a cobrança usa o valor de mercado como referência.

O IPVA pode ter uma mudança profunda se avançar no Congresso a PEC 03/26, aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. A proposta limita a cobrança a 1% do valor do veículo e altera a forma de cálculo do imposto.

Apresentada pelo deputado Kim Kataguiri, do Missão-SP, a proposta mexe em um tributo estadual que hoje tem alíquotas diferentes pelo país. Atualmente, os percentuais variam de 1% a 4%, conforme o estado.

PEC limita IPVA a 1% e muda a base de cálculo

A principal mudança está no teto de cobrança. Pela PEC, o IPVA não poderia ultrapassar 1% do valor do veículo, criando um limite nacional para um imposto que hoje depende das regras estaduais.

O texto também altera a base usada para calcular o tributo. Hoje, o valor de mercado do automóvel, ligado à tabela Fipe, serve como referência para definir quanto o proprietário deve pagar.

Pela proposta aprovada na CCJ, a cobrança passaria a considerar apenas o peso do veículo. Na prática, modelos maiores e mais pesados teriam imposto mais alto, independentemente de preço, ano ou padrão.

Relator diz que análise foi apenas constitucional

O relator Rodrigo de Castro, do União-MG, apresentou parecer favorável. Ele afirmou que a CCJ avaliou somente a constitucionalidade da proposta, sem discutir seus impactos fiscais.

Essa análise deve ficar para uma comissão especial, que precisa ser instalada. Será nesse colegiado que a Câmara deverá examinar os efeitos da mudança sobre a arrecadação dos estados.

Kim Kataguiri afirmou que a proposta não deve prejudicar os cofres dos governadores. Ele disse que pretende apresentar medidas de compensação na comissão especial, citando corte de supersalários e revisão de benefícios fiscais.

O deputado avaliou que essas medidas poderiam alcançar R$ 200 bilhões.

Críticos apontam risco de distorção

A mudança enfrenta resistência. Parlamentares contrários argumentam que calcular o IPVA somente pelo peso pode gerar injustiças ao ignorar preço, modelo e ano do veículo.

Helder Salomão, do PT-ES, criticou a proposta e afirmou que um caminhão velho e pesado poderia pagar mais imposto do que uma Ferrari leve, feita com fibra de carbono.

Para ele, a regra poderia criar distorção e favorecer proprietários de veículos caros, mas leves.

O próximo passo é a instalação da comissão especial. Ainda não há previsão para isso ocorrer. Se aprovada nessa fase, a PEC seguirá ao plenário, onde precisará de maioria qualificada em dois turnos.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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