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Hyundai aposenta motor potente do HB20 e reduz versão turbo em mudança estratégica que também afeta Creta e HB20S, mirando nova que pode mexer no preço dos carros no Brasil.

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 08/07/2026 às 18:24 Atualizado em 08/07/2026 às 18:27
Hyundai reduz potência do HB20, HB20S e Creta turbo para atender às regras do IPI Verde. Entenda o que muda e os possíveis impactos.
Hyundai reduz potência do HB20, HB20S e Creta turbo para atender às regras do IPI Verde. Entenda o que muda e os possíveis impactos.
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Mudança no motor 1.0 turbo da Hyundai envolve HB20, HB20S e Creta em meio às novas regras do IPI Verde, com ajuste de potência, manutenção do torque e estratégia para evitar acréscimo tributário em modelos importantes da marca no Brasil.

A Hyundai deve recalibrar o motor 1.0 turbo usado em HB20, HB20S e Creta para reduzir a potência de 120 cv para 115 cv, em uma adequação às novas regras do IPI Verde, dentro do programa federal Mover.

Informada pelo Mundo do Automóvel para PCD e também apurada pelo Jornal do Carro, a mudança mira uma faixa tributária mais vantajosa para os modelos, já que veículos com potência de até 85 kW, equivalentes a cerca de 115,5 cv, não recebem acréscimo pelo critério de potência.

Acima desse patamar, o cálculo prevê aumento de 0,75 ponto percentual no IPI, o que tornou o limite de potência um fator estratégico para montadoras que vendem carros compactos e SUVs de alto volume no mercado brasileiro.

Motor 1.0 turbo da Hyundai terá nova calibração

A redução será aplicada ao motor 1.0 TGDI flex de três cilindros, equipado com turbo e injeção direta, conjunto usado nas versões automáticas de HB20, HB20S e Creta.

No abastecimento com etanol, a potência máxima cairá, enquanto o torque informado permanece em 17,5 kgfm, dado relevante para preservar boa parte das respostas em arrancadas, retomadas e uso urbano.

Para quem dirige no dia a dia, a perda de cinco cavalos tende a ser discreta, porque o torque costuma influenciar mais a sensação de força em baixa rotação do que a potência máxima declarada.

Ainda assim, a ficha técnica dos modelos passa a exibir uma configuração diferente da atual, com impacto direto na classificação fiscal, embora sem troca do motor por outro conjunto mecânico.

Em vez de substituir a arquitetura do propulsor, a Hyundai deve recorrer a uma recalibração eletrônica, solução que ajusta o desempenho máximo e mantém a base técnica do motor 1.0 turbo Smartstream.

Hyundai reduz potência do HB20, HB20S e Creta turbo para atender às regras do IPI Verde. Entenda o que muda e os possíveis impactos.
Hyundai reduz potência do HB20, HB20S e Creta turbo para atender às regras do IPI Verde. Entenda o que muda e os possíveis impactos.

IPI Verde muda cálculo para carros no Brasil

No novo desenho do IPI Verde, o imposto passou a considerar critérios como eficiência energética, tecnologia de propulsão, segurança, reciclabilidade e potência no cálculo aplicado aos veículos.

Pela lógica do programa, modelos considerados mais eficientes podem pagar menos, enquanto carros enquadrados em faixas menos favoráveis recebem acréscimos conforme os critérios definidos pela regulamentação.

Regulamentada pelo Decreto nº 12.549/2025, a nova estrutura alterou a Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados e passou a integrar as diretrizes do programa Mover.

Segundo o governo federal, a política busca incentivar veículos mais sustentáveis, seguros e econômicos no mercado brasileiro, combinando eficiência energética e requisitos industriais na tributação dos automóveis.

Nesse cenário, o teto de 115 cv passou a orientar decisões técnicas de fabricantes, especialmente em motores turbo de baixa cilindrada que ficavam ligeiramente acima da faixa sem acréscimo.

Como o 1.0 turbo da Hyundai entrega 120 cv na configuração atual, o conjunto ultrapassa o limite usado no cálculo e entra em um patamar fiscal menos competitivo.

HB20, HB20S e Creta entram na mesma estratégia

A nova calibração deve alcançar as versões turbo de HB20 e HB20S, além das configurações do Creta equipadas com o mesmo motor 1.0 TGDI.

De acordo com as informações publicadas, essa atualização deve aparecer nas próximas linhas dos modelos, embora a Hyundai ainda não tenha detalhado oficialmente versões, prazos e eventuais impactos comerciais.

Também entra nessa estratégia o Hyundai i20 no Brasil, modelo que já surgiu com o motor ajustado para 115 cv e sinaliza uma possível padronização da marca em torno do novo limite tributário.

Hyundai reduz potência do HB20, HB20S e Creta turbo para atender às regras do IPI Verde. Entenda o que muda e os possíveis impactos.
Hyundai reduz potência do HB20, HB20S e Creta turbo para atender às regras do IPI Verde. Entenda o que muda e os possíveis impactos.

Ao manter o motor turbo de baixa cilindrada, a fabricante preserva a proposta de desempenho dos modelos, mas adequa a potência declarada ao ponto que pode evitar acréscimo no IPI.

No caso do Creta, a recalibração vale para as versões com propulsor 1.0 turbo, enquanto configurações com outros motores seguem seus próprios enquadramentos conforme potência, tecnologia e tabela fiscal.

Montadoras ajustam motores para fugir de imposto maior

A Hyundai não é a única fabricante a observar o impacto do IPI Verde sobre a potência declarada de veículos vendidos no país.

Em diferentes segmentos, montadoras passaram a rever calibrações para manter modelos em faixas tributárias mais favoráveis, sobretudo quando os motores ficam próximos dos limites definidos pela regulamentação.

Esse movimento pode ajudar as empresas a evitar aumento de custo fiscal em carros de grande volume, nos quais pequenas variações de preço influenciam diretamente a disputa por consumidores.

Para o comprador, porém, o efeito no valor final dependerá de como cada marca repassará a diferença tributária, considerando margem, estratégia comercial, custos de produção e condições de mercado.

Embora o governo afirme que a política busca estimular modelos mais eficientes e reduzir imposto para veículos enquadrados nos requisitos, a definição de preço nas concessionárias não depende apenas da alíquota.

Impacto da redução de potência para o motorista

Para a maioria dos motoristas, a diferença entre 120 cv e 115 cv deve ser menos perceptível do que alterações em torque, câmbio, peso do veículo ou calibração de aceleração.

Como o torque de 17,5 kgfm permanece, o comportamento em baixa rotação tende a ficar próximo ao atual, principalmente em situações comuns de trânsito urbano e retomadas moderadas.

A potência máxima, por outro lado, costuma aparecer em rotações mais altas e em situações de maior exigência, como ultrapassagens longas, subidas com carga ou condução em estrada.

Mesmo com essa diferença técnica, a redução anunciada é pequena dentro da proposta dos modelos e está mais ligada ao enquadramento tributário do que a uma mudança profunda de desempenho.

O ponto central está na relação entre ficha técnica e imposto, já que limitar a potência a 115 cv pode manter HB20, HB20S e Creta fora do acréscimo previsto no IPI.

Ainda falta confirmação oficial detalhada da Hyundai sobre versões atingidas, calendário de chegada às concessionárias e possível reflexo nos preços, o que impede afirmar se haverá redução direta para o consumidor.

Com o imposto passando a pesar também sobre a potência, você acha melhor manter os 120 cv ou aceitar 115 cv se isso ajudar a segurar o preço dos carros?

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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