Polícia investiga grupo suspeito de fraudar condomínios com financiamentos de energia solar, usando atas falsas e adulteração de contas para desviar recursos bancários.
Autoridades policiais investigam um grupo suspeito de aplicar fraudes em condomínios residenciais por meio de financiamentos destinados à instalação de sistemas de energia solar. As apurações indicam a participação de moradores e prestadores de serviço, que teriam atuado de forma coordenada para obter empréstimos junto a instituições financeiras.
De acordo com a investigação, os projetos eram apresentados aos condomínios como uma alternativa de redução de custos por meio da chamada “energia verde”. No entanto, parte dos documentos utilizados para viabilizar os financiamentos teria sido forjada, incluindo atas de assembleias condominiais.
Atas falsas e uso indevido do poder de gestão
Segundo informações apuradas pela polícia, os investigados se aproveitavam do poder de gestão dentro dos condomínios para viabilizar o esquema. Atas condominiais teriam sido manipuladas ou criadas sem o conhecimento da maioria dos moradores, com o objetivo de autorizar contratos e financiamentos para projetos de energia solar.
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Após a liberação dos recursos pelas instituições financeiras, os valores não eram aplicados conforme previsto nos contratos. Em vez disso, parte do dinheiro teria sido desviada em benefício direto dos suspeitos, caracterizando possível fraude financeira e falsidade documental.
Contas adulteradas ajudavam a ocultar o desvio
As investigações apontam ainda que o grupo teria adotado estratégias para ocultar o golpe por um período prolongado. Entre elas, a adulteração de contas de água e de energia elétrica das áreas comuns dos condomínios.
Esses documentos alterados simulavam o pagamento regular das parcelas dos financiamentos ligados aos projetos de energia solar. A prática teria ocorrido durante vários meses, sem que os demais moradores percebessem irregularidades nas finanças condominiais.
Mandados resultam em apreensão de documentos e valores
Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, a polícia recolheu diversos materiais que podem ajudar a esclarecer o funcionamento do esquema. Entre os itens apreendidos estão contratos relacionados à instalação de energia solar, documentos financeiros e administrativos, além de joias.
Também foram apreendidos dois relógios da marca Rolex e aproximadamente US$ 10 mil em espécie. Todo o material será analisado para identificar a origem dos recursos e dimensionar o prejuízo causado aos condomínios e às instituições financeiras.
Suspeita de atuação em outros estados do Nordeste
As autoridades não descartam a possibilidade de que o mesmo grupo tenha aplicado o esquema em outros condomínios, tanto no Recife quanto em cidades de outros estados do Nordeste. Indícios levantados durante a investigação sugerem um padrão de atuação semelhante em diferentes empreendimentos residenciais.
A polícia segue apurando o caso para identificar todas as vítimas, mapear a extensão das fraudes envolvendo energia solar e responsabilizar criminalmente os envolvidos, conforme o avanço das investigações.

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