1. Início
  2. Legislação e Direito
  3. INSS não decide só pelo laudo; sem explicar limitações reais, você sai de mãos abanando mesmo precisando do benefício
3 comentários 4 min de leitura

INSS não decide só pelo laudo; sem explicar limitações reais, você sai de mãos abanando mesmo precisando do benefício

Imagem de perfil do autor Maria Heloisa Barbosa Borges
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges Publicado em 17/09/2025 às 11:22
Assista o vídeoINSS não decide só pelo laudo médico; na perícia, relato claro de limitações pode definir aposentadoria por invalidez e evitar benefício negado ao segurado.
INSS não decide só pelo laudo médico; na perícia, relato claro de limitações pode definir aposentadoria por invalidez e evitar benefício negado ao segurado.
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
11 pessoas reagiram a isso.
Reagir ao artigo
Prefira o CPG no Google

Mesmo com laudo médico em mãos, o INSS não decide só pelo laudo; a forma como o segurado relata suas limitações na perícia pode definir se o benefício será aprovado ou negado, alerta a Ribeiro Torbes Advocacia.

Segundo a Ribeiro Torbes Advocacia, muitos segurados saem da perícia sem o benefício mesmo apresentando documentos médicos consistentes. Isso acontece porque o INSS não decide só pelo laudo: a avaliação inclui também o que o trabalhador diz ao perito e como justifica suas dificuldades no dia a dia.

Expressar corretamente as limitações reais é determinante. Frases mal colocadas podem ser interpretadas como capacidade de retorno ao trabalho, reduzindo as chances de concessão do auxílio ou da aposentadoria por invalidez.

Por isso, compreender os termos corretos e evitar erros de comunicação é essencial.

O que o INSS realmente avalia na perícia

Muita gente acredita que basta entregar relatórios e exames para ter o pedido aceito. Mas a prática mostra que o INSS não decide só pelo laudo.

O perito analisa o conjunto: laudos, histórico médico, exames e, principalmente, o relato pessoal do segurado sobre como a doença afeta sua rotina.

Segundo a Ribeiro Torbes Advocacia, é nesse momento que muitos se prejudicam.

Ao minimizar sintomas ou usar palavras vagas como “estou melhor”, o perito pode concluir que o trabalhador está apto a retornar, mesmo que a realidade seja diferente.

Palavras que fortalecem o pedido: incapacitante, progressiva e irreversível

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

Existem termos que, quando correspondem ao quadro real, reforçam o entendimento de que o segurado não pode exercer suas funções.

Entre eles estão:

Incapacitante: mostra que a dor ou limitação impede o desempenho das atividades laborais, não sendo apenas desconforto.

Progressiva: indica que a condição tende a piorar com o tempo, mesmo sob tratamento adequado.

Irreversível: demonstra que a sequela ou doença não tem cura ou recuperação total, exigindo atenção permanente.

A Ribeiro Torbes Advocacia recomenda que esses termos estejam tanto no relato oral durante a perícia quanto registrados em documentos médicos, para dar mais peso à análise.

Frases que atrapalham e podem gerar negativa

Da mesma forma que certas palavras ajudam, outras derrubam a chance de aprovação. Expressões como “estou melhor”, “consigo trabalhar” ou “às vezes melhora” podem ser interpretadas como sinal de capacidade.

Também é arriscado dizer “não sinto mais dor” ou “posso tentar”, porque transmitem a ideia de que não há impedimento efetivo.

Segundo a Ribeiro Torbes Advocacia, a recomendação é sempre explicar a realidade com clareza, enfatizando que, mesmo com melhora parcial ou medicação, as limitações permanecem e comprometem a atividade profissional.

Documentos que convencem o perito

Além do discurso adequado, laudos bem elaborados, exames atualizados e histórico de tratamentos fazem diferença.

Relatórios de fisioterapia, receitas médicas datadas e encaminhamentos reforçam a consistência do pedido.

A Ribeiro Torbes Advocacia destaca que o ideal é apresentar documentos em sequência, mostrando a evolução da doença ao longo do tempo.

Isso prova que a condição não é pontual e que houve busca constante por tratamento, aumentando a credibilidade do pedido.

Onde buscar orientação e evitar erros

O segurado pode se preparar melhor com apoio especializado. Escritórios como a Ribeiro Torbes Advocacia têm experiência em orientar sobre a forma correta de relatar limitações e organizar documentação.

Isso reduz o risco de contradições durante a perícia e fortalece a solicitação.

Vale a pena buscar informação antes de comparecer ao INSS, porque uma explicação mal feita pode custar meses de espera e até a perda definitiva do benefício.

O fato é claro: o INSS não decide só pelo laudo. O que o segurado fala e comprova em documentos é tão importante quanto o diagnóstico médico.

Saber usar termos corretos, evitar frases que confundem e apresentar provas organizadas pode ser a diferença entre sair com o benefício aprovado ou de mãos vazias.

E você, já passou por uma perícia em que o resultado não refletiu sua condição real? Acha que o INSS valoriza de forma justa a palavra do segurado ou ainda dá peso excessivo a detalhes formais?

Compartilhe sua experiência nos comentários sua vivência pode ajudar outras pessoas que enfrentam o mesmo desafio.

Inscreva-se
Notificar de
guest
3 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Alexandre Pereira
Alexandre Pereira
21/09/2025 22:49

Eles geralmente não estão como antes eles trabalham sem interesse….parece que está lá para negar…não são justos…

Alvaro
Alvaro
19/09/2025 03:56

Estou no INSS desde 2023 , pois tenho gonartrose 2 joelhos , tenho 64 anos e sou professor de educação física.
Já passei por uma perícia que fui reprovado por que falei q não conseguia dobrar o joelho esquerdo pois esse movimento me causa muitas dores. E o perito nem quiz verificar o joelho direito e já foi falando qcse eu não conseguia dobrar o joelho ele não poderia me avaliar. Mesmo explicando q sinto muitas dores e tinha o outro joelho para para

Marcos Antonio Da Cruz
Marcos Antonio Da Cruz
18/09/2025 13:33

Oiii boa tarde eu tive 2 enfarto com colocação de 2 stert há 7 anos e qnd foi agora dia 14 de agosto eu tive outro enfarto e foi colocado ms outro stert,e minha doença é irreversível cm fração de ejeção de 28% isso seguinifica qui meu coração ❤️ só bombeia 28% de sangue para o corpo tenho laude médico qui comprova minha doença e já venho lutando 7 anos pra mim aposentar tenho uma perícia agora dia 6 outubro e vou ver o qui o perito mim fala,e conferir o resultado da perícia a noite tenho 6 meses sem receber nada tô até passando dificuldades

Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
Ir para o vídeo em destaque
3
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x