Com o segundo navio de combate já em produção, Singapura reforça seu compromisso com a construção naval.
A Marinha da República de Singapura avança em seu programa de modernização com o início da construção do segundo Navio de Combate Multifuncional (MRCV), no Estaleiro Benoi, reforçando sua estratégia de operar uma frota altamente tecnológica, com tripulação reduzida e foco em sistemas autônomos.
A expectativa é que os MRCVs comecem a ser entregues a partir de 2028, substituindo as corvetas da classe Victory atualmente em operação.
Estaleiro Benoi acelera produção e cumpre cronograma naval
O anúncio do início da construção foi feito pela própria empresa responsável, por meio de uma publicação no LinkedIn:
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A China está projetando um navio porta-contêineres com reator nuclear de tório que vai funcionar por 40 anos sem reabastecer, e o gigante de 25.000 contêineres do Jiangnan Shipyard vai cruzar oceanos sem emitir carbono numa indústria que queima 300 milhões de toneladas de combustível por ano
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Um barco inteiro saiu da impressora 3D sem molde e sem emenda: robô gigante da CEAD cria cascos de até 12 metros em peça única, troca meses de estaleiro por código e coloca a construção naval diante de uma virada que parece ficção científica
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O “navio-doca” que afunda de propósito para engolir superiates como brinquedos: Yacht Servant tem 214 metros, 46 metros de boca, 6.380 m² de convés e usa operação float-on/float-off para transformar luxo marítimo em estacionamento semissubmersível
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O submarino francês de titânio que desce onde a luz desaparece: Nautile leva três pessoas a 6.000 metros de profundidade, alcança 97% do fundo dos oceanos e já investigou o Titanic, vulcões submarinos e regiões que permanecem inacessíveis para a maioria das embarcações do planeta
“O aço foi cortado para o segundo Navio de Combate Multifuncional (MRCV) em nosso Estaleiro Benoi na semana passada, marcando mais um marco importante para a frota de próxima geração da Marinha da República de Singapura!”
O cronograma está sendo cumprido com precisão, demonstrando a eficiência do construtor naval de Singapura. O primeiro navio teve sua quilha batida sete meses após o início da construção, em março de 2024.
Marinha da República de Singapura investe em navios com tecnologia de ponta
A série de seis MRCVs foi encomendada pelo Ministério da Defesa de Singapura (MINDEF) à ST Engineering, com o projeto básico desenvolvido em parceria com a sueca Saab e a dinamarquesa Odense Maritime Technology (OMT).
Com deslocamento estimado em 8.000 toneladas e uma tripulação enxuta de aproximadamente 80 marinheiros, os navios de combate representam uma virada estratégica para a Marinha da República de Singapura.
Além disso, as embarcações se destacarão por seu papel como “navios-mãe” para drones e sistemas não tripulados, aptos a executar múltiplas missões — de patrulha marítima e vigilância a operações táticas em tempo de conflito.
Sistemas embarcados de última geração nos novos MRCVs
Apesar do sigilo sobre especificações completas, informações obtidas durante a feira IMDEX revelam que os navios de combate serão equipados com:
- Radar multifuncional SeaFire (Thales)
- Canhão naval Leonardo 76mm STRALES
- Mísseis antiaéreos VL MICA NG e Aster B1 NT (MBDA)
- Sistema eletro-óptico/IR PASEO XLR (Safran)
- Sistema de contramedidas NGDS (Safran)
- Mísseis antinavio Blue Spear (ST Engineering/IAI)
Inovação tecnológica transforma o estaleiro e a Marinha
Além dos avanços nos navios, o Estaleiro Benoi tem sido modernizado com tecnologias como inteligência artificial, automação, conectividade digital 5G e ferramentas de fabricação inteligentes, conforme detalhado pela empresa:
“Apoiaremos a construção dos MRCVs de forma mais produtiva por meio do uso de automação, IA, infraestrutura digital 5G e tecnologias não tripuladas em nosso estaleiro inteligente Gul Yard.”
MRCVs marca uma nova era para a defesa marítima de Singapura

O programa de construção dos MRCVs visa não apenas substituir embarcações antigas, mas também adaptar a Marinha da República de Singapura às novas realidades operacionais: menor disponibilidade de recursos humanos, aumento das ameaças assimétricas e a crescente demanda por respostas rápidas a incidentes regionais.
Fonte: Defesa Aérea & Naval

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