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Ingressos da Copa do Mundo despencam antes da estreia, viram dor de cabeça para a Fifa e levantam a pergunta que ninguém queria fazer: vai sobrar cadeira vazia?

Escrito por Viviane Alves
Publicado em 06/06/2026 às 09:30
Atualizado em 06/06/2026 às 09:32
Fachada de estádio moderno com painel azul da Copa do Mundo de 2026, estrutura metálica e vegetação ao redor.
Imagem ilustrativa mostra estádio com identidade visual da Copa do Mundo de 2026, em meio às dúvidas sobre ingressos, revenda e possível sobra de assentos.
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Preços em queda, revenda agitada e investigação nos Estados Unidos colocam a Fifa sob pressão antes da maior Copa da história.

A Copa do Mundo de 2026 ainda nem começou, porém os ingressos já viraram um dos assuntos mais delicados do torneio.

Segundo a BBC Sport, entradas para partidas de menor apelo aparecem com preços bem abaixo do valor original. Milhares de bilhetes também seguem disponíveis em plataformas oficiais e secundárias.

A situação chama atenção porque Gianni Infantino, presidente da Fifa, afirmou em fevereiro que todos os jogos estavam esgotados. O cenário atual, porém, mostra disponibilidade instável e preços em queda.

Agora, a principal dúvida envolve a possibilidade de arquibancadas vazias na maior Copa já organizada pela entidade.

Investigação nos Estados Unidos pressiona venda de ingressos

Na semana anterior à estreia, procuradores-gerais de Nova York e Nova Jersey abriram uma investigação sobre as práticas da Fifa.

Eles cobram explicações sobre possível inflação artificial de preços e eventuais prejuízos aos torcedores durante o processo de compra.

Alguns fãs relataram ter pago por uma categoria e recebido assentos inferiores, mais distantes do campo.

Outros torcedores venceram sorteios sem conhecer previamente a tabela de preços. Dessa forma, muitos só descobriram os valores quando precisaram finalizar a compra.

Segundo o texto original, a Fifa adotou precificação variável, alterou mapas dos estádios e criou categorias mais caras perto do gramado.

Esses lugares custavam cerca de 50% a mais do que assentos posicionados logo atrás.

Disponibilidade muda e aumenta suspeita sobre revenda

De acordo com o TicketData, havia cerca de 74 mil ingressos disponíveis para 86 dos 104 jogos no sábado.

Poucas horas depois, esse número caiu para aproximadamente 32 mil. Já na terça-feira, 2 de junho, chegou a 22 mil bilhetes em 66 partidas.

Logo após essa queda no site da Fifa, a oferta no SeatGeek pareceu crescer de forma relevante.

Não eram apenas assentos isolados. Pelo contrário, apareciam lotes em fileiras inteiras de setores específicos.

O SeatGeek negou parceria ou acordo de distribuição com a Fifa. O StubHub North America, ligado à Viagogo, também afirmou não ter relação com a entidade.

Ainda assim, a movimentação alimentou especulações sobre uma tentativa indireta de reduzir estoques sem baixar oficialmente os preços.

Tela de plataforma de ingressos com mapa de setores de estádio, assentos disponíveis destacados em verde e preços variados para partidas da Copa do Mundo de 2026.
Mapa digital de assentos mostra diferentes faixas de preços para ingressos da Copa do Mundo de 2026, refletindo a variação de valores observada nas plataformas de venda e revenda.

Jogos menos atrativos mostram queda mais forte

O maior desafio aparece em partidas com seleções de menor apelo, como Bósnia-Herzegovina x Catar, Cabo Verde x Arábia Saudita e República Democrática do Congo x Uzbequistão.

O jogo Jordânia x Argélia, em Santa Clara, registrou uma das maiores quedas citadas pela BBC Sport.

Dois ingressos no bloco 121, originalmente vendidos por US$ 620, apareciam na revenda oficial da Fifa com desconto de 64%.

Já para República Tcheca x África do Sul, assentos comparáveis também surgiam abaixo do valor nominal em plataformas como SeatGeek e StubHub.

Portanto, os números indicam que parte dos torcedores não aceitou os preços altos definidos para jogos de menor demanda.


Fifa tenta evitar repetição de arquibancadas vazias

A comparação com o Mundial de Clubes também pesa sobre a discussão.

Na edição anterior, ingressos para uma partida entre Chelsea e Palmeiras chegaram a cair para cerca de R$ 56, segundo o texto usado como base.

Agora, a Fifa enfrenta o risco de ver parte dos estádios com assentos vazios, mesmo após prometer jogos esgotados.

Cada cadeira vazia representa impacto financeiro e desgaste de imagem para a entidade.

A Fifa foi procurada pela BBC Sport, porém não respondeu aos questionamentos citados na reportagem.

Enquanto isso, a queda de preços, a revenda agitada e a falta de clareza mantêm uma pergunta no ar: a maior Copa do Mundo da história conseguirá realmente lotar todos os estádios?

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Viviane Alves

Redatora com foco na produção de conteúdos estratégicos voltados para macro e microeconomia, geopolítica, mercado energético, setor automotivo e comércio global.

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