Preços em queda, revenda agitada e investigação nos Estados Unidos colocam a Fifa sob pressão antes da maior Copa da história.
Segundo a BBC Sport, entradas para partidas de menor apelo aparecem com preços bem abaixo do valor original. Milhares de bilhetes também seguem disponíveis em plataformas oficiais e secundárias.
A situação chama atenção porque Gianni Infantino, presidente da Fifa, afirmou em fevereiro que todos os jogos estavam esgotados. O cenário atual, porém, mostra disponibilidade instável e preços em queda.
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Agora, a principal dúvida envolve a possibilidade de arquibancadas vazias na maior Copa já organizada pela entidade.
Investigação nos Estados Unidos pressiona venda de ingressos
Na semana anterior à estreia, procuradores-gerais de Nova York e Nova Jersey abriram uma investigação sobre as práticas da Fifa.
Eles cobram explicações sobre possível inflação artificial de preços e eventuais prejuízos aos torcedores durante o processo de compra.
Alguns fãs relataram ter pago por uma categoria e recebido assentos inferiores, mais distantes do campo.
Outros torcedores venceram sorteios sem conhecer previamente a tabela de preços. Dessa forma, muitos só descobriram os valores quando precisaram finalizar a compra.
Segundo o texto original, a Fifa adotou precificação variável, alterou mapas dos estádios e criou categorias mais caras perto do gramado.
Esses lugares custavam cerca de 50% a mais do que assentos posicionados logo atrás.
Disponibilidade muda e aumenta suspeita sobre revenda
De acordo com o TicketData, havia cerca de 74 mil ingressos disponíveis para 86 dos 104 jogos no sábado.
Poucas horas depois, esse número caiu para aproximadamente 32 mil. Já na terça-feira, 2 de junho, chegou a 22 mil bilhetes em 66 partidas.
Logo após essa queda no site da Fifa, a oferta no SeatGeek pareceu crescer de forma relevante.
Não eram apenas assentos isolados. Pelo contrário, apareciam lotes em fileiras inteiras de setores específicos.
O SeatGeek negou parceria ou acordo de distribuição com a Fifa. O StubHub North America, ligado à Viagogo, também afirmou não ter relação com a entidade.
Ainda assim, a movimentação alimentou especulações sobre uma tentativa indireta de reduzir estoques sem baixar oficialmente os preços.

Jogos menos atrativos mostram queda mais forte
O maior desafio aparece em partidas com seleções de menor apelo, como Bósnia-Herzegovina x Catar, Cabo Verde x Arábia Saudita e República Democrática do Congo x Uzbequistão.
O jogo Jordânia x Argélia, em Santa Clara, registrou uma das maiores quedas citadas pela BBC Sport.
Dois ingressos no bloco 121, originalmente vendidos por US$ 620, apareciam na revenda oficial da Fifa com desconto de 64%.
Já para República Tcheca x África do Sul, assentos comparáveis também surgiam abaixo do valor nominal em plataformas como SeatGeek e StubHub.
Portanto, os números indicam que parte dos torcedores não aceitou os preços altos definidos para jogos de menor demanda.
Fifa tenta evitar repetição de arquibancadas vazias
A comparação com o Mundial de Clubes também pesa sobre a discussão.
Na edição anterior, ingressos para uma partida entre Chelsea e Palmeiras chegaram a cair para cerca de R$ 56, segundo o texto usado como base.
Agora, a Fifa enfrenta o risco de ver parte dos estádios com assentos vazios, mesmo após prometer jogos esgotados.
Cada cadeira vazia representa impacto financeiro e desgaste de imagem para a entidade.
A Fifa foi procurada pela BBC Sport, porém não respondeu aos questionamentos citados na reportagem.
Enquanto isso, a queda de preços, a revenda agitada e a falta de clareza mantêm uma pergunta no ar: a maior Copa do Mundo da história conseguirá realmente lotar todos os estádios?
