Pesquisa conduzida por cientistas da UCLA resgata um princípio físico descrito em 1821 para demonstrar a geração de eletricidade a partir do resfriamento radiativo noturno, ampliando as possibilidades da energia solar além da dependência exclusiva da luz direta do Sol
O ano de 2025 registrou aumento significativo da capacidade renovável instalada global, com destaque para a energia solar, impulsionada por projetos inovadores como a “eletricidade fotovoltaica escura” desenvolvida pela UCLA, que retoma um conceito científico de 1821 e demonstra geração elétrica noturna com baixo custo.
Crescimento da capacidade renovável e protagonismo da energia solar
Em 2025, a capacidade renovável instalada global avançou de forma expressiva em relação a 2024, com a energia solar atingindo novos patamares. Esse crescimento foi associado a projetos solares inovadores que ampliam as possibilidades de geração além dos limites tradicionais da tecnologia fotovoltaica.
Entre esses projetos, destaca-se a criação da chamada “energia fotovoltaica escura” por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles. A proposta explora um fenômeno natural raro e aponta caminhos para ampliar a geração elétrica em períodos sem incidência direta de luz solar.
-
Fábrica gigante da Tesla, de Elon Musk, no Texas, tem 929 mil metros quadrados, é visível do espaço, é tão grande que os funcionários se deslocam sobre rodas, e Musk quer gastar US$ 25 bilhões em uma fábrica de chips com SpaceX e xAI no mesmo terreno até 2027
-
Idealizada pelo curitibano Marcelo Loureiro, uma telecirurgia robótica entre o Brasil e o Kuwait operou um paciente de hérnia inguinal a 12 mil km e entrou para o Guinness como recorde mundial de distância
-
Cavando para as obras da COP30 em Belém, operários acharam um navio do século XIX, de ferro e cerca de 20 metros, soterrado, ao lado de galerias e cerâmica indígena entre os achados arqueológicos
-
Robôs chineses treinaram duas semanas para remar em um barco dragão no Festival de Sichuan, na China, assumiram o controle total quando os humanos pararam de remar, ainda fizeram bolinhos de arroz em um dos testes mais inusitados já realizados com humanoides
A iniciativa surge em um contexto de expansão acelerada da energia solar, no qual soluções capazes de operar à noite ou em condições adversas ganham relevância técnica e estratégica para o setor energético global.
Origem histórica do conceito e resgate de ideia de 1821
A base conceitual da energia fotovoltaica escura remonta a 1821, quando Thomas Seebeck desenvolveu um dispositivo pioneiro conhecido como termopar. Na época, o equipamento foi um grande empecilho tecnológico, mas estabeleceu o princípio hoje chamado de Efeito Seebeck.
O Efeito Seebeck ocorre quando dois tipos diferentes de fios metálicos são unidos em suas extremidades e submetidos a temperaturas distintas. Essa diferença térmica gera uma tensão elétrica, que pode ser convertida em uma leitura de temperatura por meio de dados de calibração.
Pesquisadores da UCLA e da Universidade de Stanford se inspiraram nesse princípio para criar um novo tipo de geração elétrica, adaptando o conceito histórico a um fenômeno natural observado em ambientes abertos durante a noite.
Desenvolvimento científico e equipe responsável pelo estudo
O projeto foi liderado por Aaswath Raman, professor assistente de ciência dos materiais e engenharia da UCLA. O estudo foi publicado em 2019 na revista científica Joule, reunindo pesquisadores de duas instituições acadêmicas.
Além de Raman, o trabalho contou com a participação de Wei Li, estudante de pós-doutorado da Universidade de Stanford, e Shanhui Fan, professor de engenharia elétrica. A equipe combinou conhecimentos de materiais, engenharia elétrica e física térmica.
Os pesquisadores buscaram demonstrar, em escala experimental, que a conversão de calor irradiado para o céu noturno poderia resultar em geração elétrica mensurável, mesmo na ausência de luz solar direta.
Funcionamento do dispositivo e resultados do protótipo
O dispositivo desenvolvido pela equipe consiste em um disco de alumínio pintado de preto em um dos lados, posicionado com a face escura voltada para o céu. Esse disco irradia calor do ar circundante por meio do fenômeno conhecido como resfriamento radiativo do céu.
A diferença de temperatura gerada é então captada por um gerador termoelétrico, que converte o gradiente térmico em eletricidade. Segundo os resultados obtidos, o protótipo foi capaz de produzir até 25 miliwatts por metro quadrado.
Essa quantidade de energia é suficiente para alimentar uma lâmpada LED, demonstrando a viabilidade técnica do conceito. O custo do protótipo foi inferior a US$ 30, tornando o experimento economicamente acessível para testes iniciais.
Potencial de aplicação e perspectivas de aprimoramento
De acordo com Raman, o dispositivo pode ser usado para produzir eletricidade tanto durante o dia quanto à noite, especialmente quando integrado a instalações solares já existentes. Essa característica amplia o aproveitamento contínuo da infraestrutura fotovoltaica.
A Agência Internacional de Energia estima que mais de 1 bilhão de pessoas no mundo não têm acesso confiável à eletricidade. Nesse contexto, a tecnologia pode representar um trampolim para populações que vivem ou trabalham em áreas extremamente remotas.
Raman também afirmou que a produção da tecnologia poderia ser aprimorada em até 20 vezes em relação ao protótipo atual, caso sejam utilizados componentes avançados. A eficiência tende a ser maior em climas secos e quentes, com altos níveis de resfriamento radiativo do céu.
Implicações para a energia limpa e etapas futuras
A pesquisa demonstra que a produção de energia limpa pode se tornar comercialmente viável mesmo durante as horas escuras. Esse resultado amplia o escopo das tecnologias renováveis disponíveis para diversificar a matriz energética global.
À medida que a equipe avança para novas fases de investigação e desenvolvimento, o foco permanece na validação técnica e na otimização do desempenho do dispositivo. Esses passos são considerados essenciais antes de qualquer aplicação em maior escala.
Outros avanços mencionados no campo da energia solar incluem painéis inovadores, como os Apollo Panda, que envolvem objetos diversos. Esses exemplos ilustram como a pesquisa contínua segue ampliando os limites da geração fotovoltaica, mesmo que alguns desafios ainda persitam.

Sun-Up Energia Fotovoltaica Ltda.
Ribeiro Neto.
Essa é a verdadeira explosão científica do setor da Energia Solar,
Com Geração no escuro, sem a incidência de raios solares.
A verdadeira MARAVILHA PARA O SETOR ENERGÉTICO DA ENERGIA LIMPA.