Avaliamos o Honda HR-V 2026 na versão turbo (Turing/Story); SUV acelera forte e tem espaço de gente grande, mas o custo de R$ 209.900 levanta dúvidas sobre seu custo-benefício.
O Honda HR-V 2026 chegou ao mercado na sua versão topo de linha, a Story (também chamada de Turing), trazendo o aguardado motor 1.5 turbo. Segundo uma avaliação detalhada do portal Carro Chefe, o SUV agrada em cheio quem busca performance e um rodar esportivo. No entanto, o facelift de 2026 trouxe consigo uma atualização que ninguém comemorou: um aumento de preço significativo.
Custando R$ 209.900, o Honda HR-V 2026 entra em uma faixa de preço perigosa. O modelo é elogiado pela dirigibilidade e pelo espaço interno, mas a Carro Chefe aponta que, por esse valor, ele deixa de fora equipamentos essenciais que concorrentes, especialmente os chineses, já oferecem. A grande questão é: o motor turbo justifica o valor de quase R$ 210 mil?
O coração turbo de 177 cv
O grande trunfo do Honda HR-V 2026 é o motor 1.5 turbo com injeção direta, o mesmo conjunto que equipava o Civic Turbo. Ele entrega 177 cavalos de potência e 24,5 kgf/m de torque (em ambos os combustíveis), com o torque máximo aparecendo cedo, a apenas 1.700 rpm. A Carro Chefe destaca que o motor usa corrente de comando, eliminando a necessidade da correia dentada.
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Esse conjunto, aliado ao câmbio CVT que simula sete velocidades, entrega um desempenho que o Carro Chefe considera “bem esperto”. Embora a Honda não divulgue oficialmente, os testes da fonte registraram um 0 a 100 km/h em 7,7 segundos no etanol (e 8,5 segundos na gasolina). Na chuva, o teste marcou 8,2 segundos. O carro, pesando 1.410 kg, tem uma boa relação peso-potência de 7,9 kg/cv.
Espaço interno gigante, porta-malas nem tanto
Se o motor é o ponto forte na dinâmica, o espaço interno é o destaque na praticidade. A Carro Chefe mediu o espaço do banco traseiro e confirmou: é “um belíssimo espaço”, com o avaliador de 1,83 m sentando confortavelmente. O túnel central é baixo e há saídas de ar-condicionado e duas portas USB para quem vai atrás.
O segredo desse espaço é o sistema Magic Seat, que permite levantar o assento traseiro para carregar objetos altos (como um vaso de planta, exemplifica a fonte). No entanto, essa escolha de engenharia teve um custo: o porta-malas. Com apenas 354 litros, ele é considerado pequeno para a categoria de SUV, embora seja todo forrado e conte com abertura e fechamento elétrico da tampa.
O preço de R$ 210 mil e o que falta no pacote
O ponto mais criticado pela Carro Chefe é o preço: R$ 209.900. Por esse valor, a lista de ausências é notável. O Honda HR-V 2026 não oferece teto solar, câmera 360º (apenas traseira e a câmera de ponto cego no retrovisor direito, que o avaliador não gosta) e o banco do passageiro tem ajustes manuais.
A crítica se estende à falta de um alerta de ponto cego tradicional e ao painel de instrumentos, que é considerado simples demais, misturando um velocímetro analógico com uma tela digital limitada. Um ponto “horrendo” citado pela Carro Chefe é o cinto de segurança central traseiro, que sai do teto.
O SUV tem pontos positivos em tecnologia, como o ar-condicionado digital dual-zone com botões físicos (elogiado pela praticidade), carregador por indução e o piloto automático adaptativo (ACC) com função “para e anda”. Contudo, a Carro Chefe critica o assistente de direção, que só funciona acima de 65 km/h, o que “não faz sentido” para o uso urbano.
O veredito do Carro Chefe sobre o Honda HR-V 2026 é claro: é um carro com “belo desempenho” e dirigibilidade “gostosa”, que se destaca pelo excelente espaço interno. O casamento do motor 1.5 turbo com o câmbio CVT funciona muito bem, tornando o SUV ágil e prazeroso de guiar.
O problema, no entanto, é classificado pela Carro Chefe como “intragável”: o preço. A fonte classifica o valor de R$ 209.900 como “completamente fora” da realidade, afirmando que a Honda “perdeu a mão”. Apesar de dar uma nota final de 8,5, elogiando o carro, a recomendação da Carro Chefe é que o Honda HR-V 2026 é um “baita carro” para se procurar no mercado de usados (especialmente pré-facelift), mas que, pelo preço de zero km, é difícil de justificar.
Você acha que o desempenho do motor 1.5 turbo justifica pagar R$ 210 mil no Honda HR-V 2026? Ou, por esse preço, os concorrentes chineses elétricos levam vantagem? Deixe sua opinião nos comentários, queremos saber o que você acha dessa estratégia de preço.

