Após diagnóstico de câncer agressivo, tutor usa IA e cientistas australianos para desenvolver vacina personalizada de mRNA que reduz tumores da cadela Rosie
Paul Conyngham recorreu à vacina contra o câncer após descobrir, em 2024, que sua cachorra Rosie tinha um tumor agressivo. Com apoio de inteligência artificial e cientistas da Austrália, ele ajudou a criar uma vacina personalizada que reduziu grande parte dos tumores.
Diagnóstico e busca por alternativas
Rosie foi diagnosticada com câncer em 2024. Segundo o relato, os tratamentos convencionais não conseguiram impedir o avanço da doença, levando o tutor a procurar caminhos diferentes para tentar prolongar a vida do animal.
Sem formação médica, Conyngham utilizou sua experiência em engenharia elétrica e computação para investigar opções.
-
China não encontrou caminhão elétrico adequado para mineração, encomendou um do zero, lançou veículo de 140 toneladas com bateria de 770 kWh trocável em 4 minutos e já opera 290 unidades na maior mina de zinco de Xinjiang
-
Meta prepara o Arena, novo aplicativo de previsões que pode usar pontos, aproveitar 3,56 bilhões de usuários e entrar na disputa direta com Polymarket e Kalshi
-
Cientista desafia uma das teorias mais famosas sobre a evolução humana e afirma que o Homo sapiens não passou por uma revolução repentina, mas por milhares de anos de mudanças graduais
-
Aos 15 anos, uma americana construiu um gerador oceânico com cano de PVC e hélice de impressora 3D por R$ 61, ganhou um prêmio nacional, apresentou o projeto na Casa Branca e entrou na lista Forbes 30 Under 30
Ele recorreu ao ChatGPT, que sugeriu o uso de imunoterapia e indicou contato com o Centro Ramaciotti de Genômica da Universidade de New South Wales.
Uso de inteligência artificial no estudo do tumor
Após procurar a universidade, Conyngham convenceu pesqusiadores a colaborar no caso e financiou o sequenciamento genômico de Rosie.
Com o material analisado, iniciou o estudo do DNA do tumor com apoio de ferramentas de inteligência artificial.
Além do ChatGPT, ele utilizou o AlphaFold, sistema de inteligência artificial da DeepMind, ligado ao Google.
A plataforma ajudou a identificar proteínas mutadas que poderiam servir como alvo terapêutico para uma vacina contra o câncer.
Os dados revelaram uma imunoterapia considerada promissora. Porém, a empresa farmacêutica responsável não disponibilizou o medicamento identificado durante o processo de análise científica.
Desenvolvimento da vacina contra o câncer
Diante da impossibilidade de obter o tratameto sugerido, o diretor do RNA Institute da UNSW, Pall Thordarson, decidiu desenvolver uma solução alternativa com base nas informações reunidas por Conyngham.
Em menos de dois meses, foi criada uma vacina personalizada de mRNA voltada especificamente para os tumores da cadela. Segundo Thordarson, seria a primeira vacina contra o câncer feita sob medida para um cachorro.
Rosie recebeu a primeira dose em dezembro. Em fevereiro, foi aplicada uma injeção de reforço como parte da estratégia de imunoterapia experimental.
Resultados observados após o tratamento
Após o início da terapia, a maioria dos tumores apresentou redução significativa. Embora eles não tenham desaparecido completamente, o estado geral da cadela melhorou e ela voltou a demonstrar energia.
Thordarson afirmou que o caso sugere como a vacina contra o câncer pode evoluir com apoio da tecnologia. Ainda assim, ressaltou que alguns tumores não responderam ao tratamento.
Impacto e repercussão do caso
Conyngham relatou que, antes do tratamento, Rosie estava sem energia devido à carga imposta pelos tumores. Cerca de seis semanas depois da terapia, voltou a correr atrás de um coelho em um parque.
Para ele, mesmo sem representar uma cura definitiva, a vacina contra o câncer trouxe mais tempo e qualidade de vida para a cadela.
O caso ganhou repercussão na área de tecnologia por mostrar um uso prático da inteligência artificial no desenvolvimento de terapias altamente personalizadas.
Com informações de Época Negócios.
