Em Yakutia, na Sibéria, Samuil mora sozinho na floresta mais fria do planeta há duas décadas, a 30 km da aldeia mais próxima, em casa de toras com estopa e celofane, mantém fogão a lenha, rádio com baterias caseiras, água do gelo do lago e carne de armadilhas para lebres
Um homem vive sozinho na floresta mais fria do planeta há 20 anos, no interior gelado de Yakutia, na Sibéria, em um cenário onde a temperatura pode chegar a níveis extremos, perto de -70°C, e a sobrevivência depende de rotina física, repetitiva e sem margem para distração.
A casa de madeira, feita com toras da própria floresta, funciona como abrigo mínimo contra um frio descrito como dolorosamente cortante. Mesmo com eletricidade em alguns momentos, o aquecimento constante vira uma obrigação diária, enquanto ursos e lobos circulam por um ambiente que impõe cautela a cada decisão.
A rotina matinal na Sibéria começa no rádio e termina na lenha

Os dias começam cedo, com Samuil ligando o rádio para ouvir notícias.
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O detalhe central é a adaptação: o rádio é alimentado por baterias criadas por ele, uma solução prática para manter alguma conexão com o mundo enquanto permanece sozinho na floresta mais fria do planeta.
Logo depois, vem a tarefa que sustenta tudo: lenha suficiente para manter o fogão ativo. A coleta não é eventual.
Ele faz várias viagens diárias à floresta para abastecer a casa, porque a estrutura não retém bem o calor e o fogo não pode “descansar”.
A casa de toras, estopa e celofane que precisa de calor o tempo todo

Samuil construiu a casa usando toras locais. Para tentar segurar a temperatura interna, ele isolou com estopa, material feito de corda velha, comum em casas iacutas.
No lugar de janelas, usa celofane, que deixa claro o limite do improviso: não é um isolante eficaz.
O resultado é direto: a casa perde calor com facilidade.
Por isso, aquecer o interior é descrito como batalha contínua, com o fogão a lenha funcionando como o centro do dia, do almoço à noite.
O frio extremo molda o corpo, o ritmo e até o descanso

O clima exige respeito e cuidado.
O ar em temperatura tão baixa é descrito como cortante e muito frio.
A estratégia de sobrevivência passa por movimento constante: trabalho físico para manter o corpo aquecido.
Ele relata que precisa recolher lenha várias vezes ao dia e manter a casa aquecida sem parar, dia e noite.
Quando o cansaço vence e ele dorme além do previsto, acorda e percebe que o cabelo congelou, um sinal brutal do que acontece quando o fogo enfraquece.
A distância de 30 km e o desafio da comida sem caça direta
A logística de alimentação é limitada pela distância: ele vive a 30 km da aldeia mais próxima. Samuil afirma que não caça.
Sua única fonte de carne vem de armadilhas para lebres, um método que nem sempre garante resultado.
Quando os suprimentos acabam, surge a parte mais pesada do isolamento: uma caminhada de 5 horas até a vila, descrita como possível apenas nos meses mais quentes de primavera e verão.
O calendário do deslocamento não é escolha, é imposição do terreno e do frio, reforçando a realidade de estar sozinho na floresta mais fria do planeta.
Água do gelo do lago e a lógica de buscar o que é mais seguro
No fim da tarde, antes do pôr do sol, Samuil busca água no lago.
Ele usa gelo como principal fonte para beber e se lavar, porque considera mais limpo e seguro do que neve.
A justificativa apresentada é objetiva: o processo de congelamento purifica a água, eliminando impurezas que existiam antes de congelar.
Dentro dessa rotina, água não é detalhe, é manutenção de saúde, repetida dia após dia.
Chá de agulhas de pinheiro e folhas de álamo como resposta ao corpo
Quando sente frio, ele prepara chá com agulhas de pinheiro.
Outra opção citada é usar folhas de álamo recém-nascido, deixadas em água morna por cerca de 2 horas e depois bebidas, indicadas por ele como forma de reduzir febre ou tosse e se sentir melhor no dia seguinte.
É um repertório de sobrevivência baseado em recursos do entorno, praticado por alguém que afirma ter nascido em 1957 e já estar acostumado com a vida longe da aldeia, que ele descreve como entediante.
Jantar sem geladeira, pão iacuto e risco constante de ursos
Viver no lugar mais frio da Terra traz uma vantagem prática: dispensar geladeira. O ambiente funciona como congelador natural, permitindo armazenar alimentos ao ar livre.
A cautela, porém, muda de lugar: ele precisa esconder bem a comida por causa dos ursos.
No jantar, ele faz pão iacuto usando bicarbonato de sódio, água e farinha.
Ele descreve a receita como simples e rápida, mas ressalta que consome muita farinha, então não é algo que faça sempre, tratando como uma espécie de guloseima.
Por que ele escolheu ficar e o que mantém a rotina em pé
Samuil diz que gosta de viver na floresta e não quer sair.
Ele reconhece o perigo de morar sozinho ali e relata ver ursos com frequência quando o tempo esquenta e as frutas vermelhas começam a crescer, mas afirma que eles não o incomodam, como se tivessem comida suficiente.
Ele também menciona que parte da decisão de viver sozinho na floresta mais fria do planeta se relaciona a perdas familiares na juventude, mas a rotina diária mostra o que realmente sustenta a permanência: rádio, lenha, água, comida e uma disciplina que não admite falhas.
Se você tivesse que escolher, o que seria mais difícil nessa vida: a caminhada de 5 horas até a vila, manter o fogão a lenha ativo dia e noite, ou lidar com ursos perto do estoque de comida?


You need food to gain energy to walk 5 hours to the village so I would make sure my stomach is full with the meat from the hare then I would make sure there was enough wood cut to light a fire once I returned from the village with enough food to store away from bears and wolves so I don’t think it would be the hardest thing in life but just pure common sense!! If you live that life!!
He is mentally aligned with the environment so this environment is the part of his life.
There’s Always alternatives than to suffer unnecessary.It is not worth it.