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Homem vive sozinho na floresta mais fria do planeta na Sibéria há 20 anos, enfrenta -70°C, coleta lenha, usa rádio com baterias próprias e convive com ursos e lobos diariamente

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 29/01/2026 às 17:04
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Homem vive sozinho na floresta mais fria do planeta, na Sibéria, em Yakutia, com rotina diária baseada em fogão a lenha e sobrevivência extrema.
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Em Yakutia, na Sibéria, Samuil mora sozinho na floresta mais fria do planeta há duas décadas, a 30 km da aldeia mais próxima, em casa de toras com estopa e celofane, mantém fogão a lenha, rádio com baterias caseiras, água do gelo do lago e carne de armadilhas para lebres

Um homem vive sozinho na floresta mais fria do planeta há 20 anos, no interior gelado de Yakutia, na Sibéria, em um cenário onde a temperatura pode chegar a níveis extremos, perto de -70°C, e a sobrevivência depende de rotina física, repetitiva e sem margem para distração.

A casa de madeira, feita com toras da própria floresta, funciona como abrigo mínimo contra um frio descrito como dolorosamente cortante. Mesmo com eletricidade em alguns momentos, o aquecimento constante vira uma obrigação diária, enquanto ursos e lobos circulam por um ambiente que impõe cautela a cada decisão.

A rotina matinal na Sibéria começa no rádio e termina na lenha

Homem vive sozinho na floresta mais fria do planeta, na Sibéria, em Yakutia, com rotina diária baseada em fogão a lenha e sobrevivência extrema.

Os dias começam cedo, com Samuil ligando o rádio para ouvir notícias.

O detalhe central é a adaptação: o rádio é alimentado por baterias criadas por ele, uma solução prática para manter alguma conexão com o mundo enquanto permanece sozinho na floresta mais fria do planeta.

Logo depois, vem a tarefa que sustenta tudo: lenha suficiente para manter o fogão ativo. A coleta não é eventual.

Ele faz várias viagens diárias à floresta para abastecer a casa, porque a estrutura não retém bem o calor e o fogo não pode “descansar”.

A casa de toras, estopa e celofane que precisa de calor o tempo todo

Homem vive sozinho na floresta mais fria do planeta, na Sibéria, em Yakutia, com rotina diária baseada em fogão a lenha e sobrevivência extrema.

Samuil construiu a casa usando toras locais. Para tentar segurar a temperatura interna, ele isolou com estopa, material feito de corda velha, comum em casas iacutas.

No lugar de janelas, usa celofane, que deixa claro o limite do improviso: não é um isolante eficaz.

O resultado é direto: a casa perde calor com facilidade.

Por isso, aquecer o interior é descrito como batalha contínua, com o fogão a lenha funcionando como o centro do dia, do almoço à noite.

O frio extremo molda o corpo, o ritmo e até o descanso

Homem vive sozinho na floresta mais fria do planeta, na Sibéria, em Yakutia, com rotina diária baseada em fogão a lenha e sobrevivência extrema.

O clima exige respeito e cuidado.

O ar em temperatura tão baixa é descrito como cortante e muito frio.

A estratégia de sobrevivência passa por movimento constante: trabalho físico para manter o corpo aquecido.

Ele relata que precisa recolher lenha várias vezes ao dia e manter a casa aquecida sem parar, dia e noite.

Quando o cansaço vence e ele dorme além do previsto, acorda e percebe que o cabelo congelou, um sinal brutal do que acontece quando o fogo enfraquece.

A distância de 30 km e o desafio da comida sem caça direta

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A logística de alimentação é limitada pela distância: ele vive a 30 km da aldeia mais próxima. Samuil afirma que não caça.

Sua única fonte de carne vem de armadilhas para lebres, um método que nem sempre garante resultado.

Quando os suprimentos acabam, surge a parte mais pesada do isolamento: uma caminhada de 5 horas até a vila, descrita como possível apenas nos meses mais quentes de primavera e verão.

O calendário do deslocamento não é escolha, é imposição do terreno e do frio, reforçando a realidade de estar sozinho na floresta mais fria do planeta.

Água do gelo do lago e a lógica de buscar o que é mais seguro

No fim da tarde, antes do pôr do sol, Samuil busca água no lago.

Ele usa gelo como principal fonte para beber e se lavar, porque considera mais limpo e seguro do que neve.

A justificativa apresentada é objetiva: o processo de congelamento purifica a água, eliminando impurezas que existiam antes de congelar.

Dentro dessa rotina, água não é detalhe, é manutenção de saúde, repetida dia após dia.

Chá de agulhas de pinheiro e folhas de álamo como resposta ao corpo

Quando sente frio, ele prepara chá com agulhas de pinheiro.

Outra opção citada é usar folhas de álamo recém-nascido, deixadas em água morna por cerca de 2 horas e depois bebidas, indicadas por ele como forma de reduzir febre ou tosse e se sentir melhor no dia seguinte.

É um repertório de sobrevivência baseado em recursos do entorno, praticado por alguém que afirma ter nascido em 1957 e já estar acostumado com a vida longe da aldeia, que ele descreve como entediante.

Jantar sem geladeira, pão iacuto e risco constante de ursos

Viver no lugar mais frio da Terra traz uma vantagem prática: dispensar geladeira. O ambiente funciona como congelador natural, permitindo armazenar alimentos ao ar livre.

A cautela, porém, muda de lugar: ele precisa esconder bem a comida por causa dos ursos.

No jantar, ele faz pão iacuto usando bicarbonato de sódio, água e farinha.

Ele descreve a receita como simples e rápida, mas ressalta que consome muita farinha, então não é algo que faça sempre, tratando como uma espécie de guloseima.

Por que ele escolheu ficar e o que mantém a rotina em pé

Samuil diz que gosta de viver na floresta e não quer sair.

Ele reconhece o perigo de morar sozinho ali e relata ver ursos com frequência quando o tempo esquenta e as frutas vermelhas começam a crescer, mas afirma que eles não o incomodam, como se tivessem comida suficiente.

Ele também menciona que parte da decisão de viver sozinho na floresta mais fria do planeta se relaciona a perdas familiares na juventude, mas a rotina diária mostra o que realmente sustenta a permanência: rádio, lenha, água, comida e uma disciplina que não admite falhas.

Se você tivesse que escolher, o que seria mais difícil nessa vida: a caminhada de 5 horas até a vila, manter o fogão a lenha ativo dia e noite, ou lidar com ursos perto do estoque de comida?

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Luc
Luc
01/02/2026 20:12

You need food to gain energy to walk 5 hours to the village so I would make sure my stomach is full with the meat from the hare then I would make sure there was enough wood cut to light a fire once I returned from the village with enough food to store away from bears and wolves so I don’t think it would be the hardest thing in life but just pure common sense!! If you live that life!!

Muhammad Ashfaq
Muhammad Ashfaq
01/02/2026 15:38

He is mentally aligned with the environment so this environment is the part of his life.

Themba
Themba
01/02/2026 15:18

There’s Always alternatives than to suffer unnecessary.It is not worth it.

Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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