Achado ocorreu em 2019 durante obra residencial em Ellerby, no leste da Inglaterra, revelou 264 moedas de ouro dos séculos XVII e XVIII e resultou em leilão internacional com forte disputa entre colecionadores.
Um homem encontrou 264 moedas de ouro escondidas sob o piso da cozinha durante uma reforma residencial em Ellerby, East Yorkshire, em 2019, e a descoberta resultou em venda de € 750.000 em leilão, destacando relevância histórica e valor numismático raro.
A descoberta ocorreu quando o proprietário removeu o piso antigo e o concreto para trocar encanamentos, localizando um vaso de cerâmica do século XVIII enterrado, que continha moedas de ouro preservadas por séculos, segundo a BBC.
As moedas estavam cunhadas entre 1610 e 1727 e abrangiam diferentes períodos da monarquia britânica, incluindo os reinados de Jaime I, Carlos I, Carlos II, Jaime II, Guilherme III, Ana e Jorge I.
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Além das moedas britânicas, o conjunto incluía uma moeda portuguesa do reinado de João V, ampliando o interesse internacional e indicando conexões comerciais mais amplas no contexto histórico da coleção encontrada.
Coleção permaneceu oculta por mais de dois séculos
A origem do tesouro foi associada à família Fernley-Maister, uma influente dinastia de comerciantes de Hull, conhecida por sua atuação no comércio do Mar Báltico durante os séculos XVII e XVIII.
Embora o achado tenha ocorrido em 2019, a coleção só foi apresentada publicamente em 2022, quando foi levada a leilão pela casa Spink & Son, em Londres, especializada em numismática histórica.
As estimativas iniciais de venda variavam entre £ 200.000 e £ 250.000, porém o interesse gerado elevou o valor final para £ 754.000, superando significativamente as projeções iniciais divulgadas pela organização.
Leilão atrai compradores de quatro continentes
A coleção foi adquirida por compradores privados da Europa, Américas, Ásia e Oceania, refletindo a dimensão global do interesse pelas moedas e a raridade do conjunto colocado à venda.
Uma das peças de maior destaque foi uma moeda de 1720 com defeito de cunhagem, que individualmente alcançou mais de £ 62.000, tornando-se um dos lotes mais disputados do evento.
O leiloeiro Gregory Edmund afirmou que a coleção representava “120 anos de história inglesa condensados em um recipiente do tamanho de uma lata de refrigerante”, destacando a singularidade do achado.
Edmund relatou que a descoberta teve início com a identificação de uma pequena lasca de ouro no solo, o que levou à retirada do recipiente e à revelação de uma das maiores concentrações de ouro britânico do século XVIII.
Identidade dos proprietários permanece desconhecida
O leilão contou com intensa competição entre participantes presenciais, compradores online e lances por telefone, elevando gradualmente os valores ao longo do pregão, conforme descrito pela Spink & Son.
A identidade dos atuais proprietários do imóvel permanece anônima, sendo conhecido apenas que se trata de um casal que realizava uma reforma comum, sem qualquer expectativa de encontrar um tesouro histórico sob o piso.
A Spink & Son classificou a descoberta como “um dos maiores tesouros de moedas inglesas já encontrados”, tanto pelo volume de peças quanto pela relevância histórica do conjunto, reforçando sua importâcia no cenário numismático.
O caso ilustra como intervenções domésticas rotineiras ainda podem revelar objetos de grande valor histórico, ocultos por séculos, e que permanecem desconhecidos até alterações estruturais simples em imóveis residenciais.

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