O torcedor era Clóvis, o Gaúcho da Copa, eternizado na foto chorando com a taça no 7 a 1. Ele morreu em 2015, e agora o filho Frank vai à décima Copa da família, nos Estados Unidos, levando o chapéu e a réplica do troféu para honrar o pai.
Durante décadas, o rosto do Brasil nas arquibancadas das Copas foi um torcedor de chapéu, cuia e uma réplica da taça nas mãos. Esse torcedor tinha nome, Clóvis Acosta Fernandes, o eterno Gaúcho da Copa. E a história dele não terminou quando ele partiu.
Clóvis seguiu a Seleção Brasileira em sete Copas do Mundo, passou por mais de 60 países e viu mais de 150 jogos, antes de morrer em 2015. Agora, segundo o g1 RS, quem assume a missão é o filho, Frank. Em 2026, ele leva o chapéu e a taça à décima Copa da família, nos Estados Unidos, na primeira jornada sem o pai e sem o irmão, Gustavo.
O torcedor que virou símbolo das arquibancadas

Foi na Copa do Mundo da Itália que Clóvis Acosta Fernandes começou a seguir a Seleção pelo planeta.
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Gremista fanático, ele acabou indo a sete Mundiais, percorreu mais de 60 países e assistiu a mais de 150 jogos do Brasil, sempre com os mesmos símbolos, o chapéu, a cuia e a réplica do troféu.
Foi assim que virou o Gaúcho da Copa, um torcedor reconhecido em qualquer arquibancada.
Teve um momento, porém, que ficou gravado para sempre.
Na derrota por 7 a 1 para a Alemanha, em 2014, a imagem de Clóvis chorando abraçado à taça correu o mundo e virou um dos retratos mais fortes daquele Mundial.
Ele morreu no ano seguinte, em 2015, aos 60 anos, em Porto Alegre, vítima de um câncer que enfrentava desde 2004. Deixou a esposa, quatro filhos e três netos.
O filho que assume o chapéu e a taça
A tradição não acabou junto com o Gaúcho da Copa.
Em 2026, Frank, um dos filhos de Clóvis, se prepara para a décima jornada da família em um Mundial, desta vez nos Estados Unidos.
Cabe a ele seguir levando o chapéu e a réplica da taça, dois símbolos que, nas palavras do próprio Frank, carregam décadas de estrada, amizade e amor pela Seleção Brasileira.
Essa paixão não nasceu por acaso, foi herança de pai para filho.
Frank conta que cresceu nesse universo de estádios e viagens, e que o mais marcante era ver como Clóvis se conectava com gente de culturas diferentes.
Nada daquilo, segundo ele, foi sobre fama.
Era sobre paixão de verdade e sobre representar o torcedor brasileiro raiz.
Uma Copa diferente, sem o pai e sem o irmão
A viagem de 2026 carrega um peso emocional novo.
Será a primeira vez que Frank vai a uma Copa sem a presença física do pai, que partiu em 2015, e também sem o irmão, Gustavo Fernandes.
Os dois estiveram juntos justamente nos dois Mundiais em que Clóvis já não estava mais por perto.
A ausência do irmão, no entanto, tem um motivo bonito.
Gustavo viveu o dilema entre embarcar para a Copa ou ficar em Porto Alegre para acompanhar o nascimento da filha. Ele escolheu ficar.
Para Frank, é o tipo de decisão que deixaria o pai orgulhoso, e que mostra que, para esse torcedor e sua família, isso “é mais do que futebol”.
O Brazucamóvel e a campanha das meias
Levar essa tradição para tão longe exige uma baita logística.
O destaque fica para o Brazucamóvel, o carro que acompanha a família há décadas e já rodou mais de 250 mil quilômetros.
Para ajudar a bancar a viagem até os Estados Unidos, os irmãos criaram uma campanha virtual que transforma a venda de meias em uma espécie de combustível para o sonho.
Mais do que dinheiro, a ideia é dividir a jornada.
Frank diz que essa foi a forma afetiva que encontraram de envolver as pessoas, porque o Brazucamóvel nunca rodou sozinho.
Sempre teve muita gente empurrando esse sonho junto.
No fundo, a campanha é só a versão atual de algo que já existia, uma legião de torcedores caminhando ao lado do Gaúcho da Copa.
A história do Gaúcho da Copa mostra que um torcedor pode virar parte da memória afetiva de um país inteiro.
Clóvis transformou paixão em símbolo, e agora o filho Frank carrega esse legado para mais uma Copa, sem o pai por perto, mas com tudo o que ele ensinou.
É a prova de que algumas paixões não terminam, apenas mudam de mãos.
E você, lembra da imagem do Gaúcho da Copa chorando com a taça em 2014? Acha bonito o filho manter viva essa tradição nas arquibancadas? Conte nos comentários, com respeito às diferentes torcidas e histórias, e compartilhe esta matéria com aquele amigo apaixonado pela Seleção Brasileira.


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