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Homem descobre que foi declarado como morto no SUS e precisou provar que estava vivo: “Você que morreu, né?”

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 14/09/2025 às 13:17 Atualizado em 14/09/2025 às 13:18
SUS, Óbito, Estudante
Imagem: Matías Roitberg / reprodução
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Após ser declarado morto por engano no SUS, estudante argentino corrigiu cadastro em clínica e expôs falhas no sistema nacional

O argentino Matías Roitberg, de 25 anos, que mora no Brasil a mais de 10 anos, levou um susto ao descobrir que estava oficialmente morto. O erro foi identificado quando o estudante de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) tentou retirar sua carteira de vacinação no Centro de Ciências da Saúde.

Segundo Roitberg, um funcionário encontrou o documento separado e brincou ao entregar. “Você que morreu, né?”, relatou o jovem ao telejornal Bom Dia Rio. “Fiquei completamente sem reação; meus amigos rindo muito e eu sem saber o que falar“, concluiu.

O momento foi de surpresa, porque amigos riram da situação, enquanto ele não sabia como reagir.

Cadastro apontava óbito em 2023

O sistema do SUS indicava que a morte havia ocorrido em 2 de outubro de 2023. Para reverter o equívoco, o estudante precisou comparecer a uma Clínica da Família, no bairro do Flamengo, na Zona Sul do Rio.

Na unidade, conseguiu comprovar que estava vivo e regularizar sua situação. Além disso, descobriu que outros dados haviam sido alterados.

Alterações além do óbito

O jovem afirmou que o registro também trazia diferença em sua cor: “Não só tinham registrado o meu óbito, como também colocaram que sou preto, sendo que sou branco“.

A informação aumentou a estranheza porque a alteração teria sido feita em Ataléia, em Minas Gerais, município onde ele nunca esteve.

O caso deixou dúvidas sobre como os dados foram modificados e por qual motivo a cidade mineira apareceu vinculada ao cadastro.

Ministério da Saúde se manifesta

Em nota, o Ministério da Saúde explicou que o CadSUS recebe registros feitos por operadores credenciados em unidades de saúde.

O órgão assegurou que não houve golpe nem vazamento de informações, mas sim o uso incorreto de credenciais válidas.

O ministério também destacou que, quando se identifica uso indevido, o login do operador é bloqueado e os dados são corrigidos em unidade informatizada.

Além disso, todas as ações ficam registradas, permitindo rastreamento do responsável.

O episódio trouxe alívio após a regularização, mas também levantou preocupações porque expôs falhas em um sistema essencial para milhões de brasileiros.

As informações são de um artigo do Portal Terra.

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Romário Pereira de Carvalho

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