Astronautas da Artemis 2 foram confrontados no Capitólio dos EUA por um homem que acusou a missão lunar de ter sido encenada, em episódio que voltou a expor teorias conspiratórias sobre viagens espaciais diante de registros públicos, transmissões oficiais e acompanhamento internacional.
Astronautas da missão Artemis 2, da Nasa, foram abordados por um homem que os acusou de “mentir” sobre a viagem ao redor da Lua durante uma passagem pelo Capitólio dos Estados Unidos, em Washington.
Registrada em vídeo e divulgada nas redes sociais, a cena mostra a tripulação sendo alvo de alegações conspiratórias sem que o homem apresente documentos, imagens ou dados técnicos que sustentem a acusação.
A abordagem ocorreu semanas depois do retorno da cápsula Orion à Terra, em 10 de abril de 2026, no Oceano Pacífico, próximo à costa de San Diego, na Califórnia.
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Segundo a Nasa, a missão marcou o primeiro voo tripulado do programa Artemis e levou quatro astronautas para uma trajetória de sobrevoo lunar, sem pouso na superfície da Lua.
No vídeo que circulou nas redes, o homem aparece gritando frases como “Parem de mentir”, “Vocês nunca foram ao espaço” e “A Nasa é uma piada”.
Durante a abordagem, os astronautas não pararam para discutir as acusações, e o piloto Victor Glover olhou brevemente na direção do homem antes de seguir caminhando com os demais integrantes da tripulação.
A missão reuniu o comandante Reid Wiseman, o piloto Victor Glover, a especialista de missão Christina Koch e o astronauta canadense Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense.
De acordo com registros divulgados pela Nasa, a tripulação completou uma viagem de quase dez dias ao redor da Lua, com transmissões oficiais, imagens da missão e cobertura feita por veículos internacionais.
Acusação sem prova mira missão histórica da Nasa
As falas do homem repetem argumentos usados há décadas por grupos que contestam missões espaciais, especialmente aqueles que negam viagens tripuladas à Lua ou a passagem de astronautas pelo espaço.
Na gravação divulgada nas redes, nenhuma das acusações feitas contra a tripulação da Artemis 2 é acompanhada de evidência verificável, como registro técnico, documento oficial ou dado independente que contrarie a missão.
A cronologia da Artemis 2 foi registrada publicamente desde o lançamento, em 1º de abril de 2026, até o retorno da cápsula Orion ao Oceano Pacífico, em 10 de abril.
Ao longo da viagem, a Nasa divulgou imagens, atualizações técnicas e transmissões de diferentes etapas do voo, incluindo procedimentos de aproximação lunar, comunicação com a tripulação e preparação para o retorno à Terra.
A Artemis 2 não pousou na Lua, e esse dado consta na descrição oficial da missão, definida pela agência espacial americana como um voo tripulado de teste ao redor do satélite natural.
O objetivo informado pela Nasa foi avaliar, com astronautas a bordo, sistemas essenciais da nave Orion e do foguete Space Launch System antes de etapas mais complexas do programa Artemis.
A tripulação viajou além da órbita baixa da Terra, contornou a Lua e retornou ao planeta sem realizar caminhada lunar ou descida em solo lunar, como ocorreu nas missões Apollo.
Victor Glover foi citado durante a abordagem
No registro divulgado nas redes sociais, Victor Glover aparece entre os astronautas diretamente confrontados pelo homem durante a passagem da tripulação pelo Capitólio, em Washington.
Glover foi piloto da Artemis 2 e se tornou o primeiro astronauta negro a integrar uma missão lunar, marco destacado pela Nasa desde o anúncio oficial da tripulação, em 2023.
Antes de ser escalado para a Artemis 2, o astronauta já havia participado da missão SpaceX Crew-1, que levou tripulantes à Estação Espacial Internacional em uma operação da Nasa com a SpaceX.
A presença de Christina Koch também foi destacada pela agência espacial, pois ela integrou a primeira tripulação lunar da Nasa com uma mulher a bordo em uma missão ao redor da Lua.
Jeremy Hansen representou o Canadá na tripulação e se tornou o primeiro astronauta não americano a viajar em uma missão tripulada ao redor da Lua, segundo informações da Agência Espacial Canadense.
Mesmo diante dos gritos registrados no vídeo, os integrantes da Artemis 2 continuaram caminhando e não prolongaram a interação com o homem que os acusava de forjar a missão.
O episódio ocorreu em um contexto no qual astronautas de missões lunares já foram alvo, em diferentes momentos, de abordagens feitas por pessoas que contestam viagens espaciais documentadas.
Artemis 2 teve transmissões e registros públicos
A Artemis 2 recolocou seres humanos em uma trajetória lunar pela primeira vez desde o fim do programa Apollo, conforme informações divulgadas pela Nasa sobre o programa de exploração lunar.
Durante a missão, a cápsula Orion viajou centenas de milhares de quilômetros, passou pela região da Lua e retornou à Terra com queda controlada no Oceano Pacífico.
Imagens feitas pela tripulação e por câmeras instaladas na nave foram divulgadas pela agência espacial, que também publicou boletins técnicos sobre sistemas, trajetória, comunicações e rotina a bordo.
No retorno, a Orion separou-se do módulo de serviço europeu, componente responsável por funções como propulsão, energia e suporte estrutural durante parte do voo ao redor da Lua.
Após a reentrada na atmosfera terrestre, a cápsula abriu paraquedas antes da amerissagem no Pacífico, etapa acompanhada por equipes de recuperação responsáveis por retirar os astronautas da Orion.
A operação contou com participação da Marinha dos Estados Unidos, que apoiou a recuperação no mar depois que a cápsula pousou próximo à costa de San Diego, na Califórnia.
Segundo a Nasa, a missão tripulada de teste serviu para validar procedimentos de segurança, desempenho da espaçonave e operação de sistemas necessários em viagens lunares posteriores.
Teorias sobre viagens à Lua seguem nas redes
A acusação de que missões espaciais teriam sido “encenadas” circula há décadas e ganhou novas formas de distribuição com redes sociais, vídeos curtos e publicações em plataformas digitais.
Desde as missões Apollo, grupos conspiratórios questionam registros de viagens à Lua e costumam usar interpretações de imagens, sombras, bandeiras ou transmissões oficiais para sustentar suas alegações.
Especialistas em divulgação científica e instituições espaciais apontam que missões desse tipo envolvem equipes numerosas, rastreamento, telemetria, registros técnicos, cobertura jornalística e acompanhamento por observadores de diferentes países.
Além dos materiais divulgados pelas agências espaciais, missões lunares costumam gerar documentos técnicos, imagens, dados de trajetória e registros de comunicação usados por equipes de engenharia e centros de controle.
No caso da Artemis 2, a missão ocorreu em um ambiente de comunicação digital, com transmissões oficiais, imagens em alta definição e atualizações públicas sobre etapas do voo.
Ainda assim, conteúdos conspiratórios seguem circulando nas redes por meio de cortes curtos, frases de impacto e acusações diretas, formato que tende a alcançar públicos fora do debate técnico.
Quando não há documentação verificável que sustente uma acusação, a checagem jornalística considera registros oficiais, dados públicos, cobertura independente e informações técnicas disponíveis sobre o fato em questão.
Programa Artemis prepara novas missões lunares
A Artemis 2 faz parte do programa com o qual a Nasa pretende retomar missões tripuladas à Lua e desenvolver uma presença humana mais duradoura no ambiente lunar.
A agência espacial americana informa que a missão serviu como teste tripulado da nave Orion antes de etapas futuras, que devem envolver operações mais complexas no programa Artemis.
Nos planos divulgados pela Nasa, o programa também busca preparar tecnologias e procedimentos para missões de longa duração, com a Lua usada como ambiente de teste para sistemas e operações.
Esse planejamento inclui transporte, comunicação, suporte à vida e procedimentos em espaço profundo, áreas consideradas pela agência como importantes para missões lunares e futuras viagens mais distantes.
A repercussão do vídeo no Capitólio ampliou a circulação de acusações contra a tripulação, mas os registros públicos da missão indicam lançamento, trajetória, retorno e recuperação da cápsula Orion.
Pelas informações divulgadas pela Nasa, a Artemis 2 realizou um voo tripulado de teste ao redor da Lua, sem pouso lunar, com quatro astronautas a bordo e retorno ao Pacífico em abril de 2026.


Existem aqueles que defendem que a terra é plana, outros que os americanos não foram a lua em 1969. **** formam uma legião de contestadores dinâmicos…