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Holanda planeja investir no fortalecimento da indústria naval nacional

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 31/10/2023 às 09:10
Holanda planeja investir no fortalecimento da indústria naval nacional
Damen Estaleiros Gorinchem (foto de arquivo)
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Autoridades da Holanda veem na indústria naval do país oportunidades para a economia nacional e decidem amplificar investimentos

No coração da Europa, a Holanda se prepara para uma revolução em sua indústria naval. O governo holandês está alinhando seus canhões para uma injeção robusta de investimento na indústria marítima do país. Com 60 milhões de euros prontos para serem ancorados nos portos da inovação e da competência naval, a Holanda se prepara para elevar o seu setor a novas marés de prosperidade.

O governo dos Países Baixos não está para brincadeira: reconhece que a capacidade de construção de embarcações de guerra e especializadas está aquém do necessário. A segurança nacional e a infraestrutura crítica estão na linha de frente desta iniciativa. Num país entrelaçado com diques e terras reclamadas das garras do mar, os desafios da subida do nível das águas tornam a robustez marítima não apenas desejável, mas essencial.

Marja van Bijsterveldt, a enviada especial do gabinete, levanta a voz contra o silêncio histórico em torno da potência marítima holandesa. Com uma clareza cristalina, ela revela que a Holanda, junto com outros players europeus, viu sua participação nos mercados globais de construção naval ser eclipsada pela Ásia. Ela enfatiza que a Holanda não pode mais se dar ao luxo de ignorar as consequências de políticas desatentas e deve reivindicar sua posição no cenário mundial.

Navegando por Águas Competitivas

  • Perda de Mercado: Na década de 1980, a Holanda orgulhosamente carregava 45% do volume da construção naval interna. Agora, esse número afundou para um sombrio 4%. A concorrência asiática, fortalecida pelo apoio governamental, agora domina, construindo navios mais sofisticados e a um custo significativamente mais baixo.
  • Custos Elevados: Armadores apontam que construir um navio na Holanda é entre 20 e 40 por cento mais caro que na Ásia. Um cenário que Van Bijsterveldt classifica como “chocante”.

Oportunidades no Horizonte

Além da segurança, a Holanda vê um mar de oportunidades emergentes. A frota mundial de navios está envelhecendo e, com uma expectativa de vida média de 30 anos, um grande ciclo de substituição está prestes a começar. E isso não leva em conta as novas regulações ambientais que demandam adaptações urgentes.

O governo já possui um Plano Diretor Marítimo que vislumbra a construção de até 40 navios sustentáveis, capazes de operar com GNL, metanol ou hidrogênio e até capturar CO2. Para isso, 210 milhões de euros do Fundo Nacional de Crescimento já estão alocados. A meta é cortar custos de construção em até 15% com a ajuda da digitalização e robotização, trazendo um novo fôlego competitivo para a indústria.

Fortalecimento do Setor Marítimo

A indústria naval não é apenas sobre a produção de navios, mas também sobre enfrentar desafios de sustentabilidade e segurança nacional, mantendo-se competitiva no palco global. O plano é fortalecer todo o ecossistema marítimo, desde financiamento até regulamentações que favoreçam o transporte marítimo.

A Marinha Holandesa, por sua vez, já está despejando 50 milhões de euros anuais em inovações marítimas. E com as novas diretrizes do governo, espera-se que os interesses nacionais se reflitam ainda mais nas futuras aquisições navais.

Projetos Pioneiros e Visão de Longo Prazo

  • Iniciativas digitais para impulsionar a eficiência;
  • Exploração de novas tecnologias e modelos de negócio;
  • Estudos sobre propulsão nuclear para uma vanguarda em inovação.

A criação da Agência Nacional de Gestão da Indústria de Fabrico Marítimo é outro passo audacioso inspirado no modelo britânico, enquanto um enviado de longo prazo assumirá a tocha de Van Bijsterveldt, levando a missão adiante.

Rumo a 2024 e 2025

Os planos estão traçados para que, em 2024 e 2025, a indústria naval holandesa se renove e reafirme sua relevância. Com essas iniciativas e investimentos, a Holanda está pronta para zarpar rumo a um futuro onde sua indústria naval não apenas sobrevive, mas prospera, em águas internacionais cada vez mais disputadas.

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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