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Hidrogênio verde ganha força em São Paulo: Estado investe R$ 32 milhões em centro inovador para liderar combate às emissões e impulsionar energia limpa

Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 28/11/2024 às 10:56
Hidrogênio verde ganha força em São Paulo - Estado investe R$ 32 milhões em centro inovador
Foto: Centro de Hidrogênio verde/Idogram
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Novo centro de hidrogênio verde em SP é inaugurado e promete alavancar o mercado de energia limpa no Brasil. Investimento no estado com foco em hidrogênio chega aos R$ 32 milhões.

O governo do Estado de São Paulo criou recentemente o Centro de Ciências para o Desenvolvimento de Energias Renováveis e Combustíveis do Futuro (CCD – ERCF) que ficará localizado nas instalações do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) para promover energias limpas e contribuir para o combate às mudanças climáticas. Confira os principais detalhes do novo centro de hidrogênio verde em SP com estimativa de R$ 32 milhões em investimentos.

Centro de energia limpa recebe investimento de R$ 32 milhões

O novo centro de hidrogênio verde em SP foi criado visando impulsionar o desenvolvimento e aplicação do combustível de baixo carbono, uma solução para reduzir os Gases de Efeito Estufa (GEE) com energia limpa.

O centro de hidrogênio verde em SP recebeu um investimento total de R$ 32 milhões, com recursos provenientes de vários órgãos: R$ 9 milhões financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), R$ 11 milhões do IPT e Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil, além de R$ 12 milhões de investimentos destinados pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação.

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O investimento de hidrogênio verde em SP será aplicado em infraestrutura, aquisição de equipamentos, desenvolvimento de pesquisas e programas de capacitação. Segundo a Semil, o centro de hidrogênio verde avaliará aspectos da produção, armazenamento, transporte, distribuição, uso e regulamentação do combustível de energia limpa.

Este produto de energia limpa é visto como uma das maiores soluções para a descarbonização, com aplicações que vão desde a geração de eletricidade até o uso em processos industriais e no transporte. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente Infraestrutura e Logística, o hidrogênio de baixo carbono, considerado uma das grandes apostas para o futuro energético, será fundamental para atender às metas de sustentabilidade do estado.

Entenda as vantagens do hidrogênio verde

Segundo Marisa Barros, subsecretária de Energia e Mineração da Semil, estamos em um momento crucial para investir na pesquisa e no desenvolvimento de tecnologias que farão parte da estratégia de redução das nações rumo à neutralidade de carbono.

O combustível limpo resulta de um processo que gera baixo impacto ambiental, ou seja, com uma quantidade reduzida de emissões de gases de efeito estufa durante sua produção.

Especialistas consideram esse combustível uma das soluções para a descarbonização, com aplicações que vão desde a geração de eletricidade até o uso em processos industriais e no transporte. Existem diferentes formas de produzir o hidrogênio em SP, classificadas por cores, sendo as principais: verde, turquesa e azul.

O hidrogênio verde resulta da eletrólise da água, usando energia de fontes renováveis, como solar ou eólica. Esse processo não emite CO2, tornando-o hidrogênio de menor impacto ambiental. O hidrogênio azul é obtido por meio do gás natural, enquanto o turquesa vem do metano, ambos com captura e armazenamento de carbono.

Outro investimento no estado de São Paulo promete gerar empregos e renda

Além do investimento do hidrogênio verde em SP, foi inaugurado uma usina de biometano no dia 6 de novembro em Caieiras, na Região Metropolitana de São Paulo.

A usina possui capacidade para gerar cerca de 70 mil metros cúbicos por dia de biocombustível e processará o biogás captado pela Solví Essencis, na Unidade de Valorização Sustentável (UVS), um dos maiores aterros sanitários do mundo.

Com 3,5 milhões de metros quadrados, o aterro recebe 10,5 mil toneladas por dia de resíduos, principalmente da Grande São Paulo e de municípios próximos.

A unidade evitará a emissão de cerca de 300 mil toneladas de CO2 equivalente por ano, contribuindo para a transição energética e descarbonização das indústrias da região. Além disso, a planta poderá emitir créditos de carbono.

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Valdemar Medeiros

Jornalista em formação, especialista na criação de conteúdos com foco em ações de SEO. Escreve sobre Indústria Automotiva, Energias Renováveis e Ciência e Tecnologia

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