Movimentos recentes de Luciano Hang no Paraguai e no Uruguai colocaram a possível internacionalização da Havan em evidência, reunindo encontros políticos, análise de mercados e questões logísticas que podem influenciar a escolha do primeiro destino da varejista fora do Brasil.
Luciano Hang colocou Paraguai e Uruguai no radar de uma possível expansão internacional da Havan, após cumprir agendas nos dois países em julho de 2026, mas a varejista ainda não anunciou onde pretende instalar sua primeira unidade fora do Brasil.
As viagens incluíram reunião com autoridades paraguaias e uma manifestação pública sobre o mercado urug paraguaias e uma manifestação pública sobre o mercado uruguaio, porém não resultaram, até o momento, na divulgação de cronograma, investimento, endereço escolhido ou decisão definitiva sobre a abertura de uma loja internacional.
Paraguai recebe comitiva da Havan
A agenda de Hang no Paraguai durou dois dias e terminou na sexta-feira, 3 de julho de 2026, depois de o empresário se reunir com o presidente Santiago Peña e avaliar oportunidades para uma eventual entrada da varejista no país.
-
Vinho líquido mais antigo do mundo é encontrado em tumba romana de 2 mil anos na Espanha dentro de urna de vidro com 5 litros
-
China surge com foguete de 16 toneladas que pousa de ré, retorna apenas 6 minutos após a separação e é capturado por 4 ganchos em uma rede no mar, desafiando a tecnologia da SpaceX de Elon Musk.
-
Cansada de ver famílias dormindo na rua, São Paulo entregou 236 apartamentos e revelou quem receberá as chaves de um residencial no Centro com metrô perto, lazer completo e estrutura que surpreendeu os novos moradores
-
Da Amazônia a uma ilha que afunda, satélites com resolução de 30 cm flagraram cinco crimes ambientais escondidos onde ninguém patrulha e transformaram suspeita em prova de tribunal
Durante a visita, o fundador da Havan também esteve com o ministro da Indústria e Comércio, Marco Riquelme, acompanhado por assessores e executivos da empresa interessados na estrutura industrial, na logística disponível e no ambiente empresarial paraguaio.
O encontro com Peña deu dimensão institucional à agenda, mas não representou a assinatura de contrato, a confirmação de investimento ou a escolha de uma cidade para receber a primeira operação internacional da rede catarinense.
Segundo o presidente paraguaio, parte dos lençóis, toalhas e outros artigos comercializados nas lojas da Havan já é produzida no Paraguai por indústrias vinculadas ao regime de maquila, voltado principalmente à fabricação destinada à exportação.
Essa relação comercial mostra que a empresa já mantém contato com fornecedores instalados no país, embora as informações divulgadas não permitam concluir que essa estrutura será suficiente para determinar a localização de uma futura loja.
Hang elogiou o ambiente econômico paraguaio e declarou que impostos reduzidos e incentivo aos empreendedores favorecem a prosperidade, enquanto Peña apresentou o interesse da Havan como reflexo da capacidade do país de atrair grupos empresariais estrangeiros.
Apesar do tom favorável das declarações, a visita permaneceu na etapa de reconhecimento e análise, sem anúncio sobre compra de terreno, contratação de trabalhadores, licenciamento, modelo da unidade ou prazo para o início de uma eventual operação.
Uruguai entra na avaliação da varejista
Poucos dias depois da passagem pelo Paraguai, Hang publicou, na terça-feira, 7 de julho de 2026, um vídeo gravado no Uruguai, no qual mencionou a possibilidade de a Havan instalar uma unidade no país vizinho.
Na gravação, o empresário recordou etapas da expansão da rede dentro do Brasil, incluindo a chegada da marca a Manaus e a inauguração da centésima loja no Acre, antes de relacionar essa trajetória ao possível avanço internacional.
Ao falar sobre o Uruguai, Hang perguntou se a rede poderia ter uma loja no país algum dia e afirmou acreditar que não existem limites para quem estabelece objetivos e trabalha para transformá-los em realidade.
A declaração indicou interesse empresarial, mas não confirmou que o Uruguai tenha ultrapassado o Paraguai na disputa pela primeira unidade estrangeira, nem que a companhia já tenha iniciado procedimentos formais para concretizar o projeto.
Logística faz parte dos estudos
A logística aparece entre os elementos examinados pela equipe da Havan, especialmente na viagem ao Paraguai, quando os representantes da empresa buscaram conhecer a estrutura industrial e as condições necessárias para uma operação comercial fora do mercado brasileiro.
Ainda assim, não foram divulgados estudos comparativos, custos de transporte, rotas de abastecimento ou cálculos que comprovem uma vantagem operacional capaz de acelerar a expansão a partir do centro de distribuição mantido pela varejista em Santa Catarina.
Por isso, a proximidade geográfica dos países com o Sul do Brasil pode integrar a análise empresarial, mas não deve ser apresentada como fator decisivo enquanto a Havan não divulgar dados sobre abastecimento, despesas e viabilidade.
A comitiva que acompanhou Hang no Paraguai reforça que a avaliação envolve diferentes áreas da companhia, embora o conteúdo das reuniões e os critérios utilizados para comparar os possíveis mercados não tenham sido detalhados publicamente.
Primeira loja internacional ainda não foi definida
A possível internacionalização surge no ano em que a Havan completou 40 anos, marco citado durante as agendas recentes como parte da trajetória de uma empresa que ampliou sua presença por diferentes regiões brasileiras.
Mesmo com as manifestações de Hang, não existe confirmação de que a próxima etapa será imediatamente executada, pois viagens de prospecção podem anteceder estudos financeiros, negociações imobiliárias, análises tributárias e processos regulatórios exigidos em cada país.
Também não há informação segura sobre o formato de uma unidade estrangeira, o número de empregos pretendido, o tamanho da operação ou eventuais adaptações no catálogo, nos meios de pagamento e na identidade das lojas.
Sem cronograma ou país oficialmente escolhido, Paraguai e Uruguai permanecem como mercados avaliados, enquanto as declarações públicas de Hang funcionam como os primeiros sinais concretos de que a expansão pela América Latina passou a integrar os planos da varejista.
A Havan transformará uma dessas visitas em sua primeira loja internacional ou continuará avaliando outros mercados antes de decidir qual país receber a estreia da rede fora do Brasil?
