Greve nacional no sistema Petrobrás chega ao terceiro dia, mantém paralisação de campos de petróleo na Bahia e amplia adesão em refinarias, plataformas e unidades operacionais em outros estados.
A greve nacional dos trabalhadores do Sistema Petrobrás alcançou o terceiro dia com manutenção das paralisações em áreas consideradas estratégicas para a produção de petróleo. Na Bahia, o movimento permaneceu ativo nesta quarta-feira (17), com interrupção das atividades em diversos campos de produção terrestre e em uma usina de biodiesel.
Segundo informações das entidades sindicais, a mobilização segue vinculada à reivindicação por um Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) considerado mais justo, além de críticas às práticas adotadas pela companhia no relacionamento com os trabalhadores.
Ainda no estado, a categoria manteve a paralisação dos campos de petróleo de Taquipe, localizado em São Sebastião do Passé, Bálsamo, no município de Esplanada, Santiago, em Catu, Buracica, em Alagoinhas, e Araçás. Além disso, a Usina de Biodiesel de Candeias, operada pela PBio, segue com adesão total dos trabalhadores da Petrobrás.
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Mobilização inclui atos e piquetes em prédios administrativos
Além da interrupção das atividades operacionais, os petroleiros também realizaram ações de mobilização em prédios administrativos. Na Bahia, houve piquete e trabalho de conscientização de trabalhadores e trabalhadoras no Torre Pituba, sede da Petrobrás no estado.
Essas ações, de acordo com os organizadores do movimento, têm como objetivo ampliar o diálogo com a categoria e reforçar a unidade dos trabalhadores diante do cenário de negociações com a empresa.
Enquanto isso, a greve segue sendo descrita como um movimento nacional, com adesões progressivas em outras regiões do país.
Outras refinarias e plataformas de petróleo aderem ao movimento
Em paralelo ao cenário baiano, novas unidades passaram a integrar a greve em outros estados. Em Pernambuco, trabalhadores da Refinaria Abreu e Lima e do Terminal de Suape aderiram ao movimento após o corte da rendição do turno pela manhã.
Com essa adesão, todas as nove refinarias da Petrobrás localizadas nas bases da Federação Única dos Petroleiros (FUP) passaram a integrar oficialmente a paralisação. O movimento também avançou sobre plataformas de petróleo na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro.
Atualmente, segundo dados divulgados pelas entidades sindicais, 28 plataformas de petróleo estão em greve nas bases ligadas à FUP, ampliando o impacto da mobilização no setor offshore.
Alcance nacional da greve no sistema Petrobrás
O movimento grevista alcança um número expressivo de unidades operacionais e administrativas. Ao todo, nas bases da FUP, a paralisação envolve nove refinarias, 28 plataformas de petróleo, 13 unidades da Transpetro, quatro termelétricas e duas usinas de biodiesel.
Além disso, seguem paralisados os campos terrestres de petróleo da Bahia, a Unidade de Tratamento de Gás de Cabiúnas (UTGCAB), a Estação de Compressão de Paulínia, operada pela TBG, e a sede da Petrobrás em Natal, conhecida como EDIRN.
Esse cenário reforça o caráter nacional da greve e amplia o debate sobre os impactos da paralisação no setor de petróleo, especialmente em um momento de discussões sobre políticas de produção, investimentos e relações trabalhistas dentro da estatal.
