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Greve na Petrobras começa à meia-noite, para plataformas, refinarias e escritórios pelo Brasil, 14 sindicatos rejeitam reajuste de 5,66%, exigem 9,8% e prometem cruzar os braços por tempo indeterminado até governo e estatal cederem finalmente

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 15/12/2025 às 09:41
Greve na Petrobras gera paralisação por tempo indeterminado, com reajuste de 5,66 por cento, aposentados e pensionistas e fundo de pensão sob pressão.
Greve na Petrobras gera paralisação por tempo indeterminado, com reajuste de 5,66 por cento, aposentados e pensionistas e fundo de pensão sob pressão.
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Greve na Petrobras foi deflagrada às 0h de 15 de dezembro de 2025, após três meses de negociação frustrada, com 14 sindicatos da FUP rejeitando reajuste de 5,66 por cento, exigindo 9,8 e prometendo paralisar plataformas, refinarias e escritórios pelo país por tempo indeterminado até que governo e estatal cedam.

A greve na Petrobras começou às 0h de 15 de dezembro de 2025, após decisão tomada na sexta-feira, 12, quando 14 sindicatos ligados à Federação Única dos Petroleiros rejeitaram a contraproposta da empresa para o Acordo Coletivo de Trabalho, apresentada depois de mais de três meses de negociações sem acordo.

A paralisação, por tempo indeterminado, atinge todo o país, alcançando plataformas de produção, refinarias e unidades administrativas e foi anunciada pelo coordenador-geral do Sindipetro-NF, Sérgio Borges, que afirma que os 14 sindicatos da FUP, que representam mais de 50 mil trabalhadores, estão mobilizados em defesa da pauta aprovada pela categoria.

Como a greve na Petrobras foi aprovada

Greve na Petrobras gera paralisação por tempo indeterminado, com reajuste de 5,66 por cento, aposentados e pensionistas e fundo de pensão sob pressão.

A deflagração da greve na Petrobras foi aprovada em assembleias realizadas até a sexta-feira, 12 de dezembro de 2025, quando a categoria decidiu rejeitar a contraproposta apresentada pela estatal para o Acordo Coletivo de Trabalho.

Segundo relato de dirigentes sindicais, as negociações se arrastavam havia mais de três meses sem um consenso mínimo sobre pontos considerados centrais pelos trabalhadores.

A FUP, que reúne 14 sindicatos e concentra grande parte da produção de petróleo do país, avaliou que a proposta não respondia às principais reivindicações:

retomada de direitos retirados em gestões anteriores, uma distribuição mais equilibrada dos resultados da empresa e mudanças na forma de cobrança dos déficits da Petros, fundo de pensão dos funcionários.

Diante da percepção de impasse, prevaleceu a indicação de cruzar os braços por tempo indeterminado.

Reajuste de 5,66 por cento, reivindicação de 9,8 por cento

No campo salarial, o ponto mais visível do conflito é o reajuste oferecido pela Petrobras.

A proposta da companhia prevê reposição da inflação do período somada a um ganho real de 0,5 ponto percentual, resultando em reajuste total de 5,66 por cento.

Os sindicatos consideram o índice insuficiente diante das perdas acumuladas em anos de ausência de aumento real.

A pauta aprovada pela categoria reivindica reajuste de 9,8 por cento, apresentado como necessário para recompor o poder de compra corroído e recuperar parte do que foi perdido em rodadas anteriores de negociação.

Na avaliação dos representantes dos trabalhadores, aceitar 5,66 por cento significaria consolidar uma trajetória de arrocho, enquanto o percentual maior seria um passo para reequilibrar a relação entre lucros da estatal e remuneração de quem atua na operação diária.

Petros, aposentados e pensionistas no centro da insatisfação

Além do índice salarial, a situação da Petros é tratada pelos sindicalistas como um dos principais motores da greve na Petrobras.

A categoria critica os planos de equacionamento de déficit do fundo de pensão, que resultam em descontos significativos sobre benefícios de aposentados e pensionistas.

A insatisfação levou grupos de aposentados e pensionistas a organizar vigílias em frente à sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, em protesto contra esses descontos vinculados ao equacionamento do fundo.

Para a FUP, a manutenção das atuais regras de cobrança transfere de forma desproporcional aos participantes o custo de desequilíbrios acumulados, o que reforça a pressão para que qualquer acordo inclua mudanças concretas nesse ponto.

Alcance da paralisação em plataformas, refinarias e escritórios

Desde a 0h de 15 de dezembro de 2025, a greve na Petrobras afeta unidades administrativas, plataformas de exploração e produção e refinarias, em diferentes regiões do país.

O movimento envolve tanto trabalhadores embarcados quanto empregados em áreas de suporte e gestão, o que amplia o potencial de impacto sobre o dia a dia das operações da estatal.

A própria categoria avalia que a duração da paralisação será determinante para o nível de efeitos sobre a cadeia de produção e refino.

Quanto mais o impasse se prolongar, maior tende a ser a necessidade de reorganização de turnos, escalas e processos internos, inclusive em áreas que, em um primeiro momento, podem operar com contingentes mínimos ou planos de contingência.

Ausência de resposta da Petrobras e expectativa de negociação

Até a publicação desta reportagem, a Petrobras não havia se manifestado oficialmente sobre a deflagração da greve, sobre a possibilidade de rever o índice de reajuste de 5,66 por cento ou sobre eventuais ajustes no modelo de equacionamento da Petros.

A ausência de posicionamento público da companhia contribui para a percepção de impasse entre os trabalhadores.

Do lado sindical, a mensagem é que a greve na Petrobras seguirá por tempo indeterminado até que a estatal e o governo apresentem uma proposta considerada minimamente aceitável em relação a salários, direitos e fundo de pensão.

A aposta da FUP e dos 14 sindicatos é que a pressão combinada de paralisação nacional e mobilização de aposentados leve à abertura de uma nova rodada de diálogo.

Enquanto isso, a normalização plena das atividades nas plataformas, refinarias e escritórios permanece condicionada ao avanço efetivo das negociações.

O desenrolar dos próximos dias indicará se o movimento se intensificará ou se haverá espaço para um acordo capaz de encerrar a paralisação.

Na sua opinião, a greve na Petrobras é a medida adequada diante das propostas apresentadas pela empresa e do cenário de perdas acumuladas alegado pelos trabalhadores?

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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