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Grandes Pirâmides podem ser muito mais antigas do que ensinaram na escola e estudo diz que civilização avançada teria construído tudo há 12.000 anos

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 26/02/2026 às 11:09
Estudo sugere que Grandes Pirâmides podem ter até 12 mil anos e origem ligada a civilização anterior aos egípcios.
Estudo sugere que Grandes Pirâmides podem ter até 12 mil anos e origem ligada a civilização anterior aos egípcios.
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Novo estudo apresentado por pesquisador independente reúne evidências arqueológicas, inconsistências históricas e análises estruturais das Grandes Pirâmides de Gizé para sustentar a hipótese de que o complexo pode ter origem anterior à civilização egípcia, levantando debate sobre cronologia histórica e engenharia antiga

As Grandes Pirâmides voltaram ao centro do debate arqueológico após um pesquisador afirmar que as estruturas de Gizé podem ter até 12.000 anos, antecedendo a civilização egípcia conhecida e indicando a possível existência de uma sociedade tecnológica anterior.

Pesquisador questiona origem atribuída às Grandes Pirâmides

O egiptólogo António Ambrósio, pesquisador independente ligado à Universidade Autônoma de Barcelona, apresentou um estudo defendendo que as Grandes Pirâmides não foram originalmente construídas pelos faraós da Quarta Dinastia.

Segundo o artigo, as três principais pirâmides de Gizé já existiriam milhares de anos antes da ascensão da civilização egípcia, sendo posteriormente apropriadas pelos governantes do período dinástico.

Ambrósio sustenta que inconsistências históricas e arqueológicas indicariam que os egípcios teriam encontrado estruturas pré-existentes e tentado reproduzi-las em construções posteriores.

O estudo ainda não passou por revisão por pares, mas argumenta que a confirmação da hipótese exigiria a reescrita da história da humanidade moderna.

Ausência de múmias levanta dúvidas sobre função funerária

Um dos principais pontos apresentados envolve a ausência de evidências funerárias dentro das Grandes Pirâmides de Gizé.

De acordo com o pesquisador, nenhuma múmia real ou conjunto completo de objetos funerários foi encontrado nas estruturas, apesar da tradição egípcia afirmar que elas serviriam como túmulos de Khufu, Khafre e Menkaure.

Ambrósio afirma que o sarcófago atribuído a Quéops foi descoberto vazio, o que, segundo ele, não comprovaria a construção da pirâmide pelo faraó, apenas sua posterior reivindicação.

Outro elemento frequentemente citado é o cartucho com o nome Khufu, pintado em ocre vermelho acima da Câmara do Rei.

Enquanto diversos egiptólogos consideram o símbolo autêntico, autores céticos afirmam que a inscrição pode ter sido falsificada pelo coronel Howard Vyse em 1837.

Engenharia das Grandes Pirâmides supera construções posteriores

O estudo destaca que as Grandes Pirâmides apresentam características técnicas consideradas excepcionais quando comparadas a outras pirâmides egípcias confirmadas entre 2500 e 2150 a.C.

Entre os elementos mencionados estão o alinhamento astronômico com constelações, cortes de pedra extremamente precisos e uma base quase perfeitamente nivelada em todos os lados.

Segundo Ambrósio, nenhuma pirâmide menor construída posteriormente conseguiu repetir o mesmo padrão técnico observado em Gizé.

O artigo também aponta que construções posteriores eram menores, apresentavam falhas estruturais visíveis e utilizavam materiais considerados mais fracos.

Além disso, muitas dessas pirâmides não mantinham alinhamento com corpos celestes, diferentemente das estruturas principais de Gizé.

Erosão da Esfinge sugere antiguidade anterior ao Egito dinástico

Outro argumento central envolve a Esfinge localizada próxima às pirâmides.

Ambrósio afirma que a estátua apresenta sinais de erosão hídrica causada por chuvas intensas, fenômeno que não ocorre na região do Egito desde aproximadamente 5000 a 3000 a.C.

Segundo o pesquisador, isso indicaria que o complexo de Gizé já estaria exposto a processos naturais muito antes do início da civilização egípcia, datado por volta de 3100 a.C.

Essa interpretação reforçaria a hipótese de que o sítio arqueológico seria significativamente mais antigo do que a cronologia tradicional sugere.

Megaestruturas semelhantes aparecem em diferentes continentes

O artigo também relaciona as Grandes Pirâmides a outras construções megalíticas encontradas em diferentes partes do mundo.

Entre os exemplos citados estão a cidadela inca de Sacsayhuamán, no Peru, e a cidade de Baalbek, no Líbano, que apresentariam características estruturais semelhantes.

Ambrósio argumenta que tais semelhanças indicariam a atuação de uma mesma civilização avançada responsável por disseminar técnicas construtivas complexas entre culturas humanas primitivas.

Segundo o pesquisador, as dinastias egípcias posteriores teriam tentado reproduzir essas estruturas, mas sem alcançar os mesmos resultados técnicos.

Conceito de Zep Tepi é associado a possível civilização perdida

O estudo menciona ainda o conceito egípcio conhecido como Zep Tepi, traduzido como “Primeiro Tempo”.

Na tradição mitológica, esse período representaria uma era inicial em que deuses governaram diretamente a Terra antes do surgimento dos reis humanos.

Pesquisadores como Graham Hancock e Robert Schoch defendem a interpretação de que Zep Tepi poderia corresponder a um período histórico real ocorrido por volta de 10.500 a.C.

De acordo com essa hipótese, uma civilização avançada teria florescido aproximadamente há 12.000 anos.

Hipótese sugere transmissão global de conhecimento antigo

O pesquisador independente Matthew LaCroix afirmou que essa possível cultura antiga pode ter preservado conhecimento por meio de geometria, simbolismo e design monumental.

Segundo ele, monumentos espalhados pelo planeta conteriam códigos estruturais destinados a transmitir ensinamentos antes de eventos catastróficos.

O estudo menciona ainda a identificação recente de formas em T recorrentes, reentrâncias de três níveis e pirâmides escalonadas esculpidas em pedras antigas em vários continentes.

Esses elementos teriam sido associados a períodos ainda mais antigos, entre 38.000 e 40.000 anos atrás.

LaCroix acrescenta que essa civilização teria acompanhado ciclos cósmicos e incorporado conceitos sobre a estrutura do universo em locais sagrados, incluindo o alinhamento das pirâmides de Gizé com o Cinturão de Órion.

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Dogomar Gonzalez
Dogomar Gonzalez
28/02/2026 16:24

Sou profe Dr. de Literatura Comparada e já levo esse novo modelo para o ensino fundamental. Uma ingenuidade e infantilismo defender o modelo ortodoxo de História que figura nos livros. Não vê quem não quer, começando pelo Hawas, o egiptologo ortodoxo. Grato.

Francisco Fortes Filho
Francisco Fortes Filho
27/02/2026 17:29

São os mistérios que a humanidade ainda não decifrou como elevar pedras de 3 ou mais toneladas a alturas de mais 150 metros, numa época que sequer tinhamcordas para suportar tamanho peso.

Outra situação: além de itens rudimentares que quase não existiam, quase não existia pedras na região desértica p/suprir tanta demanda p/as grandes obras das pirâmides.

Eis o mistério que ainda poderá levar muito tempo para ser desvendado pelo homem, msm em tempo de muitos avanços da tecnogia, que sequer ainda sabem quando e como foram feitas estas magníficas obras para a humanidade.

Se tem vidas em outras galáxias e planetas, acho que estas obras foram executadas por seres muito mais evoluídos que nós. Este é meu modesto ponto de vista.

Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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