Expansão do Minha Casa, Minha Vida busca atender mais famílias e melhorar as condições de financiamento habitacional no Brasil.
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia a criação de uma nova faixa no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. A ideia é incluir famílias com renda entre R$ 8.000 e R$ 12 mil mensais, atualmente fora do programa.
Recurso do Pré-Sal pode viabilizar medida
Para tornar isso possível, o governo solicitou ao relator do Orçamento, senador Angelo Coronel (PSD-BA), a injeção de R$ 15 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal.
O dinheiro reforçaria o financiamento das faixas já existentes do programa. O objetivo é liberar recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), permitindo a criação da nova categoria.
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Atualmente, o Minha Casa, Minha Vida atende famílias de baixa e média renda, com faixas que vão até R$ 8.000 mensais. A classe média enfrenta dificuldades no acesso ao financiamento da casa própria, já que os recursos da poupança estão escassos.
Detalhes ainda em discussão
O governo estuda como essas famílias serão atendidas e qual será o limite do valor dos imóveis.
Outra alternativa analisada é permitir que o FGTS compre títulos da carteira de crédito imobiliário da Caixa, dando fôlego ao banco para novos empréstimos.
A decisão final sobre as regras ainda será tomada. A proposta, no entanto, busca atender um público que enfrenta dificuldades de crédito e pode aliviar gargalos no financiamento habitacional.
A ampliação do programa ocorre em um momento de queda na popularidade do presidente, inclusive entre a classe média. Para entrar em vigor, a nova faixa precisa de um decreto presidencial e da aprovação do Conselho Curador do FGTS.

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